Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

Archive for the ‘Comunicação’ Category

Faraday News

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

Moisés Piedade, Carlos F. Fernandes, Carlos A.M. Gouveia, Natália Rocha, Henrique Nogueira

https://tt.tecnico.ulisboa.pt/innovators/lab2markettecnico/

Implementação da Prática

. O Museu Faraday (MF) conta com mais de 800 peças já identificadas e catalogadas. Estas peças cobrem as áreas de eletrotecnia, instrumentação, aparelhos de áudio, vídeo, rádio e TV. Aparelhos científicos, documentos, informação variada deixada pelos utentes da Escola ao longo dos anos e proveniente de coleções privadas, para além de serem cruciais para a sua memória coletiva, constituem “objetos” com interesse museológico. A equipa do MF pensou lançar um jornal que versasse sobre os vários tópicos à Museologia, Ciência/Tecnologia e Artes, com referência às diversas atividades desenvolvidas no MF: visitas guiadas, exposições, demonstrações, etc. Assim foi criado o Faraday News (FN), e, no dia 6/2/2020, foi lançado o primeiro exemplar. O FN é uma publicação bilingue, disponível em formato digital. Os artigos cobrem vários domínios (engenharia, humanidades, belas artes, informática e ciências da computação, matemática, física), ligados na área da Museologia. Os textos podem apresentar resultados de pesquisas científicas ou em desenvolvimento, revisões bibliográficas ou teóricas sobre os temas abordados pela revista, resenhas inéditas de livros, teses, dissertações e outras produções, que tenham relevância académica, notas com resultados preliminares e parciais de pesquisas ou ainda em desenvolvimento, entrevistas feitas com profissionais, etc.

A estrutura básica não é rígida, com uma flexibilidade que garanta a dinâmica de uma revista moderna e simultaneamente uma adequação aos tempos que vivemos. Mas em termos gerais a revista apresenta um esqueleto básico composto pelas seguintes rúbricas: Editorial, Um Olhar (de fora ou de dentro), Biografia, Artigo Técnico, Arte/Ciência e Eventos. O corpo editorial tem como diretores os Profs. Moisés Piedade e Carlos Fernandes, sendo o Prof. Carlos Gouveia (docente da FLUL) o responsável pela revisão de textos, a assistente editorial Dr.ª Natália Rocha (SE dos Museus do Técnico) e o Designer Henrique Nogueira na composição gráfica.

Resultados Alcançados

Este jornal é de uma certa forma uma extensão e materialização na escrita do trabalho que é desenvolvido no MF, tal como a Doutora Marta Lourenço descreveu no seu testemunho publicado no primeiro número do FN. Tal como o MF, esta publicação “prolonga a vida dos objetos”, contando as suas histórias passadas na ciência e na tecnologia, e reinventando-os em histórias do presente.

É um jornal periódico que, através da publicação de artigos de cariz teórico/experimental/ensaístico, enquadra múltiplas perspetivas de questões inerentes à Ciência/Tecnologia e Artes de modo a chegar a um público diversificado. Por esse motivo, utiliza uma linguagem acessível, mas sempre com rigor científico e literário.

O FN existe em formato digital e está acessível através de várias vias: em listas de contactos (do Museu Faraday, do International Committee of ICOM for University Museums and Collections (UMAC), no site https://museufaraday.ist.utl.pt/FaradayNews. É publicado nas páginas nas redes sociais Facebook (@servicoeducativomuseustecnico) e Instagram (@museustecnico) do Serviço Educativo dos Museus do Técnico. Também tem sido divulgado nos websites do Instituto Superior Técnico e da Universidade de Lisboa.

Com temas centrados em vários aspetos da Engenharia, Matemática, Física e Informática, o FN procura manter uma transversalidade que possibilite uma ligação estreita com um público que tem interesse específico na atuação do MF, do Instituto Superior Técnico e da Universidade de Lisboa, mantendo presente a memória coletiva de um património gigantesco.

Pretende-se, neste espaço jornalístico, promover um encontro entre o público e a investigação de ponta nas diversas áreas que formam o campo de estudo das Engenharias, particularmente, da Engenharia Eletrónica, aprofundando conhecimentos e motivando caminhadas para aqueles que têm vontade de saber mais. Os artigos seguem estilos e géneros diferentes, permitindo construir pontes entre obras, épocas, modos de ver o mundo e discursos. Os autores buscam o diálogo entre as suas investigações – com frequência fazendo uso de uma extensa bibliografia especializada, dando a possibilidade de ampliar horizontes do nosso público leitor. É interessante perceber que diferentes abordagens podem resultar em resultados e pontos de vista que se complementam. O trabalho desenvolvido pelo FN reforça a dimensão didática e pedagógica do MF e o espírito inquieto e ativo que está patente nas inúmeras exposições realizadas, na conservação de acervo e no apoio aos investigadores e às visitas guiadas. O FN pretende assim criar mais um palco onde os vários caminhos do saber se cruzam periodicamente.

. Carácter Inovador e Transferibilidade

Um ano depois do lançamento desta revista, novas edições começam a ser planeadas com uma frequência que se vai ajustando aos recursos disponíveis. O resultado obtido ao final do primeiro ano de existência é considerado muito positivo e correspondeu às expectativas criadas e aos objetivos iniciais da criação da revista. Por um lado, a revista representa um meio de chamada de atenção para assuntos que constituem naturalmente o domínio do MF e, por outro lado, permite atingir um público mais eclético e vasto, por ser um canal de difusão na forma digital. Esta publicação constitui um espaço ao dispor dos diversos autores que de alguma forma se identificam com o MF e que generosamente contribuem com os seus artigos. O trabalho final fica mais rico e disponível à curiosidade de todas as gerações. É, sem dúvida, uma forma de interação interessante na transmissão de conhecimento, complementando os conteúdos salientados no MF, com a dinâmica resultante da publicação de artigos por autores que se debruçam sobre as mais variadas áreas temáticas.

Além da pertinência destes elementos, a retroação dos leitores também é o parâmetro com mais peso de ponderação nesta avaliação.

O facto de ser bilingue faz com que este periódico seja acessível em todas as partes do globo: Além de permitir um acesso muito mais alargado, a distribuição em formato digital tem como vantagens importantes o ser mais ecológico e sustentável e permitir uma partilha e divulgação mais eficientes com outros sítios/parceiros.

Neste momento a retroação recebida é através do correio eletrónico e dos comentários nas redes sociais. É de fato muito importante que os leitores se apercebam da forma como este novo espaço de comunicação está a ser encarado e que sugiram formas de o melhorar. Por exemplo, criando uma rubrica onde os leitores possam dar a sua opinião, os seus desejos sobre o conteúdo da revista, um comentário sobre um artigo ou sobre o editorial ou eventos realizados. Enfim, um meio que induza a participação de todos. Estamos e continuaremos à procura de novas ideias e sugestões, bem como de comentários e críticas. Nesse sentido, pensamos que em edições futuras da revista surja espaço para artigos informativos e úteis para todos os leitores. De realçar que a existência do FN não seria possível sem todas as contribuições recebidas por todos os que, de forma altruísta, têm colaborado com a escrita de artigos e não só.

Avaliação e Monitorização

O FN é um espaço aberto a todos os profissionais, estudantes e investigadores com interesse em refletir sobre temas relacionados com o mundo da Ciência/Tecnologia e Artes. Neste sentido, a revista privilegia textos que se destaquem pela sua capacidade de teorização, inovação e originalidade. A revista FN, sem perda de rigor, permite que os seus leitores possam usufruir do conhecimento científico que, muitas vezes, não está ao alcance da compreensão de todos, por ser divulgado de um modo demasiado técnico. Outros aspetos relevantes são a sua divulgação ser bilingue e, por ser em formato digital, permitir que, uma vez publicados, os artigos possam ficar permanentemente disponíveis.

Ao dirigir-se a um público alargado de todos os níveis de ensino, o acesso aberto imediato e gratuito ao seu conteúdo, sempre com um rigor superior, proporciona uma maior democratização do conhecimento. A sua leitura estimula não apenas o conhecimento, mas sobretudo uma reflexão, mais do que nunca essencial, sobre os caminhos percorridos ao longo de dois séculos de inovação eletrónica.

A nível da transferibilidade podemos considerá-la um exemplo de boa prática que pode ser replicada pelos outros Museus do Instituto Superior Técnico ou da Universidade de Lisboa.

Explica-me como se tivesse 5 anos – Conversas sobre ciência no Técnico para crianças e adultos curiosos

terça, outubro 12th, 2021

Selecionada “Boa Prática do Ano”, 2021

Comunicação● 2021

Joana Lobo Antunes

https://explicame.tecnico.ulisboa.pt/

Implementação da Prática

“Explica-me como se tivesse 5 anos” é um projeto de comunicação de ciência realizado pelo ComunicaCiência, grupo que reúne os responsáveis de comunicação das 23 unidades de investigação (UI) associadas ao Técnico, do programa CMU e a Área de Transferência de Tecnologia (TT), com coordenação da Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM).

Em maio de 2020 o país entrou em confinamento, as escolas fecharam, o teletrabalho tornou-se obrigatório e as famílias tiveram de reorganizar as suas vidas em casa. Em termos de comunicação de ciência, surgiu uma vasta oferta de atividades online direcionadas para jovens e adultos. Porém, essa oferta não existia para um público infantil, sobretudo pensando nas manhãs de sábado, quando essas crianças se viram de repente privadas das atividades ao ar livre a que estavam habituadas.

Surgiu então a ideia de produzir um programa para estimular o interesse das crianças pela ciência, assente num ciclo de conversas com investigadores de todas as áreas científicas do Técnico, onde se aborda o trabalho científico desenvolvido na instituição, usando uma linguagem simples e acessível a uma criança de cinco anos.

O programa é transmitido em direto e tem duração de 1 hora. Inicia com uma apresentação de cerca de 20 minutos sobre um determinado tema e de seguida são respondidas perguntas feitas pelos espetadores. Foi criado um website do programa (https://explicame-tecnico.ulisboa.pt) e elaborou-se uma checklist para cada episódio, desde a pré-produção à pós-produção, percorrendo a divulgação, ensaios, o direto e recolha de feedback e resultados alcançados. Para cada episódio são realizados geralmente dois a três encontros virtuais com o/a convidado/a, de modo a afinar o tema da conversa, ensaiar a apresentação e fornecer algumas orientações técnicas que melhorem a qualidade e eficiência da comunicação. As conversas são realizadas no Zoom, com transmissão em direto na página Facebook do Técnico, ficando os vídeos depois disponíveis no Facebook e no Youtube.

O programa estreou no dia 23 de maio 2020, inicialmente com frequência quinzenal, passou a mensal no início de 2021. Foram emitidos até à data 16 episódios. A equipa de produção executiva inclui André Gonçalves (IN+), Bárbara Teixeira (ISR), Joana Lobo Antunes (ACIM, coordenação), Pedro Garvão (ACIM), Sílvio Mendes (ACIM) e Susana Muinos (CERENA).

Resultados Alcançados

Foram até à data emitidos 16 programas, estando já agendados os próximos três.

As unidades de investigação já representadas no programa foram:

  • Centro de Análise Funcional, Estruturas Lineares e Aplicações (CEAFEL) – Ana Moura Santos
  • Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos (CAMGSD) – Ricardo Schiappa
  • Centro de Astrofísica e Gravitação (CENTRA) – Ana Mourão
  • Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares (C2TN) – Marta Almeida
  • Centro de Estudos de Gestão do IST (CEG-IST) – Tânia Ramos
  • Centro de Física Teórica das Partículas (CFTP) – Ivo de Medeiros Varzielas
  • Centro de Química Estrutural (CQE) – Zita Martins
  • Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA) – Moisés Pinto
  • Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB) – Vasco Bonifácio
  • Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores: Investigação e Desenvolvimento em Lisboa (INESC-ID) – Arlindo Oliveira
  • INESC Microsistemas e Nanotecnologias (INESC-MN) – Susana Freitas
  • Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) – Gonçalo Figueira
  • Instituto de Sistema e Robótica (ISR) – Isabel Ribeiro
  • Instituto de Telecomunicações (IT) – Yasser Omar
  • Investigação e Inovação em Engenharia Civil para a Sustentabilidade (CERIS) – Mónica Amaral
  • Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP) – Pedro Abreu

Estão já agendadas sessões com

  • Centro de Física e Engenharia de Materiais Avançados (CeFEMA) – Pedro Brogueira
  • Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (IN+) – João Ventura
  • Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC) – Rogério Colaço

Todos os episódios somados atingem um total de mais de 67 mil visualizações, num valor médio de 4200 por programa, sendo o Episódio 1 o mais visto, com 9500 visualizações. Os vídeos geraram Os vídeos geraram um alcance estimado de 181859, mais de 1300 gostos (média: 105), 838 comentários (média de 64) e 312 perguntas enviadas para que os investigadores pudessem responder (média de 22 por programa. O Episódio 7 não foi mantido em “on” a pedido do orador, que prepara um livro sobre esses temas.

Avaliação e Monitorização

Da análise dos comentários publicados nas transmissões em direto, temos feedback muito positivo dos seguidores, salientando a qualidade do programa tanto em conteúdo científico como em clareza de exposição. Da análise aos inquéritos de satisfação das 16 sessões, 85% dos respondentes disseram que a conversa tinha sido muito interessante e 15% interessante, e a mesma proporção considerou que o/a cientista tinha sido clara na sua exposição, sendo que 98% acharam que houve clareza na resposta às perguntas. A maioria ficou a querer saber mais sobre o tema (98%) ou sobre o Técnico (83%) e a querer visitar o campus quando for possível (77%).

Fizemos um inquérito de avaliação endereçado aos investigadores que já fizeram apresentações para recolher também as suas opiniões. Tivemos 11 respostas (em 16 possíveis), o que representa 69% do universo de participantes. Dos inquiridos 91% considerava que o seu trabalho podia ser comunicado de forma simples e acessível, o que demonstra uma grande predisposição para a comunicação do seu trabalho já anterior ao programa. De facto, 64% dos participantes já tinham comunicado para audiências tão jovens. No entanto, 82% consideram que ter participado no “Explica-me” os deixou com mais interesse em participar em atividades de comunicação de ciência no futuro e 80% gostariam de voltar a participar numa edição do programa.

Relativamente às sessões de preparação, trabalho de apoio que é feito com os investigadores para ajudar a enquadrar a presentação final, 64% considerou que conseguiria fazer uma atividade deste tipo, de forma individual, sem as sessões de preparação. Contudo, a grande maioria considera que as sessões de preparação contribuíram para melhorar as suas aptidões de comunicação. Relativamente à qualidade do programa e seu futuro, 100% dos inquiridos considera que “o Explica-me como se tivesse 5 anos é u ma boa forma de divulgação da ciência realizada no Técnico”.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A ideia deste programa surgiu de forma espontânea no meio da pandemia e foi materializada de forma colaborativa e orgânica, com voluntarismo, curiosidade e vontade de comunicar a ciência do Técnico, tirando partido dos recursos disponíveis (Zoom, Drive, Self-Service e a experiência de cada elemento da produção).

Explicar ciência a uma criança é um exercício que requer critério na escolha do vocabulário, explicar conceitos complexos com linguagem simples. Isso precisa de ser ensaiado com os convidados, entre uma a três vezes, de modo a prepará-los para esse público infantil do qual podem sair perguntas inusitadas, ainda que com sentido.

Esses ensaios preparativos têm ainda o acréscimo de estabelecer novos vínculos entre diferentes unidades do Técnico e gerar conhecimento mútuo sobre o seu funcionamento. Ou seja, para além do objetivo de comunicar a ciência do Técnico numa linguagem simples e acessível, este programa promove uma maior auto-conhecimento do universo Técnico e uma aproximação entre os seus atores, e entre os investigadores e a Comunicação do Técnico.

O programa começou a ser construído de forma despretensiosa e como protótipo: a cada episódio faz-se uma análise crítica (a partir das impressões dos intervenientes e do feedback recebido no direto e nos formulários de opinião), aperfeiçoa-se o que pode ser melhorado e enriquece-se um documento colaborativo onde são anotados todos os passos que precisam ser feitos, desde a pré-produção à pós-produção. Esta metodologia permitiu que, por um lado, cada um fosse ocupando o seu próprio espaço e empoderando-se das ferramentas, e por outro, ao deixar tudo documentado, permite que haja alternância entre os colaboradores sem prejuízo do conhecimento sobre o que precisa de ser executado. O facto de o programa prescindir de espaços físicos ou encontros presenciais para ser realizado, permite que seja feito a partir de qualquer lugar e por tempo indeterminado, percorrendo todas as unidades de investigação do Técnico.

Após a emissão em direto, os programas ficam disponíveis no Facebook e no Youtube. Estão a ser equacionadas outras plataformas, como por exemplo o Spotify para difusão das conversas em formato podcast.

O carácter inovador deste projeto é a existência de programa de divulgação da ciência do Instituto Superior Técnico que englobe todas as unidades de investigação, de forma ter uma representatividade de áreas científicas unidas em torno de um objectivo comum.

Da análise das atividades de ligação à sociedade de outras faculdades em Portugal, verificamos que o modelo que concebemos e implementámos, de um programa para crianças regular nas redes sociais, é único e por isso inovador dentro da nossa instituição e no país.

Pretendemos continuar a explorar a ligação à sociedade da investigação que se faz no Técnico não apenas mantendo a regularidade deste formato como alargando a outros projetos sempre com a mecânica de envolvimento de todas as UI.

Grupo ComunicaCiência, para a divulgação e comunicação da ciência do Instituto Superior Técnico interna e externamente

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

Joana Lobo Antunes

 https://acim.tecnico.ulisboa.pt/comunicaciencia/projetos/

Implementação da Prática

. O grupo ComunicaCiência é coordenado pela Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM) e junta todos os responsáveis de comunicação das 23 unidades de investigação associadas ao Instituto Superior Técnico e da Área de Transferência de Tecnologia. Foi criado em Setembro de 2019, com a introdução de novas práticas para a Comunicação de Ciência do Instituto Superior Técnico.

A criação e dinamização deste grupo pretende aproximar a estrutura de comunicação de cada uma das unidades, com as suas diferentes realidades, à estrutura de comunicação central do Técnico, bem como fomentar um espírito de corpo comum. Desta forma, este grupo concretiza-se através de:

  1. encontros mensais com todos os membros do grupo, coordenado pela ACIM.
  2. formações em comunicação de ciência
  3. concepção e desenvolvimento de actividades conjuntas de divulgação e promoção da ciência

 

Os encontros mensais ocorrem regularmente desde Setembro 2019, e começaram por

acontecer rotativamente entre todas as UI de forma a dar a conhecer fisicamente os locais de trabalho de cada um. Com a pandemia, as reuniões passaram a ser online, mas mantevese a cadência e regularidade.

Até agora foram ministradas formações em: criação de conteúdos para redes sociais, gestão de redes sociais, escrita de comunicados de imprensa, ligação aos media, comunicação visual de ciência. Dado que a maioria dos responsáveis de comunicação não têm formação específica na área, estas formações têm permitido a sua capacitação.

As actividades conjuntas de divulgação até agora materilizaram-se no programa “Explica-me como se tivesse 5 anos” e na campanha nas redes sociais de mulheres na ciência.

As unidades representadas no ComunicaCiência são:

Centro de Análise Funcional, Estruturas Lineares e Aplicações (CEAFEL)

  • Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos (CAMGSD)
  • Centro de Astrofísica e Gravitação (CENTRA)
  • Centro de Ciência e Tecnologia do Ambiente e do Mar (MARETEC)
  • Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares (C2TN)
  • Centro de Engenharia e Tecnologia Naval e Oceânica (CENTEC)
  • Centro de Estudos de Gestão do IST (CEG-IST)
  • Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (IN+)
  • Centro de Física e Engenharia de Materiais Avançados (CeFEMA)
  • Centro de Física Teórica das Partículas (CFTP)
  • Centro de Matemática e Aplicações (CEMAT)
  • Centro de Química Estrutural (CQE)
  • Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA)
  • Centro em Território, Urbanismo e Arquitetura (CiTUA)
  • Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB)
  • Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC)
  • Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores: Investigação e Desenvolvimento em Lisboa (INESC-ID)
  • INESC Microsistemas e Nanotecnologias (INESC-MN)
  • Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN)
  • Instituto de Sistema e Robótica (ISR)
  • Instituto de Telecomunicações (IT)
  • Investigação e Inovação em Engenharia Civil para a Sustentabilidade (CERIS)
  • Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP)

Resultados Alcançados

Das três actividades desenvolvidas, desenharam-se os seguintes objectivos:

  1. Promover o networking e o conhecimento de todos os responsáveis de comunicação de UI, de forma a promover uma maior interacção entre as unidades resultando em uso mais eficiente dos recursos. RESULTADOS: a maioria das pessoas deste grupo não conhecia as restantes 22; neste momento todos se conhecem e têm-se criado redes de entreajuda nas mais variadas áreas.
  2. Partilhar boas práticas que possam ser replicadas noutras unidades de investigação.

RESULTADOS: a apresentação de projectos de cada UI permite às restantes adaptar e adoptar para as suas realidades. Promoveu-se a possibilidade de entreajuda e colaboração entre as UI, para a realização de iniciativas e resolução de problemas semelhantes. Destas partilhas resultou um documento comum de boas práticas de criação e gestão de eventos online.

Estamos também a desenvolver documento comum de boas práticas de gestão de redes sociais.

  1. Dotar os responsáveis de competências comunicacionais de base. RESULTADOS: as formações nesta área têm tornado mais ágil a ligação das UI à comunicação do Técnico e promovido uma melhor ligação à sociedade. Algumas UI passaram a usar mais e melhor as redes sociais para a comunicação dos seus resultados e outputs.
  2. Desenvolver projectos com impacto na ligação à sociedade. RESULTADOS: Deste grupo resultaram as iniciativas do programa “Explica-me como se tivesse 5 anos”, e a campanha de Mulheres da Ciência. O primeiro será também objecto de candidatura separada e aí detalhado. O segundo consistiu numa campanha nas redes sociais para celebrar o dia internacional das mulheres na ciência, tendo surgido numa reunião do grupo e tendo sido concretizado com a participação das UI, design do NDM e coordenação ACIM. O projeto deu origem a 49 fotos e histórias de mulheres cientistas do Técnico e espelhou 13 Unidades de Investigação do Técnico (INESC-ID (+ GAIPS); CAMGSD-IST; CERIS; LIP; CERENA; C2TN; CENTEC; CERIS; IT; IN+; ISR; INESC MN; CQE), para além das 9 antigas alunas que estão a trabalhar na Ciência mas noutras instituições, recolhidas pela TT Técnico.
  3. Melhorar a comunicação interna no que respeita à comunidade científica e instrumentos ao seu dispor. RESULTADOS: Aumentou a visibilidade das iniciativas das UI junto da comunidade do Técnico.

Avaliação e Monitorização

A participação da maioria dos membros nos encontros regulares mensais é uma medida do interesse que encontram nas reuniões e nos assunto aí discutidos. As reuniões ocorrem sempre na quarta quinta-feira de cada mês, entre as 10h e as 12h.

O projeto “Mulheres na ciência” teve um alcance total de 45.000 pessoas no Facebook, número muito acima ao valor médio anual das publicações (cerca de 7.000). O conjunto de publicações no Twitter originou 333 likes, 66 partilhas, 1508 “engajamentos” e um total de 48955 impressões, valor que representa quase metade das médias mensais de impressões em 2020: 115755.

No Instagram as galerias de imagens tiveram alcance total de 26530 (média 2020: 4633), uma média de 438 likes cada (média 2020: 307) e originaram uma média de 108 visitas ao perfil por cada post (média 2020: 57).

No Linkedin as 49 publicações geraram um total de 138420 impressões 2683 reações e 4083 cliques.

Somando todas as impressões e alcance destas quatro redes sociais chegamos a um número total de 241150 pessoas alcançadas pela campanha.

Para além disso, foi feito o desafio de partilha da história de outras investigadoras recorrendo à hashtag #MulheresNoTécnico, tendo tido um impacto significativo nas redes, em particular no Twitter, onde se acumularam 42 participações (monitorizadas).

Fizemos um inquérito para avaliação e monitorização da actividade deste grupo aos participantes. Responderam ao inquérito 21 pessoas (41% do total de pessoas que está na mailing list do grupo Comunica Ciência).

A maioria dos inquiridos (96%) avaliam muito positivamente a utilidade do Grupo, com nota acima de 4 em 5; a utilidade das formações foi classificada acima de 4 valores por 95% dos inquiridos. Já a melhoria a relação entre as UI e a Área de Comunicação, Imagem e Marketing do Técnico recolheu nota acima de 4 para 81% dos respondentes.

Relativamente aos efeitos do trabalho que desenvolvem na área da comunicação de ciência.

Desde que integraram o grupo, 90% dos inquiridos sentem-se mais confiantes para criar / dar continuidade a atividades de comunicação de ciência na sua UI e 76% (16) sentem que os investigadores das suas UI passaram a participar mais em atividades de comunicação de ciência. Relativamente aos efeitos do trabalho que desenvolvem na área da comunicação de ciência, a maioria atribui a nota 4 a essa melhoria (48%), ficando a nota 3 (33%) e nota 5 (14%) com as parcelas seguintes mais votadas. 43% (9) classificam com a nota 4 o aumento da presença da sua UI nos media desde que integraram o grupo, enquanto que 7 (33%) lhe atribuem a nota 3. 14% (3) deram a nota máxima a esse aumento.

O trabalho de equipa, a aprendizagem de técnicas de comunicação de ciência e o conhecimento mútuo entre as várias plataformas e UI do Técnico foram os motivos mais apontados pelas respostas à pergunta aberta “O que de mais útil retirou/retira da participação neste grupo?”. Como sugestões para a o futuro do grupo (em pergunta aberta), surgem o envolvimento dos Departamentos do Técnico e o relacionamento com outros grupos de investigação da Universidade de Lisboa como principais sugestões.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O carácter inovador deste projecto é a existência de um grupo que agregue todas as unidades de investigação do Técnico para agilizar a comunicação e promover a criação de novos programas. O grupo funciona com carácter regular há 17 meses, apenas com interrupção em Agosto.

Segundo os participantes, o funcionamento do grupo em regularidade, abordando temáticas de interesse e promovendo a motivação das UI para investirem em comunicação de ciência, tem sido uma inovação no Técnico. A existência deste grupo e a agilidade da sua comunicação interna tem permitido a coordenação de actividades conjuntas em tempo útil, potenciando e ligando com outras unidades Técnico (como a Área de Transferência de Tecnologia e o Núcleo de Design e Multimédia). As formações do grupo têm oferecido um conjunto de ferramentas uteis às UI de forma a poderem aumentar o impacto das suas actividades.

A continuidade das actividades do Comunica Ciência põe as Unidades de Investigação e o Instituto Superior Técnico a encarar a comunicação não apenas como forma de promoção institucional e divulgação de carreiras técnico-científicas mas também como actor na promoção da literacia e cultura científica.

A dinâmica deste grupo pode ser transferida para outras realidades do Técnico, e fora dele, que beneficiem da junção de profissionais com funções semelhantes em núcleos distintos. A ACIM está de momento a montar o mesmo tipo de grupo com os responsáveis de comunicação dos departamentos do Técnico e irá em seguida dinamizar o grupo de todos os núcleos com redes sociais institucionais na Faculdade.

Visita Virtual ao Técnico

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

NAPE – Núcleo de Apoio ao Estudante

https://www.youtube.com/watch?v=EfbnLrJj5OY

Implementação da Prática

. A visita virtual ao Técnico foi concebida para ultrapassar a impossibilidade de acesso aos espaços do Técnico no 2º semestre de 2019/2020, com o consequente cancelamento das habituais visitas dinamizadas pelos Guias do NAPE, devido às restrições da pandemia. Com várias visitas individuais e de grupo escolar agendadas e canceladas, feiras de ensino transpostas para formato online, muitas dúvidas de candidatos ao Técnico a chegar por diferentes canais e a necessidade de preparar o acolhimento dos novos alunos, foi necessário encontrar uma alternativa online para dar a conhecer os campi, as condições, serviços e apoios disponíveis.

Iniciou-se então o planeamento das gravações em Julho de 2020, tendo sido elaborado um Guião com os principais pontos de interesse e informações mais relevantes, que foi revisto pela Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM), para validar as informações transmitidas pelos bolseiros do Técnico, que iriam apresentar os dois campi do Técnico. A articulação com o Núcleo de Design e Multimédia (NDM) foi também essencial, envolvendo apoio técnico especializado, vários equipamentos de captura de imagem e som e o respetivo trabalho de edição, que incluiu a legendagem do vídeo na língua inglesa. As gravações foram realizadas nos dias 21, 23 e 27 de julho nos espaços exteriores e interiores selecionados, tendo sido concluída a produção do vídeo a 10 de setembro, atempadamente para apoiar a transição dos novos estudantes para um ano letivo atípico.

Resultados Alcançados

. Os objetivos associados à produção deste vídeo foram alcançados de acordo com a calendarização prevista durante o período desafiante em que foi concebido pela necessidade de transpor todas as atividades do NAPE para a modalidade online, resultando numa resposta alternativa em tempo útil e eficaz para os candidatos e novos estudantes poderem conhecer o campus que pretende frequentar de modo eficiente.

O vídeo foi disponibilizado na Comunidade IST TV do Youtube e publicado no Facebook do Técnico, tendo sido utilizado como recurso inicialmente na Cerimónia de Boas-Vindas aos novos estudantes em 33 sessões Zoom na Semana de Acolhimento dos 2º Ciclos e em 18 sessões do 1º Ciclo, incluindo nas 2 sessões paralelas de receção dos estudantes de mobilidade no 2º e no 2º semestre do ano letivo 2020/2021. Posteriormente, este recurso permitiu otimizar o processo de divulgação no exterior, levando o Técnico a Escolas, feiras virtuais de oferta formativa, como a Inspiring e a Unlimited Future, e ainda permitiu complementar os atendimentos personalizados realizados por videochamada.

Atualmente, o vídeo está publicado na página da Área de Comunicação, Imagem e Marketing (http://acim.tecnico.ulisboa.pt/nucleo-de-apoio-ao-estudante-nape/), potenciando a acessibilidade num contexto de especial elevada procura na web.

Avaliação e Monitorização

A avaliação e monitorização desta iniciativa tem como principal referência o alcance, a variedade de situações em que pode ser utilizada como recurso e o feedback obtido por parte da população à qual se dirige.

Na Cerimónia de boas-vindas aos novos estudantes 2020/2021, o vídeo foi projetado para mais de 2000 alunos regulares, sendo cerca de 90% dos alunos de 1º ciclo (1443 alunos) e mais de 350 alunos de mobilidade e internacionais em 53 sessões Zoom, tendo sido obtido feedback muito positivo neste âmbito também da parte dos docentes envolvidos. Na Feira Virtual da Inspiring Future o vídeo foi visualizado diariamente ao longo do ano letivo 2020/2021, tendo tido um alcance superior a 10 000 visitantes do stand do Técnico. Nos eventos da Unlimited Future o vídeo foi disponibilizado a cerca de 400 visitantes do nosso stand virtual. Já nas redes sociais, nomeadamente na página do facebook do Técnico (https://www.facebook.com/watch/?v=791784401610143), o vídeo conta com cerca de 5,6 mil visualizações.

Uma das mais valias da produção deste vídeo é de facto a grande variedade de aplicações. Pode ser utilizada como recurso em atendimentos personalizados (ISTO É Conversa – [https://nape.tecnico.ulisboa.pt/en/candidatos-ao-tecnico-e-divulgacao/isto-e/isto-e-conversa/]), em resposta a pedidos de informação via RT, em feiras virtuais (e futuramente presenciais) de Ensino e Formação, em feiras realizadas em Escolas, e em cerimónias institucionais, como já aconteceu. Estando disponível em plataformas online como o youtube, o vídeo pode ser acedido de modo facilitado a qualquer momento e de qualquer ponto do mundo, alcançando candidatos e estudantes que por motivos geográficos ou constrangimentos da pandemia não se podem deslocar ao Técnico.

Considerando o público a que se destina, a apresentação dos campi em que funcionam as atividades letivas por parte de alunos, permite uma maior aproximação e identificação dos pares, estabelecendo-se uma relação amigável e demonstrando disponibilidade para receber e apoiar novos alunos.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Esta iniciativa, motivada pela necessidade de ultrapassar constrangimentos das deslocações presenciais aos campi do Técnico, é inovadora e uma demonstração de como se podem gerar oportunidades em períodos de crise. Com este recurso disponível, é possível agora utilizá-lo num grande conjunto de situações e contextos de modo permanente, quer para divulgação do Técnico, quer para apoio aos candidatos, podendo ainda potenciar a procura de esclarecimentos e apoio do NAPE, quer para acolhimento e integração de novos alunos, nacionais e estrangeiros.

A visita está legendada em inglês, sendo possível replicar esta prática e explorar as suas potencialidades de modo diferenciado adaptando-a a outros públicos e contextos. O objetivo desta iniciativa foi, num primeiro momento, apresentar o campus Alameda e o campus Taguspark e poderá ser generalizável para outras finalidades, sendo recomendável a produção de conteúdos semelhantes que permitam apresentar laboratórios, projetos ou departamentos com interesse para os destinatários, em que poderão ser envolvidos professores e alunos, de modo a enriquecer e a estabelecer desde logo um sentido de comunidade no Técnico.

ISTO É _Podcast

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

NAPE – Núcleo de Apoio ao Estudante

https://nape.tecnico.ulisboa.pt/candidatos-ao-tecnico-e-divulgacao/isto-e/podcast/

Implementação da Prática

. Devido aos constrangimentos que advieram da situação pandémica com o primeiro confinamento em março de 2020, e a necessidade de transpor para modalidades remotas as atividades de divulgação do Técnico, a conceção do Podcast ISTO É teve como objetivo levar o Técnico aos seus potenciais candidatos. Com a suspensão de feiras e visitas presenciais a escolas secundárias, o podcast ISTO É, dá voz aos estudantes para responder a questões habituais dos candidatos, relacionadas sobretudo com oferta formativa e vivências académicas. A qualquer hora e em qualquer lugar, todos os interessados no Técnico podem utilizar o Youtube, Instagram TV ou Spotify para acompanhar os 22 Episódios de 10/15 minutos. Além do episódio sobre os campi, programas de mobilidade, spin-offs e outras oportunidades, oferecidas pelo Técnico; do episódio sobre o NAPE (Programa Mentorado, semana de acolhimento, Workshops); e do episódio dedicado aos núcleos de estudantes, projetos e atividades extracurriculares; foram lançados 18 episódios sobre a Oferta Formativa do 1º Ciclo. De abril a julho, procurando otimizar a resposta durante o período crítico para a tomada de decisão dos candidatos, os episódios foram publicados nas redes sociais do NAPE de modo progressivo, de acordo com o planeamento e calendarização inicial. Previamente, foram criteriosamente definidos também os temas e conteúdos a abordar, bem como os estudantes, projetos e núcleos a convidar. Além dos Guias do NAPE, que planearam o projeto, divulgaram a iniciativa e redigiram os guiões dos episódios, validados pela Área de Comunicação, Imagem e Marketing, foram também envolvidos 53 outros alunos, nomeadamente Mentores e Embaixadores, bem como 40 Docentes do Técnico e ainda 23 núcleos, perfazendo um total de 4 horas e 25 minutos de material resultante.

Resultados Alcançados

Considerando a antecedência com que são planeadas as iniciativas de Divulgação do Técnico, foi notável conseguir conceber e montar este projeto desta dimensão em cerca de duas semanas em março de 2020, e começar o lançamento de episódios em Abril para antecipar o grande volume de contactos e pedidos de candidatos do Ensino Secundário em fase de tomada de decisão.

Em termos de alcance dos Podcasts, contabilizam-se 4200 visualizações na plataforma Apple Podcasts do Spotify (sendo 42% de utilizadores entre os 18 e os 22 anos), mais de 20 mil visualizações no canal Youtube, e quase 16 mil visualizações no Instagram.

O feedback recebido, direta e indiretamente, demonstra que o alcance dos podcast também foi maior do que com as alternativas presenciais, nomeadamente em termos geográficos mesmo com as habituais deslocações a escolas secundárias e feiras em vários pontos do país. O link para os episódios passou também a ser disponibilizado como parte da resposta a alunos interessados no Técnico, que contactaram o NAPE com dúvidas sobre estudar no Técnico.

Avaliação e Monitorização

A avaliação e monitorização desta iniciativa tem como principal referência o alcance obtido – mais de 40 mil visualizações distribuídas pelas suas 3 plataformas, a variedade de situações em que pode ser utilizada como recurso de modo permanente e o feedback obtido por parte da população à qual se dirige, quer direta, através de comentários e “likes”, quer indiretamente em diversos contextos como indicadores da sua utilidade e impacto.

Periodicamente é feita a monitorização do número de visualizações dos episódios lançados para ajustar a divulgação efetuada, nomeadamente em alturas mais críticas para a preparação da transição para o ensino superior, tais como a aproximação do limite do prazo das candidaturas ao Ensino Superior, onde procuramos reforçar através dos nossos canais de divulgação (redes sociais e outras plataformas) a importância dos futuros candidatos tomarem uma decisão o mais informada possível, relembrando todos os materiais produzidos pelo NAPE que têm ao dispôr para que tal aconteça, tais como o nosso podcast e colocando-nos sempre à disposição para nos contactar diretamente caso surjam outras questões que lá não vejam respondidas.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A conceção de um Podcast permitiu adaptar a divulgação do Técnico e da respetiva oferta formativa a um modelo mais digital, atual e familiar para a faixa etária à qual se dirige. Este é um projeto inovador, principalmente considerando a abrangência dos conteúdos e áreas, projetos, núcleos e serviços representados. Outras Instituições de Ensino Superior lançaram pela mesma altura podcasts, tendo este projeto sido diferenciador pela dimensão e agentes envolvidos. A replicação desta iniciativa deverá ser repensada considerando a necessidade de manter atualizadas informações, nomeadamente pela introdução do Novo Modelo de Ensino e pela reestruturação dos Mestrados e Licenciaturas, sendo necessário acautelar os recursos necessários e a uniformização da comunicação com o respeito das normas e estratégia de comunicação do Técnico.

Visitas ao Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Comunicação 2020

Núcleo de Apoio ao Estudante

Implementação da Boa Prática

O Técnico oferece a possibilidade de realizar visitas em duas modalidades: Visitas Individuais (até 10 elementos) e Visitas de Grupo Escolar. No âmbito do Programa de Divulgação do Técnico, o NAPE organiza as visitas no campus Alameda, dinamizadas por Guias do NAPE, que por vezes são acompanhados por Embaixadores do Técnico. O envolvimento de alunos do Técnico nesta prática promove uma abordagem mais eficaz, na medida em que há uma maior proximidade, por identificação do candidato com o aluno e vice-versa, facilitando o esclarecimento de dúvidas sobre a escolha da oferta formativa. As Visitas Individuais têm a duração média de 1h e destinam-se a potenciais candidatos ao Técnico, habitualmente, alunos do Ensino Secundário com dúvidas específicas sobre alternativas de formação, serviços e infraestruturas de apoio ou atividades extracurriculares, que necessitam de acompanhamento individualizado para consolidar as suas escolhas. Dado o caráter personalizado, são também procuradas por estudantes com necessidades específicas (ENEE) e alunos internacionais. Já as Visitas de Grupo Escolar surgem da necessidade das Escolas motivarem os seus alunos para a frequência do Ensino Superior e para a Ciência, constituindo muitas vezes o primeiro contacto dos alunos com o contexto universitário. Estas visitas incluem uma apresentação institucional com duração variável, dependendo do número de espaços a visitar e do número de alunos a receber. Para cobrir as áreas de interesse identificadas, é necessário contactar os Departamentos, Laboratórios, Projetos ou Núcleos de Alunos, aferindo a disponibilidade para receber as escolas. Para agendar uma visita, o aluno, encarregado de educação ou professor preenchem um formulário próprio disponível na página do NAPE e os pedidos são posteriormente analisados e agendados pela equipa. Também os restantes campi (CTN e Taguspark) disponibilizam visitas em modalidades relacionadas com o respetivo contexto.

Resultados Alcançados

A possibilidade de visitar o Técnico tem atraído cada vez mais escolas e alunos interessados, tendo-se dado resposta, no passado ano letivo (2018/2019), a 14 escolas, 539 alunos e 43 professores, além dos 292 participantes em visitas individuais.

No final de cada visita, é preenchido um inquérito de satisfação que avalia diversos parâmetros como a rapidez e facilidade da marcação da visita, os espaços visitados e prestação dos Guias do NAPE, tendo todos estes parâmetros uma classificação entre Bom e Excelente. Os alunos que fornecem feedback de visitas individuais destacam sobretudo a possibilidade de colocar dúvidas sobre os cursos e o Técnico, a boa preparação dos Guias para responder a um grande leque de questões, bem como utilidade da visita para consolidar a sua decisão de se candidatarem ao Técnico. Estes inquéritos permitem a constante melhoria desta prática, resultando em alterações a procedimentos já implementados, como a optimização do processo de marcação de visitas. Através das mesmas avaliações, foi possível perceber que seria útil aos alunos/potenciais candidatos ter um contacto mais próximo com atividades letivas e professores, razão pela qual está em curso um projeto que visa implementar um programa estruturado de atividades organizadas pelos Vogais de Divulgação dos Departamentos e Coordenadores de Curso, incluindo também a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, núcleos de alunos, projetos e serviços do Técnico.

Avaliação e Monitorização

No final de cada visita, é aplicado um inquérito de avaliação da satisfação. Para as visitas individuais solicita-se o preenchimento de cada participante. No caso dos grupos escolares, é o professor acompanhante a responder por todo o grupo. De modo complementar regista-se o feedback dos Guias que apoiaram a visita. Os dados obtidos são analisados periodicamente para aferir a necessidade de implementar alterações.

Para recolher os pedidos de marcação, são disponibilizados no site do NAPE, formulários para visitas individuais e de grupo escolar. As respostas dão entrada no sistema de email RT e são transferidas para a respetiva base de dados, onde podem ser geridos e monitorizados. No caso das marcações individuais, o processo interno passa por preencher a folha com os dados do participante, confirmar a data e horário da visita através da consulta do mapa de disponibilidade dos Guias, e fazer um contacto telefónico prévio para confirmar a presença. Já para as visitas de grupo escolar, o processo é mais complexo, porque requer o contacto com Departamentos/Projetos do Técnico, no sentido de se aferir a disponibilidade para receber os alunos e assegurar apresentações ou atividades. Assim, foi criada uma folha de cálculo com os dados do pedido e uma checklist para as diferentes fases do processo e dos contactos a estabelecer com a escola e com os intervenientes. A construção deste registo permite saber, a qualquer momento, em que ponto se encontra cada marcação e que informação foi transmitida a cada parte. Implementaram-se também prazos de resposta aos pedidos, tendo o conjunto destas medidas contribuído para uma clara melhoria das avaliações sobre o processo de marcação.

Em curso, está ainda a criação de, em conjunto com os responsáveis de cada Departamento, um catálogo com os diferentes laboratórios/projetos visitáveis.

Do ponto de vista do visitante, esta ferramenta permitirá a pré-seleção de temas dentro das áreas de interesse. Internamente, facilitará a marcação de visitas, permitindo conhecer os laboratórios e projetos existentes, respetiva lotação máxima, horários em que está disponível, entre outras informações essenciais. Frequentemente, as escolas e os alunos pedem informações sobre iniciativas abertas do Técnico. Não havendo um espaço centralizado com este tipo de informação, está a ser construída uma base de dados com intuito de permitir, no futuro, compilar e divulgar as diferentes ações destinadas a alunos do Ensino Básico e Secundário.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A grande dimensão do Técnico e o elevado número de interessados coloca constrangimentos à realização de um Dia Aberto, prática comum na maioria das instituições de Ensino Superior e, por isso, procurada pelos alunos do Ensino Secundário. Assim, a possibilidade de realizar uma visita ao Técnico, ao longo de todo o ano letivo, visa responder às solicitações de candidatos e escolas de modo personalizado, abrangendo um grande número de destinatários e adaptando a abordagem às respetivas necessidades. As visitas de grupo escolar organizadas pelo NAPE permitem conjugar os diversos interesses manifestados pelos alunos numa mesma sessão, envolvendo Departamentos, Projetos e/ou Núcleos de estudantes de modo a enriquecer a experiência do público-alvo. De referir o carácter inovador e diferenciador da dinamização de visitas por parte de Guias do NAPE – além da vantagem da proximidade da faixa etária, que permite ao candidato projetar-se num futuro aluno do Técnico, também o aluno do Técnico vê facilitada a relação e comunicação com os visitantes pelo facto de ter estado recentemente no papel de candidato. Sendo objetivo do NAPE a divulgação do Técnico, principalmente junto de potenciais candidatos e fazendo estes uma avaliação positiva do impacto da visita na sua escolha de curso/instituição, justifica-se o investimento e melhoria constante desta prática, que pode ser facilmente reproduzida noutro contexto com o fim de dar a conhecer a instituição e captar alunos.

 

Survival Guide

segunda, setembro 28th, 2020

Comunicação 2020

NAPE -Núcleo de Apoio ao Estudante

Implementação da Boa Prática

“O Survival Guide” foi criado com o objetivo de facilitar o acolhimento e a integração de estudantes internacionais regulares e de mobilidade, dada a elevada procura de respostas enquanto ainda se encontram nos seus países de origem. Neste sentido, compilou-se num documento digital único, conciso, apelativo e de fácil consulta a informação útil ao planeamento da estadia em Lisboa, guiando os passos fundamentais necessários antes da sua vinda, no momento da sua chegada e após se instalarem, nomeadamente ao nível do alojamento, transportes, dia-a-dia no Técnico e atividades culturais. Assim, este guia subdivide-se em 4 secções “Prior to Departure”, “Upon Arrival”, “Life in Técnico” e “Cultural Activites”. A execução deste manual exige uma constante pesquisa, já que o mesmo é atualizado semestralmente e inclui várias hiperligações úteis, tais como para o site do Metro de Lisboa, horário do shuttle, páginas dos diferentes serviços do Técnico, entre outras. Este documento é partilhado com os estudantes no primeiro contacto que o Núcleo de Apoio ao Estudante estabelece com os estudantes, pelo menos com 1 mês de antecedência em relação à sua chegada ao Técnico, proporcionando desde logo um canal de comunicação acessível e uma aproximação à instituição. O link para a edição online do Survival Guide está publicado no site do NAPE (https://nape.tecnico.ulisboa.pt/en/novos-alunos/alunos-internacionais/) e no site da Orientation Week (https://oweek.tecnico.ulisboa.pt/), sendo um recurso valorizado pelos estudantes para a sua “sobrevivência” e melhor adaptação à faculdade e cidade

Resultados Alcançados

O objetivo de partilha do manual “Survival Guide” tem tido um alcance de 100%, na medida em que em cada semestre é enviado a todos os alunos de mobilidade e internacionais antes da sua chegada ao Técnico, atingindo atualmente um número superior a 1000 por ano letivo, sendo a primeira base de apoio destes alunos. O contacto direto com os novos alunos na Semana de Acolhimento do 1º e do 2º semestre é o principal indicador que nos tem permitido aferir o impacto do “Survival Guide” neste processo de transição.

O feedback positivo e consistente que recebemos sobre sua utilidade demonstra a eficácia deste recurso de apoio no acolhimento e integração dos alunos – os próprios têm a iniciativa de nos parabenizar pelo seu envio verbalmente e por escrito no sentido de terem visto grande parte das questões relacionadas com a vinda para Portugal e para o Técnico respondidas no mesmo. Adicionalmente, os alunos contribuem ativamente para a atualização constante do guia com a adiçao das novas questões. Além do apoio prático, o “Survival Guide” cumpre a missão de criar uma ligação com o NAPE ainda antes dos alunos de sairem do seu País, facilitada pela linguagem mais próxima e “friendly” utilizada. Esta abordagem contribui para o desenvolvimento de uma relação estreita com a nossa equipa e a confiança que depositam no nosso programa de atividades, que se propõe a melhorar a sua experiência no Técnico.

Avaliação e Monitorização

No início da fase de preparação de cada Semana de Acolhimento dos novos alunos de Mobilidade e Internacionais um dos primeiros passos é a revisão, alteração e otimizaçao do “Survival Guide“, seguindo-se a organização da recepção dos alunos bem como da Orientation Week (programa de atividades dedicado à integração sócio-cultural dos alunos). Este processo envolve uma pesquisa exaustiva, brainstorming por parte da equipa e, fundamentalmente, a aplicação de todos os inputs resultantes do feedback dos alunos no semestre anterior, que são a nossa melhor ferramenta de monitorização e avaliação.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Esta prática é única no Técnico, tendo sido implementada com o objetivo de colmatar as necessidades deste grupo de alunos em particular, que se encontram deslocados do seu país para estudar no Técnico, e poder facilmente ser replicada e implementada em todas as outras faculdades, adaptando o conteúdo aos contextos e vivências de cada uma.

 

Alumni Talks

segunda, setembro 28th, 2020

Comunicação 2020

NAPE – Núcleo de Apoio ao Estudante; TT – Área de Transferência de Tecnologia

Implementação da Boa Prática

As Alumni Talks são uma iniciativa que surgiu em 2014 com o intuito de dar resposta à necessidade dos alunos finalistas contactarem com profissionais das mais diversas áreas e empresas, com os quais possam aprender e trocar experiências relativamente aos seus percursos profissionais e académicos, bem como a sua entrada no mercado de trabalho, esclarecendo as questões subjacentes que surgem nessa fase.

Assim, aliando a necessidade de um momento de partilha e a informalidade preferida pelos alunos, surgiu a ideia de criar um pequeno-almoço como molde para este evento. Numa Alumni Talk os alunos são distribuídos pelas diferentes mesas, cada uma com um ou dois alumni convidados, para que durante cerca de 1h30 e num ambiente casual e intimista, possam partilhar diversas experiências. Os alumni não só conseguem dar resposta às

questões dos alunos, como também ajudá-los a melhor traçar o rumo que pretendem dar ao seu início de carreira.

Decorrido o período em que alunos e alumni estão sentados a disfrutar do seu pequeno almoço, segue-se um momento de networking. Todos os alunos têm a oportunidade de interagir com qualquer alumni, inclusivamente aqueles que não estavam sentados na sua mesa, podendo estabelecer os contactos profissionais que os alunos tanto valorizam.

Até ao momento foram já realizadas15 edições, subordinadas a diversos temas de interesse identificado pela comunidade, com periodicidade tipicamente semestral e com uma edição extra, comemorativa do Dia da Mulher, em que o evento é exclusivamente destinado ao sexo feminino.

Esta é uma ação colaborativa entre o Núcleo de Apoio ao Estudante e a Área de Transferência e Tecnologia, sendo assim possível a ligação aos alunos e aos alumni. O evento exige alguma logística com responsabilidades partilhadas do ponto de vista da gestão dos convites e inscrições, através da avaliação da motivação descrita num breve texto no momento da inscrição. É também necessário realizar a distribuição prévia alunos/Alumni por mesas e antecipar toda a produção de material gráfico necessário à divulgação do mesmo junto da comunidade académica. No evento são exigidos alguns recursos no que diz respeito ao número de pessoas alocadas para apoiar o mesmo, bem como a contratação de uma empresa de catering para realizar o serviço, com recurso a patrocínio.

Resultados Alcançados

Existem vários indicadores que comprovam os excelentes resultados alcançados com esta prática, de entre os quais se destacam: – o crescimento do interesse por parte dos alunos, resultante do sucesso das edições anteriores e do passa-a-palavra da qualidade do evento (que originou mais inscrições do que vagas disponíveis); – a inscrição repetida dos mesmos alunos que já tendo participado demostraram interesse em conhecer novos Alumni; – o crescente interesse também por parte dos alumni em participar, naquele que sabiam ser um evento marcante na vida e no percurso dos alunos finalistas do Técnico;  – e ainda o feedback obtido por parte destes alunos, no sentido de terem aproveitado a oportunidade e o contacto com os alumni para impulsionarem a sua entrada no mercado de trabalho, tendo até mesmo em alguns casos resultado em propostas de emprego.

Desde a 1.ª Edição até à última, o número de alunos interessados ultrapassou os 750, tendo este um evento com uma taxa de comparência elevada, em média superior a 70%. Contámos também com a presença de mais de 60 ilustres Alumni, sendo que todos eles demonstraram a sua vontade em voltar a participar.

Avaliação e Monitorização

Desde o início que houve a preocupação em perceber o impacto, interesse e utilidade deste evento para a comunidade, pelo que sempre foram implementados formulários de feedback e satisfação, enviados a todos os participantes, com o objetivo de, estatisticamente, avaliar a sua relevância. Estes dados quantitativos e qualitativos são sempre analisados após cada evento e antes do planeamento do seguinte, nomeadamente as questões de resposta aberta onde se pede aos alunos que dêem sugestões de melhoria e/ou de eventuais alumni com quem gostariam de ter a oportunidade de conversar numa próxima edição.

Neste inquéritos de satisfação, é inquirida a opinião dos alunos relativamente a alguns fatores tais como: a duração do evento, a qualidade do pequeno-almoço, se recomendariam o evento a colegas, se este contribuiu para o seu desenvolvimento pessoal, se gostariam de ter escolhido a mesa onde se sentariam, isto é, o alumni com quem teriam oportunidade de tomar o pequeno almoço e ainda se têm sugestões a implementar em edições futuras. Em média, todos os eventos, sem exceção tiveram um índice de satisfação geral muito positivo.

No que respeita aos alumni, e ainda que a recolha de feedback seja realizada com um carácter mais informal, o feedback é extremamente positivo, não só pela possibilidade de regresso ao Técnico (e ao Salão Nobre, que tantas gerações marcou), como pela possibilidade de partilhar as suas experiências com os atuais alunos e ainda contribuir para a transição Técnico – mercado de trabalho dos nossos estudantes. Estes eventos têm possibilitado a alguns dos nossos estudantes visitas a algumas empresas onde os nossos alumni trabalham, oportunidades de estágios de verão ou mesmo ofertas de emprego, e ainda desmistificar tabus sobre o mercado de trabalho.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Esta iniciativa, pioneira no contexto universitário e nas áreas do Técnico, foi lançada pela primeira vez em 2014, numa ótica de não só promoção da empregabilidade e tomada de decisão informada, bem como do convite ao regresso à escola dos nossos Alumni para partilha das suas experiências. A boa experiência, originou a criação de um conjunto de outros projetos lançados pelos núcleos de estudantes do IST, com o objetivo de promover a partilha de experiências entre Alumni e Alunos do IST.

As Alumni Talks são também facilmente transferíveis para outras faculdades/universidades, na área STEM ou outras, especialmente as que estejam interessadas em fomentar os princípios inerentes à criação deste evento. Eventualmente, poderá adequar-se a cadência com que as mesmas ocorram, atendendo à dimensão da população estudantil e comunidade alumni.

 

Sessões de Divulgação das Candidaturas Projectos Erasmus +

sábado, julho 27th, 2019

Comunicação 2019

Rui Mendes, Ana Pipio, Ana Lucas, Joanne Laranjeiro, Joana Salgueira (AAI)

Implementação da Boa Prática

As Sessões de Divulgação dos Projetos Erasmus +, realizam-se anualmente e dirigem-se aos docentes e não docentes do Instituto Superior Técnico e têm como principal objetivo apresentar as diferentes linhas de candidatura dos Projetos Erasmus +. As Sessões assumiram o atual formato após 2013, altura em que a Education, Audiovisual and Culture Executive Agency (EACEA) introduziu a linha de financiamento Erasmus + 2013-2020.

A mudança de paradigma na tipologia de Projectos financiados criou a necessidade da realização de Sessões de Divulgação focadas nas diferentes linhas de ação, nomeadamente os Joint Master Degrees, Strategic Partnerships, Capacity Building e Knowledge Alliances, linhas predominantemente não científicas, e maioritariamente assentes na criação de novos programas de Mestrado e no desenvolvimento e partilha de práticas de conhecimento entre o IST e Instituições de Ensino Superior Internacionais.

As Sessões de Divulgação realizam-se anualmente, e têm como objetivo divulgar, informar e esclarecer qualquer questão que os docentes, investigadores e funcionários possam ter relativamente a qualquer uma das linhas de ação suportadas pelo Programa Erasmus +, mas também apresentar à escola o apoio que o Núcleo de Relações Internacionais presta a qualquer elemento da comunidade IST que queira submeter um Projeto Erasmus +. A Sessão de Divulgação é suportada pela existência de uma página web que contém informação detalhada sobre cada uma das linhas de ação, bem como documentos de suporte para a submissão da candidatura – esta página é de acesso restrito à comunidade IST.

Resultados Alcançados

As Sessões de Divulgação têm apresentado resultados bastante positivos, estes resultados podem ser identificados e medidos em diferentes áreas:

– maior número e heterogeneidade dos participantes: observa-se um crescimento global no número de participantes nas Sessões. Inicialmente apenas docentes e investigadores participavam nestas Sessões, por via da sua participação noutras linhas de ação, é natural que seja entre os docentes que se denota uma maior pró-atividade e interesse neste tipo de ações. Contudo nos últimos 2 anos o número de funcionários que participam ativamente nestas Sessões tem aumentado. Observa-se assim um maior interesse por parte dos serviços do IST em submeterem propostas, ou participarem enquanto parceiros em propostas, maioritariamente projetos Strategic Partnership e Capacity Building.

 – maior número de propostas submetidas: o aumento do número de proposta submetidas pelo IST, quer enquanto Coordenador ou parceiro, tem crescido em todas as linhas de ação. Este crescimento resulta indubitavelmente da informação disponibilizada, nas Sessões de Divulgação e no site, mas também do apoio prestado pelo NRI durante todo o processo de conceção e submissão das Propostas. É assim possível concluir que foram criadas as condições operacionais para que a Escola se sinta apoiada na submissão de Projetos Erasmus +, e que este apoio facilita o interesse e a participação no processo de internacionalização do IST.

No período de 2015 a 2019 o IST submeteu enquanto Coordenador ou foi convidado para participar enquanto parceiro em 126 propostas de Capacity Building, Strategic Partnership, Knowledge Alliances e Erasmus Mundus Joint Master Degrees. Em 2015 tinham sido submetidas um total de 4 propostas com participação do IST, em 2019 foram submetidas um total de 39 propostas.

– sinergia entre diferentes áreas: a presença de diferentes departamentos, áreas e núcleos nas Sessões de Divulgação fomenta o espírito de colaboração entre diferentes áreas no IST, a identificação de temáticas de interesse comum é um facilitador para o desenvolvimento de Projetos conjuntos.

– maior impacto na internacionalização do IST: a divulgação de oportunidades de Projetos financiados e cofinanciados pela Comissão Europeia e a subsequente participação nas diferentes linhas de ação do Programa Erasmus + tem contribuído para a internacionalização do IST. Todas as presenças e participações em Projetos contribuem para aumentar a presença e a projeção do Técnico na Europa e no Mundo, contribuindo também para um verdadeiro trabalho colaborativo no âmbito internacional, assente na partilha de práticas e no apoio ao desenvolvimento de Instituições de Ensino Superior que beneficiam da reconhecida experiência do IST.

Avaliação e Monitorização

As Sessões de Divulgação dos Projetos Erasmus + nunca foram submetidas a um processo de avaliação formal, atendendo à sua natureza e ao perfil dos participantes. Não obstante, o NRI e a Área de Assuntos Internacionais está atenta ao feedback informal que os docentes e não docentes partilham no final das sessões ou em outras interações com a equipa.

Como consequência destes contactos foram realizadas as seguintes alterações ou melhorias:

– Estrutura e momento da realização das Sessões de Divulgação: as Sessões tornaram-se mais específicas relativamente às tipologias dos Projetos Erasmus + e começaram a realizar-se mais próximo da data de lançamento das candidaturas – potenciando assim a submissão das mesmas em tempo útil.

– Apresentação de tópicos de Projetos: resultante da partilha dos anos anteriores, no presente ano foi sugerido aos participantes que indicassem temas e tópicos do seu interesse, para a realização de Projetos. Esta medida teve como objetivo identificar áreas de interesse comuns com as escolas das Redes nas quais o IST participa, nomeadamente a rede Magalhães e a rede CLUSTER, facilitando a criação de consórcios europeus e não-europeus que potenciem o desenvolvimento de Projetos e futuras sinergias e colaborações.

– Tipo de Informação disponibilizada: a informação disponibilizada na página web foi incrementada e melhorada seguindo as opiniões e sugestões dos participantes, de modo a melhor responder às suas necessidades. Esta é uma melhoria constante, que não estando indexada às Sessões de Divulgação, encontra neste formato o palco ideal para a recolha de sugestões.

Não obstante o facto de até ao presente não se ter realizado nenhum questionário de satisfação relativamente às Sessões de Divulgação dos Projetos Erasmus +, tal não significa que esta não seja uma medida a considerar e a introduzir em futuras edições das Sessões de Divulgação, de modo a garantir que os participantes encontram neste espaço de divulgação toda a informação necessário e que o modelo de partilha é ajustado eficaz.

Relativamente à qualidade dos Projetos e dos Consórcios, aqui medida através do número de Projetos aprovados e aqueles que ficaram em reserva, é também possível observar um impacto positivo. Em 2018, dos 33 Projetos submetidos, 11 obtiveram aprovação e 5 ficaram colocados em reserva, observando-se assim uma taxa de sucesso de 48% (33% se considerarmos apenas os Projetos aprovados).

Carácter Inovador e Transferibilidade

As Sessões de Divulgação dos Projetos Erasmus + apresentam como aspetos inovadores o seu carácter transversal, unindo a comunidade IST e fomentando a colaboração conjunta entre diferentes áreas, nomeadamente os Departamentos e a Área de Assuntos Internacionais, e a Área de Assuntos Internacionais e outros Núcleos ou Áreas de Serviços do IST. Esta transversalidade contribui para a projeção do IST no panorama internacional, e para a afirmação da comunidade IST como um ator no panorama do Ensino Superior Europeu e Mundial.

As Sessões de Divulgação apresentam ainda como fator inovador a conjugação de uma atividade presencial, com o suporte eletrónico, que disponibiliza toda a informação e documentação necessária para a submissão das propostas. Na página web, também as apresentações realizadas durante cada Sessão são disponibilizadas.

A prática é facilmente transferível para outros serviços que necessitem de comunicar com a comunidade IST, num formato presencial – a sucesso da implementação da prática passa por uma eficaz e atempada divulgação da data da Sessão de Esclarecimento, acompanhada por uma Ficha de Inscrição, que permite também à equipa do NRI e da AAI, preparar a adaptar os conteúdos da apresentação, antecipando questões e dúvidas, tornando assim as Sessões mais informativas e esclarecedoras.

 

Laboratórios Abertos DBE

sábado, julho 27th, 2019

Comunicação 2019

Maria Margarida Fonseca Rodrigues Diogo (DBE)

 Implementação da Boa Prática

A atividade Laboratórios Abertos DBE é um evento anual realizado desde 2012 pelo Departamento de Bioengenharia do Técnico e com o apoio dos núcleos de alunos de Engenharia Biológica e Biomédica e que se destina a alunos do ensino secundário. O evento tem a duração total de 1 semana e encontra-se dividido em 10 turnos distintos (2 turnos por dia, 1 na parte da manhã e outro na parte da tarde) tendo cada um destes turnos a duração de 2,5 horas.

Durante cada um destes turnos os vários grupos de alunos, que poderão ser provenientes de escolas secundárias distintas (máximo de 100 alunos por turno), começam por se reunir numa sala do Técnico onde assistem a um conjunto de palestras que incluem uma apresentação de cerca de 20 minutos sobre o DBE, incluindo as suas várias áreas científicas de intervenção bem como as suas ofertas formativas, seguida de duas pequenas apresentações sobre os núcleos de alunos associados ao DBE (núcleo de alunos de Engenharia Biomédica e núcleo de alunos de Engenharia Biológica) e suas principais atividades e que são realizadas por elementos destes mesmos núcleos. Finalmente, os alunos assistem a uma palestra de 30 minutos por parte de um docente ou investigador do DBE que irá falar sobre a sua área de investigação e respetivos projetos em curso. Em seguida, os alunos deslocam-se para vários laboratórios de ensino e investigação do DBE para realizarem visitas e algumas experiências laboratoriais que são coordenadas pelos docentes e estudantes de pós-graduação que desenvolvem investigação nesses mesmos locais bem como por monitores dos núcleos de alunos. Previamente à visita, os alunos das escolas secundárias são chamados a selecionar os laboratórios que irão visitar de acordo com a sua área de maior interesse. Poderão assim selecionar visitas a laboratórios na área da Engenharia Biomédica (Biomecânica do Movimento, Robótica, Biossinais e Imagiologia Biomédica) ou na área da Engenharia Biológica (Ciências Biológicas e Bioengenharia).

Resultados Alcançados

O objetivo principal da iniciativa Laboratórios Abertos DBE é dar a conhecer junto dos alunos e professores participantes provenientes das escolas secundárias, as várias atividades de investigação que se realizam no âmbito do Departamento de Bioengenharia do Técnico bem como as várias ofertas formativas existentes neste mesmo departamento, e respetivas saídas profissionais, e que se encontram alicerçadas nestas áreas de investigação. Pretende-se desta forma promover o recrutamento de alunos de elevada qualidade, bem como mais informados e motivados, para as várias ofertas formativas do DBE e de outros departamentos do Técnico e contribuir para a divulgação à sociedade da investigação que se realiza no Técnico, nas várias áreas da Bioengenharia, contribuindo desta forma para esclarecer o que é a Bioengenharia e as suas áreas de intervenção e fortalecendo deste modo a ligação do DBE e do Técnico com a sociedade.

A iniciativa Laboratórios Abertos tem vindo a ser levada a cabo anualmente, desde o ano de 2012, com os seguintes números de participantes: 899 (2012), 621 (2013), 550 (2014), 361 (2015), 760 (2016), 750 (2017) e 710 (2018). No presente ano de 2019 foi atingido o número de 760 participantes que de acordo com a avaliação levada a cabo não deverá aumentar em próximas edições pois este é o número máximo que o modelo estabelecido permite comportar para que os objetivos da atividade sejam atingidos.

O elevado número de participantes revela, pois, uma satisfação geral por parte dos professores e alunos relativamente a esta atividade pois ao longo dos anos várias escolas/professores têm participado repetidamente neste evento. No contacto informal com os alunos e professores das várias escolas secundárias envolvidas, tem sido referido que esta atividade tem um papel informador e motivador junto dos alunos. Tem sido nomeadamente referido que o evento é muito importante para apoiar os alunos no seu processo de discernimento vocacional, permitindo-lhes fazer uma escolha mais informada no acesso ao ensino superior. A atividade tem também motivado muitos dos alunos participantes para o desejo de iniciar uma carreira profissional na área da Engenharia, em particular da Bioengenharia, verificando-se mais tarde que alguns deles ingressam no Técnico, quer em ofertas formativas do DBE quer de outros departamentos. Como outro dos resultados muito importantes e positivos desta iniciativa, verificou-se um forte envolvimento de muitos professores e investigadores de diferentes áreas do DBE com a realização muito empenhada de palestras bem como com a organização das visitas e experiências laboratoriais. É de realçar também a forte participação dos núcleos de alunos bem como dos alunos do 1º ao 5º anos dos mestrados integrados em Engenharia Biológica e Biomédica e a sua interação muito positiva com os professores e investigadores do DBE. Todas estas interações contribuem fortemente para a criação de um espírito de corpo no seio do DBE.

Avaliação e Monitorização

Na sequência da mais recente edição dos Laboratórios Abertos, que foi levada a cabo no passado mês de fevereiro de 2019, foi realizada uma reunião de avaliação envolvendo a docente do DBE responsável pelo evento e os alunos responsáveis dos núcleos de alunos para fazer um levantamento dos aspetos positivos bem como dos aspetos a melhorar no âmbito desta atividade. Para além disso, foram também preparados e enviados inquéritos de satisfação aos professores do ensino secundário que participaram no evento. Estes inquéritos destinaram-se a inquirir os participantes relativamente a vários aspetos do evento nomeadamente o seu local, duração, desempenho dos palestrantes, desempenho dos monitores, interesse para os alunos e interesse das atividades laboratoriais. Foi também solicitado aos professores o envio de sugestões para melhoria da atividade. Na sequência desta avaliação foi sugerido por alguns professores do ensino secundário o envio com antecedência de um resumo dos conteúdos das palestras bem como das atividades e visitas laboratoriais a organizar pelos docentes e investigadores do DBE bem como pelos núcleos de alunos. Desta forma, estes professores poderão levar a cabo uma preparação prévia mais detalhada da visita, bem como dos seus alunos, e poderão também realizar posteriormente com os seus alunos atividades de avaliação no âmbito das palestras e das visitas e experiências laboratoriais. Foi também identificada a necessidade de dedicar uma maior percentagem do tempo disponível à realização das visitas aos laboratórios, dedicando assim uma menor percentagem de tempo para as palestras. Foi também sugerido que os grupos de alunos fossem menores para possibilitar uma maior interação e mais pessoal com os monitores e os professores e investigadores durante as atividades laboratoriais. Foi também sugerido, nomeadamente no âmbito do módulo de Engenharia Biomédica, a realização de visitas a mais do que um laboratório desta área. Foi também identificado por parte da equipa da organização da atividade, como aspeto a melhorar neste evento, o alargamento do período de permanência dos alunos no Técnico para cerca de 3 horas por cada turno para que os alunos possam disfrutar das visitas laboratoriais por mais algum tempo e com mais tranquilidade. No geral, estes inquéritos revelaram um elevado um grau de satisfação por parte dos participantes tendo todos os professores referido que repetiriam e recomendariam a atividade a outros.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Os Laboratórios Abertos DBE é uma iniciativa inovadora no Técnico na medida em que, de uma forma organizada e periódica, é dado a conhecer a um grupo muito específico da sociedade (alunos do ensino secundário) um departamento do Técnico nas várias vertentes da sua atividade. A grande inovação em relação a outras atividades semelhantes que se realizam no Técnico e noutras instituições do ensino superior assenta na combinação de vários aspetos e que incluem a realização de palestras sobre a oferta formativa do DBE e as suas áreas científicas de investigação nos vários domínios da Bioengenharia, as palestras de caráter científico no âmbito destas mesmas áreas e a realização de visitas e experiências laboratoriais.

A atividade assume, pois, o objetivo claro de promover o futuro recrutamento dos melhores alunos do ensino secundário para o Técnico, e em particular para o DBE, sendo direcionada apenas para este grupo muito específico de estudantes, sem no entanto descurar uma vertente de divulgação científica e de ligação à sociedade em geral. O evento combina assim, de forma harmoniosa, três vertentes distintas. Na maioria dos eventos desta natureza que se realizam noutros departamentos do Técnico e noutras universidades, estas vertentes não estão todas presentes na mesma atividade, sendo os eventos apenas focados na divulgação científica para a sociedade em geral ou no recrutamento de alunos.

O evento Laboratórios Abertos DBE poderá ser replicado com facilidade e elevada probabilidade de sucesso por outros departamentos do Técnico, bem como por outros departamentos de outras escolas da Universidade de Lisboa, nomeadamente aqueles no âmbito dos quais se levam a cabo atividades de investigação e ensino que assentam na experimentação. Dado que o Técnico é por excelência uma escola em que o ensino está alicerçado em atividades experimentais, este modelo poderá facilmente ser replicado para outras áreas da Engenharia e/ou Científicas. Esta replicabilidade foi aliás já demonstrada pelo facto de esta atividade ter sido inicialmente implementada no âmbito do antigo Departamento de Engenharia Química (DEQ) tendo depois sido replicada com sucesso pelo Departamento de Bioengenharia, após a sua criação em 2011, embora com alguns aspetos inovadores. De facto, os Laboratórios Abertos DEQ são abertos a um grupo mais amplo de participantes, incluindo alunos de diferentes ciclos de ensino, e apresentam objetivos de caráter mais lúdico.