Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

Archive for the ‘Responsabilidade Social’ Category

Gender Balance@Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Capital Humano 2020

Helena Geirinhas Ramos (Coordenadora do Grupo de Trabalho Gender Balance@Técnico)  / Marta Pile (AEPQ)

Implementação da Boa Prática

A igualdade de género é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU). É um debate atual e importante para a construção da sociedade em geral e com impacto significativo na comunidade do Técnico em particular, onde existe ainda uma polarização significativa de género na população estudantil.

Esta polarização, embora com motivos diversos, resulta em grande parte de uma visão cultural tradicional, mas que não reflete a realidade atual e a verdadeira abrangência da Engenharia.

Nest sentido, o Técnico criou em 2016 um Grupo de Trabalho “Gender Balance@Técnico” que tem como missão a promoção e valorização da diversidade no IST, através de um conjunto de ações de reforço da inclusão em geral e da igualdade de género em particular.

Este grupo tem como visão ser reconhecido pelo seu contributo para a diversidade no IST, traduzida numa melhoria dos indicadores de inclusão e igualdade de género, através de atividades que promovam a igualdade de oportunidades e o respeito pela diferença.

Estas atividades têm duas dimensões fundamentais:

– externamente, no desenvolvimento de ações que contribuam para a promoção de um recrutamento com maior equilíbrio de género junto dos candidatos ao Ensino Superior;

– internamente, no sentido de minimizar os entraves associados à promoção das mulheres nas carreiras docentes, de investigação ou administrativas.

Resultados Alcançados

Criado com o apoio do Presidente do IST, o grupo tem um Plano de Ação anual, com atividades enquadradas em várias dimensões.

Em 2019, foram desenvolvidas 15 das 16 atividades inicialmente programadas, de acordo com as várias DIMENSÕES de atuação.

DIMENSÃO: Recrutamento e seleção de pessoal

OBJETIVOS: Promover a representação equilibrada de mulheres e homens nas equipas de trabalho:  de docência, de investigação, de suporte técnico-administrativo, e de gestão do IST

ATIVIDADES: Recomendações sobre “Gender Balance”

DIMENSÃO: Remuneração e gestão da carreira

OBJETIVOS: Promover a representação equilibrada das mulheres e dos homens na esfera da tomada de decisão e na progressão profissional dos colaboradores da carreira docente, de investigação e técnica-administrativa do IST

ATIVIDADES: “Shaping the Future “; Formação de Mentores; Estudo estatístico “Progressão na Carreira”

DIMENSÃO: Informação, comunicação e imagem

OBJETIVOS: Sensibilizar a comunidade do Técnico para as questões da igualdade de género na sociedade (principais conceitos, estereótipos, comunicação inclusiva, …)

ATIVIDADES: Prémio Maria de Lurdes Pintasilgo; Role Models do Técnico; Alumni Talks; WISE – Women in Science and Engineering; Engenheiras por um dia; Página web: Diversidade e Igualdade; Projetos (INGDIVS, FostWom); Fórum iGen/Coordenação GT4 Publicações; Recomendações sobre linguagem inclusiva.

DIMENSÃO: Proteção na parentalidade e assistência à família

OBJETIVOS: Perspetivar e divulgar formas de apoio à conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional dos colaboradores da carreira docente, de investigação e técnica-administrativa do IST, que permitam garantir igualdade de oportunidades

ATIVIDADES: Divulgação das medidas de incentivo à conciliação entre vida pessoal e profissional; Dispensa de serviço docente pós-licença de parentalidade.

Avaliação e Monitorização

O Plano de Ação é monitorizado anualmente, através de um mapa excel com identificação das atividades em termos de: dimensão, objetivos estratégicos, objetivos operacionais, universo abrangido, calendarização, indicador de resultados, resultados (2016, 2017, 2018), metas, e e-mail de contacto da pessoa responsável por essa informação.

Também a página da internet “Diversidade e Igualdade” (https://tecnico.ulisboa.pt/pt/viver/dia-a-dia/diversidade-e-igualdade-de-genero/) é utilizada para divulgação dos resultados atingidos, tendo o papel da comunicação uma importância vital no sucesso das atividades de promoção da igualdade de género.

Da reflexão feita ao longo dos anos, e sendo este um trabalho que implica a desconstrução de estereótipos de género e de promoção de mudança de mentalidades, a aposta em iniciativas no âmbito da “Informação, Comunicação e Imagem” é crítica, justificando a quantidade de iniciativas (10) desenvolvidas no âmbito desta dimensão.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Consideramos que esta prática pode ser replicada em outras escolas, através da criação de um Grupo de Trabalho ou outro tipo de estrutura que contribua com programas e iniciativas para promover a inclusão em geral, e a cultura da igualdade de género em particular. Conhecemos vários exemplos, sobretudo de escolas estrangeiras, tendo sido o IST a primeira instituição de ensino a integrar o iGen – Fórum Organizações para a Igualdade.

O iGen é composto por 68 organizações, nacionais e multinacionais, dos setores público, privado e da economia social, que operam em Portugal e representam, no seu conjunto, cerca de 2% do PIB português, tendo os seus membros assumido o compromisso de reforçar e evidenciar a sua cultura organizacional de responsabilidade social incorporando, nas suas estratégias e nos seus modelos de gestão, os princípios da igualdade entre mulheres e homens no trabalho e no emprego.

GENEE – Grupo para os Estudantes com Necessidades Educativas Especiais do Técnico Lisboa

segunda, setembro 28th, 2020

Capital Humano 2020

NAPE-TP-Núcleo de Apoio ao Estudante Tagus Park

Implementação da Boa Prática

O Grupo para os Estudantes com Necessidades Educativas Especiais do Técnico Lisboa – GENEE foi criado e implementado pela responsável pelo Núcleo de Apoio ao Estudante do Taguspark) em 2017/18. O GENEE tem como objetivos principais a promoção e desenvolvimento de apoio aos Estudantes Necessidades Educativas Especiais (ENEE). Este grupo tem como missão contribuir para um Técnico universal de todos e para todos e é regido pelos valores: igualdade de direitos e oportunidades. O GENEE tem como objetivos principais: 1) regulamentação, 2) acessibilidade física e tecnológica, 3) integração e acolhimento, 4) projetos de investigação, e 5) empregabilidade. O grupo reúne-se mensalmente, de forma alternada entre os campi Alameda e Taguspark, com realização de atas e partilha documentos numa drive – ver https://drive.google.com/drive/folders/1LHXSmGHddzLUSlbef13g0gtfYonqatOV?usp=sharing

Até à data realizaram-se as seguintes ações que suportam os objetivos gerais do GENEE:

Orçamento participativo – 2017 (Aquisição de Portas elétricas para o campus do Taguspark).

Inquérito Técnico Inclusivo – Identificação do conhecimento, das práticas e das necessidades dos docentes do Técnico Lisboa em relação às Necessidades Educativas Especiais no Ensino Superior – 2018 (ver anexo 1)

OpenEya/Fotos aulas – Implementação do programa para captação fotográfica e de vídeo para estudantes NEE, no anfiteatro A5 do campus Taguspark – 2018

Uniformização de procedimentos – entre os serviços dos campi Alameda e Taguspark, tais como: questionário para estudantes NEE (bilingue PT/EN), lançamento dos apoios dos ENEE no Fénix, tabela conjunta dos ENEE existentes no IST, abertura de processos e documentos solicitados, estatuto de doença crónica e/ou permanente ser atribuído uma única vez, lançamento dos apoios já existentes antes do inicio do semestre – 2019

Poster e Panfletos informativos bilingues (Mobilidade/Inclusão/Apoios) – 2019 (ver anexo 2)

Alteração do Regulamento para ENEE (DR nº 170/2019) – 2019 (ver anexo 3)

Acordo com o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI – Almada) – para formação de assistentes pessoais para apoio a estudantes do IST (em particular Taguspark) – 2019 Acordo com Câmara Municipal de Oeiras – para transporte adaptado do campus do Taguspark para centros de reabilitação – 2020

Os recursos usados são a título de exemplo: salas de reunião, shuttle, drive e o software OpenEya. Recursos Humanos (por ordem de chegada ao Grupo): Carla Boura – NAPE-TP, Hugo Nicolau – DEI, Ana Moura Santos – CP, Carolina Ferreira – NAPE-AL, Cristina David – AG, Lídia Silva – AG, Rita Whal – NDA, Isabel Gonçalves – NDA, Henrique Vinagre – LEIC-TP, Patrícia Simões – NDA, Ana Marques – NAPE, Alano Silva – Mestrado Aeroespacial.

Resultados Alcançados

Desde o início da constituição do GENEE que se desenvolveram várias ações que permitiram cumprir os objetivos propostos, sendo alguns deles objetivos de curto (Alteração do Regulamento para ENEE, panfletos informativos bilingues, uniformização de procedimentos) e outros de médio/longo prazo (Estudo Técnico Inclusivo). Outras ações importantes, como implementação do software OpenEya, acordo transporte adaptado e CAVI, trazem também contributos para objetivos a médio prazo.  Estão a decorrer, para cumprimento de objetivos a médio/longo prazo as seguintes ações: Diários Aumentados Digitalmente (tese de mestrado que visa a monitorização da qualidade de vida alguns estudantes que usufruem de apoio/acompanhamento através dos serviços – teremos os resultados em Junho); Ensinar a Ensinar (projeto que visa a construção de pequenos vídeos informativos e tutoriais sobre as várias necessidades – estão neste momento em construção 3 vídeos sobre Asperger, Distrofia Muscular e Hiperatividade, estando prevista a sua primeira apresentação a 17 de novembro de 2020, num evento na área da Informação da Rede NEE da Ulisboa), Bibliotecas Acessíveis: reunião de arranque do projeto no dia 13/03 com a presença da Luísa Coheur (CG-TP), Isabel Marcos (Biblioteca Complexo Interdisciplinar) e Silvia Di Salvatore (Técnico Sustentável).

O trabalho realizado até ao momento tem contribuído para o desenvolvimento da perceção da importância de ações na área NEE no Instituto Superior Técnico, contribuindo para o desenvolvimento de projetos que têm como objetivo incentivar e unificar esforços da comunidade Técnico (alunos, funcionários não docentes e docentes) que visem a melhoria das condições de vida no IST e que promovam a igualdade de direitos e oportunidades.

Avaliação e Monitorização

Desde a sua implementação o GENEE tem sido avaliado e monitorizado de forma sistemática através de relatório anual de atividades (de cariz interno e inserido no *relatório anual do NAPE-TP, desde 2018. Este ano irá realizar-se o 1º relatório anual do GENEE como grupo) onde se enumeram as ações e projetos desenvolvidos e/ou em desenvolvimento. Para além destes relatórios, desenvolveu-se o Inquérito Técnico Inclusivo que teve como público alvo todos os docentes do Técnico e do qual se obtiveram 101 respostas, resultando num documento constituído por apresentação de resultados, análise de dados e conclusões. Este documento teve como objetivo o desenvolvimento de um estudo mais aprofundado nesta área, tentando delinear as próximas ações e um possível caminho futuro; e um questionário de satisfação anual distribuído a todos os estudantes ENEE do qual se obtiveram 29 respostas de um universo de 99 alunos com estatuto NEE. Este questionário foi divido em duas partes, uma primeira parte com a caracterização geral da população e dos apoios existentes no IST e uma segunda parte com a mesma caracterização por campus (Alameda e Taguspark). O Focus Group (a metodologia consiste em reunir um grupo de pessoas aleatório e colocá-las a debater os objetivos, sendo esta sessão assistida e gravada em de vídeo) será realizado anualmente e terá inicio no final de 2020. Como consequência destas ações de monitorização resultaram os projetos Diários Aumentados Digitalmente, Ensinar a Ensinar e Bibliotecas Acessíveis.

GENEE

Avaliação/Monitorização Ano Nº Participantes
Inquérito Técnico Inclusivo 2018 101
Questionário Estudantes NEE 2019 29
Relatório Anual 2020 *
Focus Group 2020

Carácter Inovador e Transferibilidade

Foi o primeiro Grupo deste cariz no Técnico Lisboa. Foi inspirado na Rede NEE da Universidade de Lisboa e juntou vários serviços, colegas discentes,

docentes e alunos para o desenvolvimento da qualidade de vida dos ENEE nos campi. A motivação do grupo está assente na sua missão e valores tendo todo o trabalho realizado até agora sido um extra aos objetivos específicos de cada uma das pessoas aqui representada. Iniciando-se uma cultura de sensibilização da comunidade académica e serviços académicos em relação a esta área.

Com a integração de ENEE na constituição do GENEE abriu-se a porta para os principais atores do projeto terem uma participação ativa nas mudanças necessárias, bem como a uniformização dos procedimentos nos campi Alameda e Taguspark. Com uma constituição ainda de funcionários docentes e discentes, o GENEE permite atuar sobre diferentes serviços e vertentes numa área que promove a qualidade do ensino e bem-estar dos ENEE na Instituição, bem como a criação de oportunidades para outros alunos, docentes e funcionários. Futuramente o GENEE espera poder estender a sua ação a funcionários e atuar ao nível de toda a comunidade IST.

Ao nível da sustentabilidade, neste momento o GENEE está a analisar procedimentos que permitam a sua formalização no contexto da Instituição.

Transferibilidade – Este grupo, bem como as boas práticas que promove, através do Ensinar e Ensinar, já está integrado na rede ENEE da ULisboa. O trabalho desenvolvido e a desenvolver pode ser replicado em qualquer universidade, empresa e/ou associação e em qualquer país – sendo o seu modelo extremamente abrangente. Dando como exemplo o Inquérito Técnico Inclusivo realizado aos Docentes, que foi enviado para a Rede NEE e na sequência do qual houve uma declaração de intenção de todas as Universidades adotarem o mesmo formato de questionário (o ISEG foi uma das Instituições que adotou este formato de questionário, no âmbito do seu observatório pedagógico).

Num exercício de Benchmarking a ter em conta a importância da divulgação do GENEE através da rede de comunicação institucional, a criação de um espaço de debate e partilha de experiências idênticas entre várias entidades (de modo a criarem-se novas soluções e/ou métodos), através de congressos, seminários e workshops nesta área. A realização de parcerias com Associações e empresas que tenham projetos nesta área. A abertura por parte das universidades e/ou empresas para o desenvolvimento de projetos inovadores (principalmente na área da tecnologia) em prol das Necessidades Educativas Especiais.

Um documento viajado é um documento privilegiado: o Empréstimo Interbibliotecas na Biblioteca do Instituto Superior Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior 2020

Isabel Marques Vaz Marcos; Filomena Lopes dos Santos (BIST)

Implementação da Boa Prática

O Serviço de Empréstimo Interbibliotecas (EIB) é uma atividade fundamental das bibliotecas universitárias, porque permite a disponibilização de documentos cujo acesso está circunscrito geograficamente a uma unidade orgânica, não se encontrando acessível à distância de um clique.

Através de redes de cooperação, estabelece-se um serviço, em que cada biblioteca é simultaneamente utilizadora e fornecedora, permitindo o desenvolvimento de boas práticas, cujo beneficiário é o utente que necessita da informação.

O Serviço EIB do IST desenvolve-se em dois eixos, pedidos internos e pedidos externos, tendo como objetivos:

Proporcionar aos utilizadores do IST o acesso a fundos bibliográficos que não existem na Biblioteca, recorrendo a outras bibliotecas nacionais e estrangeiras;

Proporcionar a outras bibliotecas nacionais e estrangeiras o acesso aos fundos bibliográficos existentes na Biblioteca do IST.

É um dos serviços mais antigos que a Biblioteca disponibiliza à Comunidade IST, mas só foi estruturado e regulamentado em 2003. É um tipo de cooperação entre bibliotecas que exige a existência de um regulamento que formalize os procedimentos de empréstimo dos documentos ou cedência em formato digital (se possível), que estruture a forma de envio, os prazos de empréstimo, os modos de pagamento e as penalizações em situações de incumprimento.

Para funcionar é necessário que se estabeleça um conjunto de procedimentos, que vão desde a formulação do pedido (através de dois formulários existentes na página web da Biblioteca) até à entrega da documentação ao utilizador final. No caso de pedidos para outras bibliotecas, o documento é pedido, rececionado, emprestado ao utilizador com indicação dos prazos de devolução e, posteriormente, reenviado à procedência. Nos pedidos externos, o documento é identificado no catálogo, emprestado e enviado por correio (interno ou CTT) à biblioteca que o solicitou. Os artigos de periódicos quando pedidos, são digitalizados e enviados por email.

Resultados Alcançados

Não obstante a maior acessibilidade de recursos em formato digital, que naturalmente fez diminuir ao longo dos anos o número de documentos emprestados por EIB, registaram-se em 2018 e 2019 empréstimos na ordem do meio milhar: 479 (2018) e 485 (2019).

Destes totais, a maioria dos pedidos são internos (utilizadores da Biblioteca do IST): 357 (2018) e 304 (2019). Em 2019, a diminuição de cerca de 12%, poderá explicar-se pelo esforço da Biblioteca em adquirir a bibliografia pedida pelos nossos estudantes.

Quanto às grandes tipologias documentais, constatou-se que mais de 65% são livros impressos e que os restantes 35% são artigos de publicações periódicas.

Os meios utilizados no envio destes documentos emprestados são: o correio interno para as escolas da Universidade de Lisboa; via CTT para outras universidades nacionais e estrangeiras; correio eletrónico para artigos digitalizados.

Perfil dos utilizadores internos

No que respeita ao perfil dos utilizadores internos, verificámos nestes dois anos os seguintes valores percentuais:

Alunos – 44,3% (2018); 54,4% (2019)

Docentes/Investigadores – 29,9% (2018); 18,5% (2019)

Funcionários – 21,2% (2018); 19,8% (2019)

Exposições – 4% (2018); 4,3% (2019)

Bolseiros – 0,6% (2018); 3% (2019)

Constata-se que são os alunos aqueles que solicitam mais documentos por EIB, tendo-se registado em 2019 um aumento de 10%. Quanto aos docentes/investigadores, verificou-se a situação inversa, com uma descida próxima dos 10%. Os valores percentuais dos funcionários mantêm-se estáveis, na ordem dos 20%, e é também significativa a percentagem de documentos que são emprestados para exposições.

Instituições

A maioria das instituições são nacionais e variadas na sua identidade. Em termos de pedidos internos, constata-se o recurso às escolas de arquitetura, de engenharia e a instituições com uma forte componente nas ciências sociais e humanas (solicitações feitas maioritariamente pelo grupo dos funcionários). No que respeita às instituições estrangeiras, a maioria são de países da Europa. Os pedidos externos de instituições estrangeiras são muito residuais.

Custos

Um dos objetivos do serviço EIB é que os seus custos sejam minimizados e que, se possível, possa ser gratuito. Nos últimos anos, a preocupação pela gratuidade fez aparecer um conjunto de protocolos entre as universidades, em que as instituições estabelecem permutas de empréstimos sem custos. Nos pedidos internos, sempre que um documento é solicitado é norma procurar uma instituição que não cobre o valor do empréstimo. Quando tal não é possível, porque o documento só foi localizado numa instituição que cobra, a despesa é suportada pelo utilizador. No caso dos professores e investigadores o valor pode ser suportado pelo Departamento ou por um projeto. Nas instituições estrangeiras o pagamento é feito através de vouchers, procedimento instituído pela International Federation of Library Associations and Institutions-IFLA.

Em 2018 e 2019 o custo do serviço foi de 10 vouchers.

Avaliação e Monitorização

Todo e qualquer serviço prestado pela Biblioteca deve ser avaliado pelos utilizadores para conhecer o grau de satisfação e/ou insatisfação, assim determinar os pontos fortes e fracos e apostar na melhoria contínua.

Considerou-se importante conhecer a satisfação dos utentes internos e externos do serviço em cinco itens: procedimentos, tempo de resposta, prazos de empréstimo, custos e qualidade global.

No que respeita aos pedidos dos utilizadores internos, os principais resultados foram os seguintes:

  • Procedimentos para processamento do pedido de empréstimo – 86,9% com avaliação positiva (53,3% muito satisfeitos e 33% satisfeitos)
  • Tempo de resposta do pedido – 86,7% com avaliação positiva (60% muito satisfeitos e 26,7% satisfeitos)
  • Prazos de empréstimo – 60% satisfeitos. É de realçar que 33,3% estão pouco satisfeitos, porque consideram que os prazos deveriam ser alargados
  • Custos e formas de pagamento do serviço – 60% satisfeitos. Neste item é significativa a percentagem de utentes que não sabe/não responde (33,3%), provavelmente por ignorarem que o serviço poder ter custos (empréstimos feitos ao abrigo de protocolos).
  • Qualidade global do serviço – 86,7% com avaliação positiva (60% muito satisfeitos e 26,7% satisfeitos)

No que respeita aos pedidos externos, as instituições inquiridas responderam o seguinte:

  • Procedimentos para processamento do pedido de empréstimo – 92,9% com avaliação positiva (64,3% muito satisfeitos e 28,6% satisfeitos)
  • Tempo de resposta do pedido – 100% com avaliação positiva (64,3% muito satisfeitos e 35,7%)
  • Prazos de empréstimo – 100% com avaliação positiva (57,1% muito satisfeitos e 42,9% satisfeitos)
  • Custos e formas de pagamento do serviço – 64,3% satisfeitos. Neste item é significativa a percentagem de utentes que não sabe/não responde (35,7%)
  • Qualidade global do serviço – 100% com avaliação positiva (71,4% muito satisfeitos e 28,6% satisfeitos)

Sendo um serviço dinâmico, as propostas de melhoria identificadas são sempre validadas e, posteriormente, introduzidas no serviço.

O Serviço EIB está identificado no Manual de Procedimentos como um processo (Processo 6), estando sujeito a monotorização e revisão periódica. Qualquer reformulação ao funcionamento do serviço é comunicada e introduzida no documento.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O modelo de biblioteca universitária atualmente existente é um modelo híbrido que se move entre o físico e o tecnológico digital. Neste modelo poder-se-á repensar o serviço EIB e questionar a sua permanência como um serviço fundamental para a Biblioteca. Sendo um serviço que utiliza a Internet, mas que está para além dela, é cada vez mais um serviço de referência que apoia a comunidade académica nos processos de ensino, aprendizagem e investigação.

O EIB é um serviço que:

  • Identifica as necessidades de informação dos utilizadores e procura disponibilizar o seu acesso
  • Explora todos os meios para obtenção da informação em formato digital
  • Quando tal não é possível, localiza a sua existência noutras bibliotecas
  • Enceta um conjunto de esforços para disponibilizar esta informação em tempo útil
  • Procura que o serviço tenha o menor impacto económico tanto para a instituição que serve, como para o utilizador final
  • Disponibiliza a informação, contribuindo assim para a criação de novo conhecimento e a sua transferibilidade noutros contextos.

A identificação dos diversos perfis dos utilizadores do serviço e a avaliação que por estes foi feita, permitem-nos considerar este serviço como uma boa prática, com potencialidades de continuar a desenvolver a sua matriz inicial (empréstimo de documentos através de cooperação bibliotecária) e, simultaneamente, crescer em outras vertentes.

Destacamos:

Ao reforçar as redes de comunicação entre as bibliotecas, permite a extensão desta colaboração noutros contextos: realização de Conferências, Encontros, etc.

Apoio a eventos de cariz cultural e estabelecimento de parcerias: exposições, clubes/comunidade de leitores, apoio a museus, etc.

Com a internacionalização da escola, poder apoiar os estudantes cuja língua materna é menos comum (línguas eslavas, japonesa, chinesa, etc.), estabelecendo contactos com as bibliotecas das universidades de origem

No compromisso social com a comunidade local poder estabelecer redes de parceria com escolas secundárias e bibliotecas municipais.

 

Social Innovation Lab – SILAB

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior 2020

Ana Carvalho e Miguel Amaral (docentes DEG)

Practice Implementation

The Social Innovation Lab (SILAB) at IST was created to address current gaps in the educational system by focusing mainly on frugal innovation (do more with less) and social impact, aiming to solve problems experienced by vulnerable communities in the world. The SILAB involves makers, researchers and students from different backgrounds who develop their projects under supervision of professors and specialists and it encompasses: (i) a new educational model integrating an economic and human dimension of technology; (ii) a mobility program where students develop in-site solutions that potentiate the well-being of local communities; (iii) an international network of partners, and (iv) a physical laboratory where different stakeholders can interact and generate products that meet the needs of base-of-the-pyramid communities.

The planned activities involve (i) a summer school @ IST in partnership with Parul University, where Indian Students will come to IST to be part in lectures, teamwork, seminars, cultural activities and visits to organizations involved in social innovation/responsibility; (ii) a hackathon with national and international participants, focused on creating socially innovative solutions to worldwide problems; (iii) a competition for construction of recycled 3D printers, stimulating critical awareness to recycling and circular economy, while developing soft skills and motivating participants to causes and projects with social impact, (iv) a fundraising campaign for the Xavier Green School in India, aimed at selling drawings from indian students in order to reconstruct and refurbish the school’s computer lab, and (iv) a fundraising for the Zoya Rana Foundation, aimed at selling artwork made by Indian arts students who dream of advancing their careers. This foundation aims at supporting arts students and demistifying the prejudice against organ donation that is present in various (particularly religious) communities in India.

Results Achieved

The SILAB has been implementing the new educational model, throughout the past three years, through the development of socially innovative projects in curricular courses.

In the Industrial Engineering and Environment course, students have been assessed solely through a semester-long project, consisting of improving senior mobility. All together, 22 projects have been presented. One of these is DETU, a platform that helps senior mobility in public transportation, which won the Impact Category award on Grace Academy – an world-wide annual prize for students that present the best projects on Corporate Social Responsibility. Additionally, to validate the DETU platform, the SILAB invited a group of senior citizens to not only test the prototype but also visit the IST – Alameda campus, namely the Civil Engineering Museum and the Institute for Systems and Robotics at IST. The success of the event demonstrated the importance of integrating the community with univerisities and students by promoting an interchange of information and experience that is beneficial for society. Other projects involved bracelets that give information of traffic lights through sensors, in order to give them more time to cross streets or a service that provides monthly physical exercises that seniors can do at home to keep fit.

On the other hand, in the Technology Based Entrepreneurship course, students from different nationalities and backgrounds (Industrial Engineering and Management, Electronics Engineering, Computer Science and Engineering) were involved also in a semester-long project but addressing the topic “Social Innovation: Developing goods/services to address the needs of vulnerable individuals and communities in the world”. Students tackled challenges coming from different regions in India. Throughout the process students had the chance to learn about a completely different context, benefit from external mentoring from five different Indian universities, and develop solutions for real complex problems within specific communities with the potential of generating social impact. Students were involved in the E.Awards event at IST and one team won an honorable award (500€). This team developed E-MITRA, an app for illiterate farmers that facilitates the participation in public supporting schemes. At the end of the semester, students were given the opportunity to travel to India to attend a Summer School and to implement, hands-on, what they had been working on. This accomplishment served as validation of the SILAB model and good practice to be replicated, namely the involvement of students in challenges with social impact over a semester (or more) and the mobility of students to validate and implement these concepts in loco. Additionally, these types of projects enhance, among other things, soft skills, learning-by-doing, project-based learning, networking at an international level and real social impact through interventions with vulnerable people and communities.

Evaluation and Monitoring

The SILAB operational model encompasses evaluation and monitoring processes and activities. There is an internal evaluation and follow-up process, developed continuously by SILAB’s stakelholders (teachers, students, researchers, companies, NGOs) and also an external validation by end-users involved in the various projects and external entities (acting as observers, not directly involved in the projects). Accordingly, the SILAB circulates all the information on the outputs among its network and schedules follow up meetings every 2 month swith internal partners and every 4 months with external partners. KPIs include: the number of projects undertaken, number of events organized, number of student mobility programmes occurred, number of new partners, number of members involved in each project, number of individuals / communities served. More than the frequency and quantitative appraisal of all these activities, there is considerable effort in evaluating their social impact (from a more qualitative standpoint). The SILAB organizes an annual meeting with all partners to present and discuss the KPIs and to discuss current and future strategies..

Inovativ Character and Transferability

Engineering Schools have been enabling students to develop the skills needed to identify technology-based business opportunities and implement them within new and established organizations. Many of these technologies bring new ideas that meet social needs, create social relationships and form new collaborations – social innovations. However, these specific social challenges are still not being explicitly included at the core of many engineering courses curricula and, in general, on educational strategies at engineering schools globally.

The SILAB discusses the importance of Higher Education Institutions (HEI) connecting engineering with social impact; and uses SILAB as an innovative case-study to show how it can be done. The SILAB is a pilot for a new educational model that can be successfully implemented by other HEI. The innovative character of SILAB is the fact that it constitutes an integrating model of several activities that already exist in several universities in the world, but which are traditionally separatel, namely: (i) in the classroom (Curricular Units – CU); (ii) outside the classroom (in the laboratory, at IST events); and (iii) outside the university and the country (in fieldwork and interaction with local and international partners). This integrating model implicitly observes several dimensions: CUs, IST, and HEI (the way in which engineering can be taught), which can boost strong international networks at an individual and institutional level (as it is already occurring with the SILAB).

In terms of transferability, one of the objectives is to serve as a pilot and source of good practices for establishing a network of SI Labs at both national and international level. The creation of more labs can function as a decentralized network and become a world-wide grid of students, professors, universities, companies, and social enterprises promoting solutions towards the well-being of the population in the world. This goal requires that one keeps a mindset of “looking from the outside in” to guarantee systematization of the processes being implemented in order to validate and improve the model (which is what the SILAB has been doing). With regard of sustainability, SILAB has institutional support from IST, as well as from other national and international partners (Universities, companies, NGOs), moreover it relies on a frugal philosophy, which grants all the resources needed to fulfill the project’s mission and vision in the long run.

 

Prémio Maria de Lourdes Pintasilgo (PMLP)

sábado, julho 27th, 2019

Capital Humano 2019

Grupo de Trabalho Gender Balance@Técnico (Helena Geirinhas Ramos, Coordenadora)

Implementação da Boa Prática

O Técnico instituiu em 2016 o Prémio Maria de Lourdes Pintasilgo (PMLP) como forma de promover a relevância da igualdade de género no Técnico, e reconhecer o papel crucial que as mulheres desempenham em todas as áreas da Engenharia. Maria de Lourdes Pintasilgo foi uma Engenheira e distinta aluna do Técnico, que teve um impacto relevante na sociedade e política portuguesa em diferentes fases da sua vida, tendo, em particular, sido a primeira mulher que alcançou o cargo de Primeira-Ministra de Portugal. O PMLP destina-se a galardoar anualmente duas mulheres, formadas pelo Técnico:

  • uma antiga aluna que tenha completado o seu ciclo de estudos no Técnico há mais de 15 anos, contabilizados no dia 31 de dezembro do ano anterior àquele em que o prémio é atribuído, e que se tenha destacado pelas suas contribuições profissionais e/ou sociais;
  • uma recém-graduada do Técnico, com menos de 27 anos contabilizados no dia 31 de dezembro do ano anterior àquele em que o prémio é atribuído, e que se tenha destacado pela qualidade científica da dissertação de Mestrado e pelo percurso académico no Técnico.

As nomeações para a antiga aluna podem ser apresentadas por qualquer membro da comunidade IST, incluindo alumni, e a nomeação terá que ser acompanhada por um curriculum vitae de não mais que uma página A4. As candidaturas relativas à atribuição do PMLP à recém-graduada incluem, entre outra documentação, cópia da tese de mestrado e respetiva classificação.

O Júri é composto pelo Presidente do IST, pelo Presidente do Conselho Científico e pelo Presidente do Conselho Pedagógico, e por até mais 8 vogais nomeados anualmente pelo Presidente do IST. A atribuição do PMLP é anual, e formalizada durante a cerimónia pública de comemoração do aniversário do Técnico (maio). No caso da recém graduada, para além do reconhecimento público, é ainda atribuído um prémio monetário no valor de 5000 euros.

O PMLP é anunciado anualmente nos media e divulgado entre todos os alunos finalistas, sendo igualmente divulgados os nomes das instituições que se queiram associar a este prémio.

Resultados Alcançados

Os objetivos desta iniciativa, e de outras na área da comunicação, é sensibilizar a comunidade do Técnico para as questões da igualdade de género na sociedade. Pretende-se com estes exemplos, desconstruir preconceitos e estereótipos sobre profissões tecnológicas, combatendo e prevenindo a intensificação da segregação das ocupações profissionais em razão do género. Na primeira edição, lançada a 6 de dezembro de 2016, foram submetidas à apreciação do júri 26 candidaturas tendo sido selecionadas as seguintes:

– Antiga aluna: Maria da Graça Carvalho

– Recém graduada: Inês Godet

Na segunda edição, lançada a 12 de dezembro de 2017, foram submetidas 24 candidaturas tendo sido selecionadas pelo júri as seguintes:

– Antiga aluna: Isabel Aníbal Vaz

– Recém graduada: Bárbara Fernandes Simões

Na terceira edição, lançada a 16 de dezembro de 2018, foram submetidas 22 candidaturas tendo sido selecionadas pelo júri as seguintes:

– Antiga aluna: Manuela Veloso

– Recém graduada: Mariana Araújo

Para avaliar o sucesso da iniciativa destaca-se a elevada qualidade das nomeações e candidaturas apresentadas, que têm garantido o excecional mérito das vencedoras.

Os números das candidaturas e de notícias que a divulgação do PMLP na imprensa originou, mostram a adesão, o interesse da iniciativa. Para isso tem contribuído a cerimónia da entrega de prémios, que tem permitido o convite de individualidades que ajudam na divulgação das ações do IST na promoção da igualdade de género, tema de uma atualidade crescente. É exemplo dessa visibilidade o aumento das visitas à página da internet “Diversidade e Igualdade de Género no IST” (https://tecnico.ulisboa.pt/pt/viver/dia-a-dia/diversidade-e-igualdade-de-genero/).

Haverá muitos fatores a contribuírem para o aumento das mulheres nos cursos de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) do IST, entre os quais a cada vez maior apetência desta comunidade para os cursos mais concorridos, mas acredita-se que os esforços do Grupo de Trabalho GB@Técnico, em particular as ações que têm sido desenvolvidas no sentido de promover mulheres da comunidade do técnico com sucesso, ajudaram a atingir uma percentagem de 32% de novas alunas ingressadas em 2018/2019 face aos 29% registados em 2017/2018. edições, sugerindo que a iniciativa tem sustentabilidade ao nível do interesse da comunidade.

A quantidade de notícias nos media tem, de uma forma semelhante, evoluído muito positivamente. Deste modo, é intenção do Técnico prosseguir com esta iniciativa, ou assegurando integralmente a sua componente financeira, ou promovendo novas formas de financiamento. Inicialmente cofinanciada (edições de 2016 e 2017) pela empresa Baía do Tejo, em 2018, o financiamento desta iniciativa foi da total responsabilidade do IST.

Avaliação e Monitorização

Apesar de ser uma prática relativamente recente, considera-se bastante boa a quantidade de nomeações e candidaturas apresentadas nas três primeiras edições, sugerindo que a iniciativa tem sustentabilidade ao nível do interesse da comunidade.

A quantidade de notícias nos media tem, de uma forma semelhante, evoluído muito positivamente. Deste modo, é intenção do Técnico prosseguir com esta iniciativa, ou assegurando integralmente a sua componente financeira, ou promovendo novas formas de financiamento. Inicialmente cofinanciada (edições de 2016 e 2017) pela empresa Baía do Tejo, em 2018, o financiamento desta iniciativa foi da total responsabilidade do IST.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A igualdade de género é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fixados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), integrando a nova agenda de ação até 2030. A igualdade de género é, pois, um debate atual e importante para a construção da sociedade em geral e com impacto significativo na comunidade do Técnico em particular, onde existe ainda uma polarização significativa de género na população estudantil.

Várias são as escolas que desenvolvem iniciativas nesta área, mas poucas as que têm uma estrutura de coordenação destas iniciativas, como o Grupo de Trabalho GB@Técnico do IST, criado em 2016 e com um plano de ação monitorizado em reuniões mensais.

Considera-se relevante o trabalho do Técnico na promoção das áreas de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) junto da comunidade feminina, acompanhando também as preocupações sociais e recomendações da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação (2018-2030). Foram definidas ações prioritárias com dois objetivos: aumentar o numero de alunas que estudam no Técnico e minimizar os entraves associados à promoção das mulheres nas carreiras docentes, de investigação ou administrativas. O PMLP adequa-se a ambos os objetivos, pois é uma medida que divulga mulheres de sucesso e promove mulheres do Técnico.

Com a divulgação de role models, de casos de sucesso de mulheres empreendedoras, nomeadamente de antigas alunas com carreiras como a da Engª Maria de Lourdes Pintasilgo, o Técnico em muito contribui para o empoderamento das atuais e futuras alunas da escola.

 

 

 

Dia da Responsabilidade Social IST campus do Taguspark

quinta, julho 26th, 2018

Comunicação ● 2018

Carla Boura Costa (NAGT)

Implementação da Boa Prática

O Dia da Responsabilidade Social foi criado e implementado pela Drª Carla Boura (Núcleo de Apoio Geral do Taguspark) em 2013/14. Este evento tem como objetivos principais: sensibilização para causas externas e internas na área da responsabilidade social, fomentação da prática de voluntariado externo e interno, discussão e implementação de novos projetos na área da RS. Deste modo a temática do evento é sempre diferente, consoante o que se mostra mais relevante apoiar e/ou sensibilizar. O DRS realiza-se no 2º semestre entre o mês de março e maio.

Realizaram-se 4 edições do DRS todas com modelos de evento diferente.

1ª Edição: Dia do Nariz Vermelho – realização de um flasmob

2ª Edição: Dia do Nariz Vermelho – realização de um palhaço humano.

3ª Edição: Lançamento da Re-food Oeiras – realização de palestra com workshop.

4ª Edição: Necessidades Educativas Especiais no Ensino Superior – realização de palestra com workshop/ realização de exposição

Os recursos aplicados são do Técnico Lisboa (humanos e materiais) mas também envolvem o apoio das entidades participantes (divulgação).

Devido à diversidade dos eventos e dos materiais construídos solicito que para uma melhor perceção do trabalho realizado, dos resultados obtidos e da avaliação realizada se consulte o link.

Está já em organização a 5ª edição do evento que será realizado no dia 16 de maio e terá como tema: “Responsabilidade Social – onde, como e porquê?”

Resultados Alcançados

Depois de realizadas duas edições a apoiar a mesma associação, chegou-se à conclusão que o DRS poderia realizar um trabalho mais vasto dando a conhecer o que se faz em várias áreas da responsabilidade social, tentando privilegiar área de residência circundante do campus. Posteriormente pensou-se na relevância desta área internamente dando ênfase à temática Necessidades Educativas Especiais.

Nos primeiros dois eventos o objetivo foi divulgar a causa e angariar donativos

No terceiro evento o objetivo foi lançar a Re-food Oeiras, sensibilizando a comunidade para o tema desperdício alimentar.

No quarto evento o objetivo foi debater as Necessidades Educativas Especiais com outras faculdades e desta reflexão criar uma lista de encargos para realizar no campus do Taguspark, bem como noutras faculdades.

Todas as iniciativas atingiram os seus objetivos com sucesso.

Avaliação e Monitorização

A avaliação dos eventos é feita através da realização de um relatório interno, onde consta toda a informação sobre o mesmo e um campo sugestões e melhorias a realizar.

Alterações realizadas desde o 1º evento:

  • Temáticas diferentes
  • Formatos diferentes
  • Inquérito de satisfação (a partir de 2016/17)

Carácter Inovador e Transferibilidade

Carácter Inovador – Foi o primeiro evento deste cariz no Técnico Lisboa.

O facto de não se cingir a um único tema e/ou formato (diversificando o modo como se apresenta, os temas, os objetivos). Com o inicio do Dia da Responsabilidade Social começou a sensibilizar-se toda a comunidade para a necessidade de se realizarem mais trabalhos neste sentido, dando-se inspiração a uns e fortalecendo outros. Neste momento existem vários Núcleos de Alunos do Taguspark a realizarem ações de voluntariado. Na receção ao aluno existe um evento de apoio a uma escola primária num bairro desfavorecido realizado por alunos, começaram também a realizar-se angariações de comida para entregar a pessoas com dificuldades. Muitos dos nossos alunos são voluntários na Re-food e noutras associações.

Com o DRS o Técnico Lisboa abriu a porta do apoio universitário a este tipo de organizações (foi o primeiro Instituto universitário a apoiar a Operação Nariz Vermelho – estando neste momento já outras faculdades a apoiar esta ação. Este ano será o primeiro Instituto universitário a apoiar a Make-a-Wish e a Acreditar). Com o DRS e no âmbito das NEE criou-se um espaço de debate para esta temática, mostrando os vários projetos aqui são desenvolvidos e apresentando a recente Rede das Necessidades Educativas Especiais da Universidade de Lisboa.

Transferibilidade – Este evento pode ser replicado em qualquer campus do Técnico e na Universidade de Lisboa. Pode igualmente ser replicado em qualquer universidade, empresa e/ou associação e em qualquer país – sendo o seu modelo extremamente abrangente.

Num exercício de Benchmarking a ter em conta a importância da divulgação do evento através da rede de comunicação empresarial, a criação de um espaço de debate e partilha de experiências idênticas entre várias entidades (de modo a criarem-se novas soluções e/ou métodos). A realização de parcerias com ONGs e empresas que tenham projetos nesta área. A abertura por parte das universidades e/ou empresas para o desenvolvimento de projetos inovadores (principalmente na área da tecnologia) em prol da Responsabilidade Social.