Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

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Formação Interna na Direção de Recursos Humanos

quarta, novembro 29th, 2023

Boa Prática Reconhecida | Impacto Societal | 2023

Ana Lucas, Dina Davide, Rui Silva e Nuno Riscado

 

Implementação da Prática

A formação interna da DRH (FIDRH) foi implementada em 2021 e decorre bianualmente, tipicamente nos períodos de maio a junho e de outubro a novembro.

Tem como destinatários, todos os trabalhadores da Direção de Recursos Humanos:

  • Assessoria Técnica
  • Núcleo de Atendimento e Documentação
  • Núcleo de Docentes e Investigadores
  • Núcleo de Prestação do Trabalho
  • Núcleo de Remunerações, Proteção Social
  • Núcleo de Técnicos, Administrativos e Bolseiros
  • Núcleo de Formação e Desenvolvimento

Os programas da formação da FIDRH, são definidos de acordo com necessidades identificadas conjuntamente pelos Coordenadores dos Núcleos e pelos colaboradores da DRH e integra do plano de atividades da DRH e o Plano de Formação do Núcleo de Formação e Desenvolvimento.

A FIDRH tem como principais intuitos proporcionar a partilha de informação entre os Núcleos da DRH, de forma a potenciar a comunicação e clarificar as atividades e procedimentos que são partilhados entre alguns Núcleos da DRH; capacitar os trabalhadores com novas competências; sedimentar e/ou aumentar conhecimentos, em temas específicos, devidamente identificados.

A equipa técnico pedagógica, designadamente, os formadores são elementos dos Núcleos da DRH ou elementos externos à DRH, mas responsáveis por Núcleos ou procedimentos partilhados com a DRH.

As ações de formação decorrem em dias e horários alternados, de forma a proporcionar a oportunidade de participação a todos os colegas, sem comprometer o normal funcionamento do serviço, sendo o período de realização da formação previamente acordado entre todos os Coordenadores da DRH, havendo assim um compromisso quando ao envolvimento e participação das equipas na formação.

Em cada edição da FIDRH, um dos Núcleos da DRH é eleito e tem a oportunidade de apresentar, evidenciando, as suas competências, objetivos e atividades, beneficiando os colegas, com a partilha de informação sobre atividades profissionais afetas ao Núcleo.

Desenvolveram-se até ao momento 3 edições da FIDRH, cada uma com um programa de formação distinto, mostrando-se a título exemplificativo o Programa da 2.ª Edição:

  • Módulo 1 – Férias: Núcleo de Prestação do Trabalho, 1h30;
  • Módulo 2 – O Papel da Assessoria Técnica na DRH: Assessoria Técnica, 2 horas;
  • Módulo 3 – Workshop Comunicação na DRH: Assessoria Técnica, 2 horas;
  • Módulo 4 e 5 – Inglês Técnico em Recursos Humanos: Núcleo de Docentes e Investigadores, 3 horas.

Resultados Alcançados

Ao longo das 3 edições da FIDRH (2 concluídas e uma a decorrer), realizaram-se 12 ações de formação, com um total de 169 participantes, representando um valor médio de 14 formandos por ação de formação.

Em todas as edições é aplicado um Questionário de Satisfação a todos os participantes.

Considerando os resultados obtidos, é possível concluir que a formação interna é altamente valorizada e apreciada pelos trabalhadores da DRH, sobretudo considerando os indicadores globais avaliados:

  • Satisfação Global com a Formação, medida numa escala de 1 a 7 em que 1 é Totalmente Insatisfeito e 7 é Totalmente Satisfeito, 5,9 valores (1ª edição), 6,3 (2ª edição) e 6,0 (3ª edição).
  • Correspondência das Expetativas, medida numa escala de 1 a 7 em que 1 é Totalmente não correspondidas e 7 é Totalmente correspondidas, 5,7 valores (1ª edição), 6,2 (2ª edição) e 6,0 (3ª edição).

Estes indicadores permitem-nos concluir que a formação desenvolvida cumpriu os objetivos primordiais, que eram favorecer a interação dos trabalhadores através da partilha de conhecimentos e informação pertinente, bem como a aquisição de novas competências, nomeadamente sobre o Inglês Técnico.

Do ponto de vista qualitativo, considera-se igualmente positivo o elevado envolvimento dos diversos Núcleos e Assessoria Técnica, quer ao nível dos Coordenadores e respetivas equipas.

Avaliação e Monitorização

O questionário on-line, e anónimo, enviado por e-mail no final de cada módulo a todos os participantes, tendo sido registada uma taxa de resposta média de 90%, distribuída da seguinte forma, 88% na 1ª edição (108 respostas), 82% na 2ª edição (46 respostas) e 100% na 3ª edição 100% de (5 respostas).

  • existiu um impacto positivo em todos os indicadores avaliados, em particular na satisfação global e expetativas cumpridas.
  • os colaboradores dos 6 Núcleos e Assessoria Técnica da DRH mencionaram que consideraram a formação dinâmica e a partilha de informação sobre as atividades e procedimentos, inerentes aos Núcleos, deveras importante para uma melhor interação entre serviços.
  • os formadores, também colegas da DRH, foram elogiados, na perspetiva em que apresentaram um discurso claro, esclarecedor e uma boa interação com os formandos.

Como aspetos a melhorar, ou a considerar, em futuras edições destaca-se a necessidade de:

  • formação no âmbito da comunicação e assertividade, entre colegas da DRH e no atendimento ao público e não só focada na comunicação da DRH nas Redes sociais;
  • formação em Inglês Técnico, mas mais abrangente, não só focada em RH.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A atividade é considerada inovadora pois foi a primeira atividade, formal, de formação interna a ser desenvolvida para os trabalhadores da DRH do IST, surgindo na sequência da identificação de necessidades formativas efetivas, e de uma crescente consciencialização face à importância da partilha de informação, comunicação e alinhamento entre os Núcleos e Assessoria Técnica da DRH.

Do ponto de vista da transferibilidade, a atividade poderá ser totalmente replicada por qualquer serviço e área do IST ou de outra Instituição de Ensino Superior que pretenda realizar uma formação direcionada e específica, no âmbito de procedimentos e atividades inerentes a um serviço e área específicos. A formação poderá ser aplicada e ajustada, dependendo do público-alvo, do tempo que à mesma se pretenda alocar, e dos recursos humanos, consoante os objetivos que se pretendam alcançar e adaptados aos recursos que nela se queiram investir.

A formação interna poderá ser gratuita, priorizando que o formador poderá ser um trabalhador do serviço, como realizado na Formação Interna da DRH, pois estará mais apto para partilhar e esclarecer a informação necessária e particular.

Do ponto de vista da transferibilidade interna, esta atividade pode beneficiar e ser beneficiada, podendo ser melhorada, adequando-se sempre às necessidades identificadas pelos trabalhadores. Desta forma, trata-se de um processo de melhoria contínua, traduzindo-se numa aquisição e atualização de conhecimentos e competências que reflitam um melhor desempenho profissional e de modo a potenciar o trabalho em equipa.

Dia Aberto do Técnico

quarta, novembro 29th, 2023

Boa Prática Reconhecida | Impacto Societal | 2023

Área de Comunicação, Imagem e Marketing

 

Implementação da Prática

Apesar já serem organizadas várias atividades de portas abertas parcelarmente por departamentos ou núcleos de estudantes, o Instituto Superior Técnico não tinha uma atividade que incluísse toda a Escola e que convidasse a conhecer a atividade de Ensino e Investigação como um todo.

Em 2022 foi organizado pela primeira vez o Dia Aberto do Técnico, para o qual foi construído um programa de forma colaborativa com os departamentos de ensino, unidades de investigação e serviços de ligação ao exterior, com coordenação da Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM).

O dia aberto consistiu em sete horas de programação que incluíram visitas a laboratórios, visitas a museus, palestras com investigadores, visionamento de documentário de investigador, dezenas de atividades experimentais e um concerto, bem como oferta de restauração propondo um espírito de desfrute do espaço do Técnico com entrada livre.

Essa iniciativa já começou a ser replicada, estando (no momento desta candidatura) a ser preparada a segunda edição.

A iniciativa teve coordenação geral de Joana Lobo Antunes (ACIM), com direção executiva de Pedro Garvão Pereira (ACIM) e contou com a colaboração ativa na organização da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico, da Área de Transferência de Tecnologia, do Núcleo de Serviços Gerais, do Núcleo de Manutenção, do Núcleo de Design e Multimédia, dos Audiovisuais do GOP, para além do Núcleo de Apoio ao Estudante e Gabinete de Comunicação e Relações Públicas, bem como dos restantes membros da ACIM. Colaboraram ainda com presença em atividades o Gabinete de Admissões, Núcleo de Mobilidade e Cooperação Internacional, Núcleo de Desenvolvimento Académico, Biblioteca, Embaixadores do Técnico, Direção de Infraestruturas Computacionais, Reprografia, LTI-DEQB, Núcleo de Segurança, Higiene e Saúde, Editora IST Press, Grupo de Cantares Tradicionais do Instituto Superior Técnico, Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico, Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico.

Resultados Alcançados

Para a produção do 1º Dia Aberto do Técnico foram envolvidos os serviços acima indicados, os dez departamentos, as 23 unidades de investigação e os núcleos de estudantes com atividades experimentais ou demonstrações (Aerotec, FST Lisboa, Game Dev Técnico, Rob 9-16, IEEE IST Student Branch, PSEM, Técnico Solar Boat, TLMoto, Fórum Civil e Fórum Mecânica) bem como o projeto Técnico Sustentável. Foi também relevante agirmos em coprodução com a Associação de Estudantes do Técnico, que cederam a tenda alocada para a job shop e programaram uma secção de “mini-cientistas”.

Tivemos nos 1.000 m2 de tenda a Feira de Ciência com a mostra de 50 projetos. Fizemos 58 slots de um total de 23 visitas em laboratórios e museus, decorreu a palestra “Explica-me como se tivesse cinco anos” com a professora Isabel Ribeiro para estudantes do 1º ciclo, exibimos o filme “PaleoMoz” com a presença do realizador e investigador, houve momento musical para parabéns e bolo de aniversário e um concerto de música clássica, bem como uma área de refeições com seis carros de streetfood.

Acolhemos um total de 1300 visitantes, incluindo:

  • 164 crianças de 5 anos e 1º ciclo para a palestra “Explica-me como se tivesse 5 anos – como fazer um robot?”, com a prof. Isabel Ribeiro
  • 420 crianças de 1º ciclo de 7 escolas e creches das imediações do Técnico na Feira de Ciência
  • 700 visitantes das restantes faixas etárias e públicos à Feira de Ciência.

Ficámos com o registo desse dia em arquivo no site de 2022[1], reservando o https://diaaberto.tecnico.ulisboa.pt/ para ser usado a cada ano o mesmo link, mantendo os materiais de divulgação atualizados em permanência.

[1] https://diaaberto2022.tecnico.ulisboa.pt/

Avaliação e Monitorização

Este primeiro ano não foi feito um inquérito aos visitantes, apenas uma análise de avaliação do evento e satisfação aos participantes do Técnico (serviços, departamentos de ensino, unidades de investigação, núcleos de estudantes e organização).

Todos concordaram com a importância da organização de um dia comum, que serve não apenas para a comunicação do Técnico com o exterior, mas também para a comunicação interna entre estruturas que nunca se cruzam mesmo habitando o mesmo espaço. Foi apontado pela quase totalidade dos participantes a importância para o sentimento de pertença a algo ainda mais relevante para a sociedade quando visto na globalidade.

Foi também apontado como muito relevante conseguir-se mostrar aos visitantes a variedade, diversidade e quantidade de áreas científicas incluídas no Técnico, e sublinhamos um comentário de um visitante do 1º ciclo que afirmou “como é que vocês são todos colegas se fazem coisas tão diferentes?”.

Os participantes foram unânimes em apoiar a continuidade da iniciativa, que tem 2ª edição marcada para dias 19 e 20 de maio – na altura em que escrevemos esta candidatura temos cerca de 700 visitantes de escolas inscritos (um incremento de quase 100% do ano anterior) e mais de 1000 visitantes individuais (incremento de 50% em relação ao ano anterior).

Em 2022 a opção foi a de fazer apenas um dia, durante a semana, no dia do aniversário do Técnico. Em 2023 a opção foi a de desfazer o dia das escolas e o das famílias, recebendo à exta feira grupos escolares e no sábado famílias e visitantes individuais. Faremos o balanço no final do evento, que poderemos apresentar mais à frente.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O formato Dia Aberto é já bem conhecido e implementado em inúmeras faculdades e unidades de investigação em todo o mundo. Em contexto universitário, em geral o conceito “Dia Aberto” refere-se apenas a marketing institucional, pretendendo ser uma montra da oferta formativa. No Técnico, decidimos fazer um formato que privilegia a mostra de ciência das várias áreas de atuação da Escola, não deixando de ter uma banca institucional para que quem tenha interesse possa encontrar quem faça esses esclarecimentos. O que notamos foi que havia mais interesse pela produção do conhecimento, a interação com estudantes e investigadores e a apreensão do bom ambiente vivido pela Escola.

Este evento apenas foi possível organizar dada a dinâmica já bem implementada pelo grupo de comunicação das unidades de investigação (Boa Prática Observist 2021) e pelo grupo de comunicação dos departamentos de ensino (Boa Prática Observist 2022), cujo trabalho continuado permite acionar os mecanismos de alavancar uma participação coletiva robusta, que seria de difícil implementação até à data.

A Área de Comunicação, Imagem e Marketing tem vindo a implementar várias estratégias digitais de comunicação com o exterior pela comunicação da ciência e tecnologia, nomeadamente o programa de divulgação científica “Explica-me como se tivesse cinco anos” (Boa Prática ObservIST 2021) e as campanhas para redes sociais (Boa Prática ObservIST 2021 e 2022), pelo que foi ambição passar ao formato presencial. Sabendo que perderíamos impacto do alcance de pessoas, ganharíamos na proximidade e empatia com os visitantes, e consideramos que a continuação de um formato misto é a chave para alcançar maior notoriedade e continuar a robustecer a reputação do Técnico enquanto produtor de ciência e conhecimento. A Escola tem enorme prestígio nacional e internacional na área do Ensino, e foi identificada como área possível de crescimento a da divulgação científica. A implementação de uma prática de Dias Abertos é imprescindível para esta implementação no terreno.

110 histórias, 110 objetos – projeto de divulgação do Técnico

quarta, novembro 29th, 2023

Boa Prática Reconhecida | Impacto Societal | 2023

Área de Comunicação, Imagem e Marketing

 

Implementação da Prática

O projeto “110 histórias, 110 objetos” conta a história do Instituto Superior Técnico através das estórias dos seus bens com reconhecido valor cultural, científico, histórico e/ou pedagógico, maioritariamente propriedade de investigadores, museus e coleções, departamentos ou unidades de investigação. O projeto promove a valorização do património material e imaterial da Escola, apostando em forte divulgação nacional e internacional através do digital, cobrindo temas de ciência, ensino superior e assuntos relacionados com a vida académica, seus usos e costumes ao longo dos últimos 112 anos.

O projeto concretizou-se até agora na produção do formato multimédia (podcast, texto, imagem, website dedicado), tendo começado a 23 maio de 2021 e com término previsto para 30 de outubro de 2023. É lançado um episódio por semana, sobre um objeto, com publicação do áudio no Anchor e Spotify, com divulgação através do site do Técnico e das redes sociais Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin, bem como no site do Público que é parceiro media do projeto. O episódio consiste num áudio de 10 a 18 minutos de duração, fotografia do objeto, texto de 2000 caracteres para o site, texto curto para redes sociais, design adequado para os formatos das redes. Os recursos humanos dedicados foram uma pessoa para produção do programa (Filipa Soares) uma pessoa para produção de textos (Sílvio Mendes), fotografia e design pela equipa do Núcleo de Design e Multimédia, subcontratação do jornalista e produtor áudio Marco António/366 ideias, apoio à produção do Pedro Garvão e Natália Rocha, e coordenação geral Joana Lobo Antunes.

Resultados Alcançados

Foi montado o site do projeto[1], onde estão compilados todos os episódios e áudios extra (entrevistas completas e outro material que enriqueça o conhecimento do objeto em causa) e disponibilizada a ficha técnica. Serve de primeiro arquivo do programa, de acesso aberto e livre a qualquer pessoa que pretenda saber mais sobre cada objeto. Temos ainda um arquivo áudio junto dos servidores informáticos do Técnico, onde estão a ser guardados e preservados todos os ficheiros brutos de depoimentos recolhidos no âmbito deste programa, sem edição, para memória futura. A cada semana de lançamento do programa é divulgado o episódio como notícia do site do Técnico, com destaque de capa do site. São também usadas as redes sociais do Técnico (Facebook, Instagram, Twitter e Linkedin) para partilhar o episódio. Frequentemente é replicado por outras redes sociais, pessoais ou institucionais.

O jornal Público tem uma produção própria de podcasts, ligada a diversos temas de atualidade, sociedade, política, cultura, ciência e outros (www.publico.pt/podcasts). Alberga ainda podcasts “Rede Público”, em parcerias ou independentes (produzidos por outras pessoas ou entidades), sendo em qualquer dos casos, mas divulgados em parceria com o jornal Público. O “110 histórias | 110 objetos” foi um dos podcasts selecionados como independentes para a Rede Público, sendo por isso divulgado em permanência no seu site de podcasts, onde é divulgado o texto e imagem (igual ao do site original) como notícia na versão online do jornal, e difundido através das redes sociais do jornal[2].

Desta maneira, os conteúdos do programa chegam a uma audiência mais vasta do que apenas a da comunidade Técnico.

Recebemos com frequência o retorno não apenas dos protagonistas dos programas bem como dos nossos seguidores, sendo usual o agradecimento pela disponibilização de histórias que de outra forma se perderiam. Os episódios mais populares até à data foram os que tocaram de forma emocional nas memórias das pessoas da comunidade: o dos tampos dos grandes auditórios e o da cana dos foguetes.

[1] https://110.tecnico.ulisboa.pt

[2] www.publico.pt/podcast-110-historias

Avaliação e Monitorização

Pelas métricas disponibilizadas pelo Spotify e Apple podcast, sabemos que 86% dos nossos ouvintes estão baseados em Portugal, distribuindo-se os restantes 14% por 57 países, dos quais se destacam Brasil, Reino Unido, Países Baixos e Estados Unidos da América. Durante o ano de 2022, o podcast “110 histórias | 110 objetos” esteve entre os 5% mais partilhados a nível global. Carregamos um total de 731 minutos de conteúdo novo no último ano, correspondendo a mais 88% que os outros criadores de Sociedade e Cultura. Sabemos também que a maioria dos nossos ouvintes chega ao conteúdo por link direto, indicando que o plano de comunicação diversificado apontando para o áudio está a ser eficaz a levar audiência ao produto.

Continuaremos a monitorizar as audiências pelas métricas do Spotify, bem como continuamente a investir no plano de comunicação através dos meios do Técnico (site e redes sociais) e do Público (site e redes sociais).

No ano 2021 o podcast foi selecionado como um dos 4 finalistas ao Prémio PODES, como melhor podcast português na categoria Narrativa, e em 2022 foi vencedor do Melhor Podcast do ano na Categoria Ciência, Tecnologia e Educação.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Com este projeto, nascido quando se assinalavam os 110 anos da Instituição, ambicionou-se fazer história oral do Técnico, ator essencial do ensino e investigação em Portugal ao longo de todo este período. Através da valorização do património pretendemos também valorizar os homens e mulheres cientistas, professores, engenheiros, estudantes, técnicos, auxiliares, que fizeram parte da História da Arte e Ciência, da Cidade, do País e do mundo.

O formato digital permite acessibilidade social, física e intelectual a um espólio que não é visitável nem conhecido de outra forma. Permite que em qualquer ponto do globo se possa conhecer as histórias e os objetos, os factos históricos e o lastro emocional, de eventos, iniciativas e projetos ancorados no Técnico. O investimento em extensa divulgação tem permitido alcançar audiências em mais de 21 países. O uso de áudio e também texto e imagem, permite o usufruto das histórias em formatos adequados para diferentes públicos, permitindo acessibilidade visual e auditiva.

Para além da concretização do formato multimédia, que candidatamos a este prémio, o projeto irá continuar a existir em livro a ser editado na IST Press, bem como uma exposição onde os objetos serão visitáveis durante 1 ano num local público e acessível. A exposição servirá para que se possa conhecer ao vivo, num novo espaço em Lisboa, e com entrada livre, todo o espólio que foi alvo de programa podcast, seja para os seus ouvintes habituais e conquistando novos públicos. O livro irá compilar todos os textos e imagens dos 110 objetos, indicando ligação para o formato digital onde os leitores poderão encontrar o respetivo áudio. Desta forma, contamos abordar em diversos formatos a possibilidade de encontro com públicos que de outra forma ficariam privados de conhecer este património.

Estão ainda a ser preservados em arquivo digital todas as gravações em bruto das entrevistas conduzidas para a elaboração do podcast e material associado. Com isso, pretendemos ficar com o registo de todas as histórias e recordações das centenas de pessoas entrevistadas sobre a memória do Instituto Superior Técnico.

Centrado nos objetos, esta é também a história das pessoas, dos lugares, dos acontecimentos históricos e culturais que foram vividos pela comunidade do Técnico mas com uma ligação indelével à história do país e da ciência mundial. É uma forma de registar histórias e testemunhos que de outra forma se perderiam. Com o sucesso deste projeto, esperamos que se tenham criado as condições para que a ACIM possa continuar a apostar nestes formatos para implementar projetos de alcance e impacto para a divulgação do Instituto Superior Técnico.