Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

Archive for the ‘Internacionalização’ Category

International Staff Week

segunda, setembro 28th, 2020

Internacionalização 2020

Rui Mendes; Ana Lucas; Sandro Santos; Vanda Ferreira (AAI)

Implementação da Boa Prática

A International Staff Week (ISW) tem lugar no 1º semestre, normalmente entre o final de Setembro e o início de outubro, sendo que no ano passado realizou-se entre 7 e 11 de Outubro de 2019.

A ISW tem um ambiente descontraído e informal para os participantes interagirem com colegas de outras Universidades, partilharem as melhores práticas, discutirem os desafios atuais da internacionalização no Ensino Superior. Simultaneamente, além de fortalecerem os laços com os colegas internacionais, os participantes aprimoram os seus conhecimentos e competências.

Este evento foi estruturado para incluir diferentes formatos de reuniões e apresentações, como Key Presentations, Guest Speakers e Workshops para partilhar as melhores práticas; Exhibition of Partner Universities, World Café Fair e Workgroups para aumentar as oportunidades de networking e estimular a discussão entre os participantes. A ISW decorreu em 3 faculdades diferentes da Universidade de Lisboa: no Instituto Superior Técnico, Faculdade Letras e Faculdade de Ciências.

Na edição anterior, o evento decorreu durante 1 semana inteira (de 2ª a 6ª) em 2 campus do Técnico: Alameda (dia 7, 10 e 11 de Outubro) e Taguspark (dia 9 de Outubro).

Para além das instalações do Técnico, também contámos com a colaboração de outras instituições da Universidade de Lisboa: Faculdade de Letras e Faculdade de Ciências, com um dia inteiro de programação com sessões a decorrer em paralelo em cada faculdade no dia 8 de Outubro.

No programa esteve incluído um World Café realizado no Taguspark, na quarta-feira, 9 de Outubro, bem como uma Exhibition of International Partners realizada na Alameda, em 10 de outubro. Estes eventos ofereceram aos participantes a oportunidade de mostrar a toda a comunidade académica, as diferentes oportunidades de mobilidade no exterior. Os participantes têm a oportunidade única de promover pessoalmente as suas instituições e programas inovadores para os alunos, professores e staff do Técnico.

Resultados Alcançados

A ISW já conta com duas edições (2018 e 2019) e a próxima já está marcada entre os dias 28 de Setembro a 2 de Outubro de 2020. Na edição do ano passado, contámos com 65 participantes vindos de 42 instituições e 21 países. Em relação à primeira edição (2018), houve um acréscimo em 2019, com mais 26 novos participantes, mais 14 instituições e mais 3 países. Podemos concluir que houve um grande aumento na participação.

Um dos resultados a destacar foi a Welcome Remarks onde pudemos contar com a presença do Prof. Jorge Morgado, à altura Vice-Presidente para a Gestão Administrativa, que fez o discurso de boas-vindas e fez uma apresentação do Técnico aos participantes. Também pudemos contar com o Dr. Rui Mendes, à altura Diretor da Área de Assuntos Internacionais, que fez um enquadramento geral do funcionamento e valências de toda a Área Internacional.

Podemos ainda contar com um Meet & Greet, uma sessão onde desde ínicio foi “quebrado o gelo” (Ice Breaker Game) para deixar os participantes mais à vontade e que de seguida fizeram um pequena apresentação de quem eram, de onde vinham e o que faziam (Partners Presentation).

Relativamente aos Guest Speakers pudemos contar com a presença da Dra. Marina Casals (Diretora dos Assuntos Internacionais da Universitat Rovira i Virgili), que veio fazer uma apresentação sobre “Internationalization@Home”, atualmente um hot-topic nesta área; também contámos com a experiência do Dr. Mirko Varano (Gestor de Projetos Internacionais na KTH Royal Institute of Technology) para falar sobre o Futuro do Programa Erasmus+; incorporada no painel sobre “Dynamic Networks & Strategic Partnerships”, a Dra. Ivana Bonaccorsi veio falar sobre os “Extension International Programs” oferecidos pela University of California San Diego; e ainda contámos com apresentação da Prof. Dra. Elsa Henriques (Administradora Executiva da FLAD), que veio apresentar o trabalho feito pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e a sua oferta formativa.

Também destacamos os “Dynamic Networks Workshops” onde os participantes escolheram entre os 2 temas oferecidos pela Área Internacional. Um sobre “Workshop on International Agreements and Networks” executado pelos colegas Luís Moreira e Ana Pipio (NRI). E outro sobre “Workshop on International Mobility” dado pelas colegas Ana Barbosa e Sílvia Santos (NMCI).

Neste tipo de eventos também é costume existir sempre uma forte componente socio-cultural, e a ISW não é excepção, tendo na edição de 2019 proporcionado aos participantes uma experiência enriquecedora onde a rota Lisboa-Sintra foi o foco principal. Desde a passagem pelos Jardins e Palácio Nacional de Queluz, à visita guiada à Quinta da Regaleira e que culminou com um Welcome Cocktail seguido de um Social Dinner no Café Paris em Sintra. Durante o resto da semana, os participantes também contaram com um Closing Cocktail no Rooftop do Hotel Mundial e um Walking Tour por alguns dos mais icónicos miradouros da cidade de Lisboa.

Avaliação e Monitorização

Universidade de Lisboa, como a Faculdade de Ciências e a Faculdade de Letras. Apesar de ser um evento da Área Internacional do Técnico, consideramos uma mais-valia poder contar com colegas de outras instituições, com as mais diversas áreas de formação. Este modelo permite atrair mais participantes e não só os que trabalham em instituições com cursos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em português).

As melhorias que pusemos em prática devem-se ao Inquérito de Satisfação aplicado desde a 1ª edição em 2018 e o qual replicámos no ano anterior, pelo que atualmente podemos fazer uma comparação de respostas nos anos transactos. Tendo em conta os dados que temos ao nosso dispôr, vamos explanar a nossa análise estatística.

Em primeiro lugar, tendo em conta que o universo foi de 65 pessoas e que obtivémos 53 respostas válidas, a taxa de resposta ficou fixada nos 81,5%. Os dados foram recolhidos entre 11 de Outubro a 1 de Novembro de 2019. Fizemos uma avaliação que vai ser dividida através dos seguintes blocos (os nomes estão em inglês, porque é a língua oficial do evento):

  • Pre-Arrival Info & Support – More positive: Registration Process; Less positive: Hotel suggestions
  • Venue, support & information – More positive: Registration/Check-in in the ISW; Less positive: Internet Access
  • ISW Presentations – More positive: Guest Speakers + Dynamic Networks & Strategic Partnerships; Less positive: Active Recruitment Strategies
  • ISW Workshops – More positive: Dynamic Networks; Less positive: Short Intensive Courses
  • ISW Social Activities – More positive: Social Dinner; Less positive: Closing Cocktail
  • ISW Impact – More positive: Networking; Less positive: Partnership Opportunities

A organização da ISW teve uma avaliação de 6,0 valores (muito positiva) numa escala de 1 a 7 valores. Também existia uma secção de texto para deixar comentários e sugestões: houve acções mais positivas (a manter) e outras acções a repensar para aumentar a qualidade do evento. Numa comparação entre 2018 e 2019, verificamos o ponto mais positivo continua a ser o “Social Dinner” e o ponto menos positivo continua a ser “Hotel Suggestions”. No geral, podemos concluir que foi uma ISW bem sucedida.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O carácter inovador da ISW é verificado por recebermos várias pessoas de todo o mundo e onde podemos proporcionar uma semana inteira de aprendizagem, partilha de conhecimento, novas experiências socio-culturais, estabelecimento de futuras parceiras a nível de mobilidades, projectos ou redes internacionais.

Este evento não é só uma mais-valia para a Área Internacional, como para toda a instituição, porque leva o bom nome do Técnico às mais diversas partes do mundo. Esta acção permite promover a instituição de uma forma que não seria possível através dos meios convencionais de marketing ou publicidade. A partilha de experiências e contactos entre participantes é uma oportunidade única de alcançar acordos, que só pessoalmente podem ser estabelecidos. É este contacto pessoal que permite uma aproximação de vontades comuns.

Quando promovemos eventos de alcance internacional, isto permite que o Técnico seja bem visto no panorama mundial pela qualidade organizativa do seu staff. Para além disso, a participação de colegas de outros serviços do Técnico no painel de Job Shadowing, permite mostrar aos participantes como funcionam os restantes departamentos e núcleos.

Se a experiência for globalmente positiva como tem vindo a ser o caso das duas edições realizadas até ao momento, obtemos um feedback por parte dos participantes em voltar para o ano seguinte e recomendar vivamente a ISW a outros colegas da mesma instituição.

Para além de ser uma mais-valia para o Técnico, enquanto instituição de Ensino Superior de qualidade, este evento e consequentes acções permitem também “vender” a cidade de Lisboa e Portugal não só como destino de férias, mas um sítio onde viver e trabalhar.

As capacidades do staff do Técnico, em termos de soft skills, são fundamentais na execução de um evento desta magnitude e amplamente conhecido, apesar do seu curto tempo de existência.

Em relação à transferibilidade desta prática, podemos considerar a mesma bem sucedida pela continuidade da mesma e pelo envolvimento de toda a Área Internacional: Núcleo de Mobilidade e Cooperação Institucional, Núcleo de Relações Internacionais, Núcleo de Admissões e pela Coordenação da Área de Assuntos Internacionais.

 

 

Design e Produção dos cursos MOOC Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior e Internacionalização● 2020

Selecionada “Boa Prática do Ano”

Ana Moura Santos (docente DM), Duarte Fleming, Miguel Garcia Martinho e Patrícia Guerreiro (DASI)

Implementação da Boa Prática

Os 13 cursos online produzidos até o momento são desenvolvidos por meio de uma colaboração multidisciplinar entre os professores do IST (e/ou colaboradores externos) e a equipa MOOC Técnico. Tutores, instructional designer (1) e designers gráficos (2) começam a conceber e projetar o conteúdo STEAM de acordo com o modelo pedagógico do projeto. Este modelo pressupõe cursos MOOC disponíveis para três diferentes níveis de ensino ou públicos diferentes. Cursos bridging sobre ciências e tecnologias básicas para o secundário; cursos de graduação sobre tópicos baseados em UC do 1º e 2º ciclos dirigidos a alunos IST e alunos STEAM internacionais; cursos extracurriculares sobre tópicos transversais para um público mais alargado (nacional e internacional). Os conteúdos vídeo são gravados em português (cursos bridging, 1º ciclo e transversais) ou em inglês (cursos 2º ciclo e transversais), mas incluem transcrições e textos noutros idiomas. Cada curso MOOC Técnico tem uma duração planeada de 4 a 5 semanas, correspondendo a uma carga de trabalho de 5 a 8 horas por semana. As soluções multimédia para os conteúdos, principalmente vídeos educativos de curta e média duração, são elaboradas pela equipa para torná-las claras, visualmente estimulantes e adaptadas ao online, onde serão disponibilizadas. Os cursos do MOOC Técnico permitem diferentes formas de avaliação: testes, revisão por pares e avaliação formativa, que permitem que um participante inscrito obtenha um certificado gratuito ao ter êxito em pelo menos 60% das atividades de avaliação. O processo de criação de um curso do MOOC Técnico começa com uma proposta da equipa de professores/tutores e inicializa-se com várias reuniões de kick off com a equipa. Após a validação científica dos SB pelos tutores, o material criativo é gravado no estúdio do IST e editado pelo técnico audio-vídeo (1). Paralelamente a este trabalho colaborativo, o corpo docente estrutura o conteúdo do curso na plataforma MOOC Técnico.

Resultados Alcançados

Objetivos dos cursos MOOC Técnico:

Como se pode perceber a partir do modelo pedagógico, os cursos MOOC Técnico têm como objetivo servir diferentes públicos: alunos e professores do secundário, alunos do 1º e 2º ciclos, tanto IST como alunos internacionais, e um público alargado, tanto nacional como internacional, que necessita de reciclar conhecimentos na área STEAM. Existe uma forte representatividade da comunidade Alumni nestes cursos. Relativamente aos conteúdos e à sua disponibilização online, os critérios principais são a relevância científica, tecnológica e pedagógica dos tópicos abordados, aliadas a conteúdos multimédia atraentes e apelativos em formato MOOC. Com estes objetivos em vista, estamos a conseguir projetar uma imagem do IST tanto a nível nacional, como internacional. O MOOC Técnico tem atualmente participação ativa em 2 projetos europeus financiados (World Pendulum Alliance 2019, FOSTOW 2019), e constituiu parcerias em mais 3 propostas 2020.

Re-edições melhoradas dos cursos MOOC Técnico:

Os vários cursos produzidos correram já em várias edições, totalizando 37 edições de cursos MOOC Técnico com uma participação de mais de 10000 inscritos. Em geral, uma edição decorre num intervalo de tempo limitado, entre 4 a 10 semanas, mas desde 2019 que se lançaram 2 edições self-paced (o MOOC sobre Matrizes de Markov, e o MOOC sobre Energy Services) que é um modelo de curso sem limite de tempo de inscrição, que poderá trazer ainda mais visibilidade ao projeto. Após cada edição de um curso MOOC faz-se uma reunião de balanço entre tutores e equipa donde sai um plano de melhoramento para a edição seguinte.

Resultados alcançados:

Os principais resultados até ao momento são, além da qualidade dos conteúdos e da sua apresentação (reconhecida em feedbacks expontâneos dos participantes dos cursos), a diversidade dos tópicos dos MOOC (ver lista), o reconhecimento por parte do corpo docente do IST da relevância dos cursos para as suas áreas de expertise (depois de um primeiro MOOC, voltam para fazer um segundo), 12 implementações de flipped-classroom com base nos MOOC, e finalmente a percentagem de 36% de participantes MOOC que são externos ao universo IST (i.e., não são atuais alunos IST, nem Alumni, nem funcionários) e vêm de 89 países. Finalmente, os cursos MOOC Técnico têm uma taxa de retenção superior a 30%, que comparada com a taxa de 7,7% dos cursos MOOC do edX é bastante superior.

Número de cursos MOOC por área:

Física: 3 MOOC produzidos e 3 MOOC em preparação; Matemática: 3 MOOC produzidos e 1 MOOC proposto; Engenharia e Tecnologia: 5 MOOC produzidos e 1 em preparação; Informática e Aplicações: 5 MOOC produzidos ou em produção e 2 em preparação.

Avaliação e Monitorização

O processo de design e produção dos cursos online usa as seguintes ferramentas de validação e monitorização do grau de adequação dos cursos ao público-alvo: formulários de inscrição na plataforma que permitem a identificação do perfil do participante; questionários inicial e final integrados em cada curso que é editado na plataforma MOOC Técnico; num futuro próximo será ainda possível analisar os muitos dados sobre as práticas de visualização dos vídeos, usando o dashboard do Learning Analytics que está associada à plataforma. A taxa de retenção elevada dos cursos online é a melhor prova de que os tópicos são relevantes e os conteúdos multimédia são apelativos.

Tanscrevemos algumas respostas retiradas dos questionários inicial (4 questões fechadas e 1 questão aberta) e final (18 questões fechadas e 4 questões abertas) de cada MOOC. Escolhemos as seguintes questões: 1) Quais são os seus principais objetivos para este curso?; 2) O curso correspondeu às suas expectativas/ aos seus objetivos iniciais? Justifique. Respostas à questão 1: “Novos conhecimentos numa área da engenharia diferente da minha, mas com a qual procuro aperfeiçoar e complementar o meu conhecimento.”, “Mejorar mis conocimientos acerca de la física de los drones”, “Mastery of the content to use it in my research.”, “To get a refresh on general aspects […] and to go a bit deep in a few topics […] ”, “More knowledge about how to build better and more sustainable energy services!”, “[…]uma vez que atualmente me encontro num curso de engenharia física […] procuro saciar a minha busca incessante pelo conhecimento da ciência.”, “Learn more about the topic […] learn how to finish a course online, by planning, having deadlines, and doing self-study”. Respostas à questão 2: “Superou as expetativas em termos do funcionamento […] foi uma experiência (uso do MOOC para flipped classroom) interessante nesse aspeto que até seria desejável ter noutras cadeiras”,“ […] possibilitou a revisão de conceitos que aprendi há 20 anos, mas que por motivos profissionais nao pude mais aprofundar […] ”,“ Sim, estava à espera que o curso ajudasse a ganhar tecnica […] e agora sinto-me mais à vontade depois de o fazer”. Os cursos MOOC estão sempre em constante processo de melhoramento, sendo que em cada nova edição, e como consequência da reunião de balanço, são introduzidas melhorias, não só nos conteúdos multimédia, mas também nos restantes conteúdos de texto, atividades interativas e de avaliação.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Tanto o design pedagógico dos cursos MOOC Técnico, como o processo de produção dos cursos online, têm provado ser eficazes mesmo com uma equipa pequena. Isto deve-se ao trabalho prévio e jornadas de reflexão (sprint design) sobre os procedimentos e organização do trabalho de equipa para criação de conteúdos relevantes e graficamente apelativos. Os relatórios publicados até à altura, que podem ser consultados na página (mooc.tecnico.ulisboa.pt), bem como as apresentações em conferências internacionais, e os artigos científicos publicados no âmbito do projeto têm sempre atraído a curiosidade da comunidade nacional e internacional para os cursos MOOC Técnico.

Os projetos co-financiados pela EU, principalmente o World Pendulum Alliance 2019 (com parceiros do Brasil e outros países da América Latina), e o FOSTOW 2019 (com parceiros de escolas europeias de referência, como UPV, Polimi, KTH), têm estreitado os contactos internacionais, em particular com outras equipas de design e produção de MOOC, como por exemplo a METID da Polimi, e a UPVx da UPV. Recentemente, após a submissão de uma proposta à Conferência Open edX 2020, fomos contactos pelo edX mostrando interesse na divulgação de um dos resultados do projeto FOSTWOM.

Benchmarking: Os cursos MOOC Técnico têm um custo associado e um tempo de produção (cerca de 6 meses), que se situa entre os MOOC produzidos pela a METID da Polimi (custos mais elevados e iguais tempos de produção) e os MOOC produzidos pela UPV (de baixo custo e com uma pós-produção de 2 meses). Será importante referir, que a produção de baixo custo da UPVx tem como resultado cursos online com um assumido pouco tratamento gráfico e com vídeos longos, que na nossa opinião poderão ser considerados pouco didáticos. Atualmente o MOOC Técnico está a trabalhar num modelo de negócio: alguns cursos gratuitos sem certificação, mas sempre abertos para atrair o público internacional, e cursos com certificação paga (verified certificates) para um público com interesses mais específicos.

 

Orientation Week – Semana de Acolhimento dos Alunos de Mobilidade

sábado, julho 27th, 2019

Internacionalização 2019

Núcleo de Mobilidade e Cooperação Internacional (NMCI); Núcleo de Apoio ao Estudante (NAPE – IST)

Implementação da Boa Prática

A Semana de Acolhimento (SA) dos estudantes de mobilidade (EM) incoming decorre no 1º e no 2º semestre, na semana anterior ao início das aulas.

Os EM incoming recebem previamente o programa da SA e promove-se a sua aproximação pela criação de grupos nas redes sociais.

À chegada ao Técnico, os EM incoming são recebidos pelo NAPE e Mentores de Mobilidade (MM), estudantes regulares que apoiam o processo de integração e adaptação ao Técnico, que esclarecem questões, realizam a visita ao Campus e dinamizam atividades culturais e de desenvolvimento de competências. De seguida o NAPE encaminha os EM para o NMCI para finalizarem o seu processo administrativo.

No 1º semestre a SA tem lugar no Salão Nobre da parte da tarde, com a presença do NMCI, NAPE, GOP, Tesouraria, AEIST e agências bancárias. Segue-se um coffee-break de convívio. No 2º semestre os EM são rececionados nos próprios serviços.

Durante a SA é organizada a Culture Clash, cujo objetivo é a integração dos EM na Escola e na sociedade – o NMCI aborda várias fases de adaptação ao país, modo de vida, cultura e gestão do dia a dia; o NAPE disponibiliza apoio personalizado na utilização do Fénix.

Os EM do Campus TagusPark têm uma sessão de boas-vindas local.

Na sexta-feira de manhã organiza-se a Cerimónia de Boas-Vindas, com apresentações do Vice-Presidente para os Assuntos Internacionais, NMCI, NAPE e PSP. Após a fotografia de grupo, seguem-se visitas aos Departamentos, o discurso de boas-vindas pelo Presidente do Técnico e um almoço oferecido pela Escola.

Os EM podem inscrever-se na Orientation Week, um programa de atividades de integração sociocultural da responsabilidade do NAPE, que inclui:

– Sexta-feira – Portuguese Evening (serão de gastronomia, música e história Portuguesa), Sunset Party ou Boat Party;

– Sábado – City Rally pela cidade e jantar de grupo com comida típica, seguido de uma Night Out num clube noturno de referência de Lisboa;

– Domingo – Aula de Surf, Belém Tour, Sintra Trip ou Beach Day.

Resultados Alcançados

A participação dos estudantes de mobilidade na Semana de Acolhimento aumentou significativamente devido ao envolvimento de toda a Escola neste processo.

Um dos resultados a destacar é a integração dos Coordenadores de Mobilidade (CM) na Cerimónia de Boas-Vindas e na organização de uma visita ao Departamento e Laboratórios seguida da sessão de apresentação do Programa de Mestrado, tendo total liberdade para definirem as atividades que considerarem mais adequadas.

Estas atividades têm apresentado resultados muito positivos: por um lado os estudantes têm a possibilidade de conhecer o CM antes do início das aulas, facilitando posteriores contactos entre ambos e diminuindo a distância que possa existir entre estudante e professor; por outro lado, os estudantes têm a oportunidade de conhecer o Departamento e as instalações que irão frequentar durante todo o período em que forem estudantes do Técnico, bem como os seus restantes colegas, visto que muitos CM optam por juntar a Sessão de Boas-Vindas aos estudantes incoming com a Sessão de Boas-Vindas aos estudantes de mestrado regulares, promovendo a sua integração na Escola e fomentando o espírito internacional do Técnico.

Do ponto de vista de integração dos estudantes, o fim-de-semana completo de atividades permite não só que os estudantes interajam e criem laços entre si com aqueles que serão os seus colegas durante o período que passam no Técnico, como também que conheçam a cidade que os acolherá durante o mesmo e ainda alguns sítios emblemáticos que, talvez de outra forma, não tivessem a oportunidade de conhecer.

A taxa de participação dos estudantes é muito elevada, havendo inclusive repetições de participação por parte de estudantes que permanecem no Técnico por mais do que um semestre, demonstrando que este programa é bastante valorizado por parte dos estudantes incoming.

A Orientation week permite ainda que os estudantes conheçam os Guias do NAPE e os seus Mentores, a quem podem recorrer ao longo do período que permanecem no Técnico para os apoiar em qualquer assunto relacionado com a sua adaptação e desenvolvimento.

O excelente feedback obtido por parte dos estudantes e os seus constantes elogios comprovam o impacto positivo desta prática, reconhecida por toda a comunidade como um sucesso, devendo ser por isso ser perpetuada nos semestres vindouros.

Avaliação e Monitorização

Várias melhorias foram sendo introduzidas ao longo dos anos até se chegar ao modelo atual.

Inicialmente a organização era exclusiva do Núcleo de Mobilidade e Cooperação Internacional, tendo sido posteriormente integrada na Semana de Acolhimento dos novos estudantes com a participação de toda a Escola.

A Cerimónia de Boas-Vindas foi também substancialmente melhorada. Os CM (ou seus representantes) passaram a participar neste evento, onde são formalmente apresentados aos estudantes, levando os estudantes aos seus departamentos, onde organizam uma Sessão de Boas-Vindas.

Este modelo de receção aos estudantes de mobilidade foi pioneiro e teve início em setembro de 2016, pelo que foi necessário avaliar junto dos CM o impacto e pertinência desta Cerimónia. Foi enviado um Questionário aos 21 CM convidados, obtendo-se os seguintes resultados:

  • 7 CM indicaram que a Cerimónia decorreu muito bem e que a mesma deverá ser mantida por ter apresentado melhorias significativas face aos anos anteriores;
  • 2 CM valorizaram, em particular, o espaço dado para a realização da conversa individual com o seu grupo de estudantes, e que permitiu que os Coordenadores se apresentassem e dessem as primeiras informações gerais aos novos estudantes;
  • outros CM salientaram a fotografia de grupo, o ritmo e ambiente do evento.

De forma a monitorizar a evolução da receção aos estudantes o NAPE implementou uma série de instrumentos de avaliação nomeadamente inquéritos de satisfação aos estudantes participantes na semana de acolhimento, que estes preenchem a partir do último dia das suas atividades e num prazo de uma a duas semanas. Posteriormente é efetuada uma análise do número de participantes em cada uma das atividades da Oweek, nas quais existe controlo do número de presenças, para fins estatísticos. Também é possível avaliar, com base na interação diária com os estudantes, o seu interesse e satisfação com as diversas atividades desenvolvidas no âmbito da sua integração.

Na generalidade os estudantes avaliam as atividades com nota entre 4 e 5 numa escala de 1 a 5, onde 5 representa total satisfação e 1 total insatisfação. No último semestre obtivemos uma taxa de participação dos estudantes incoming acima de 70%.

No inquérito de satisfação existe também um campo de sugestões e comentários, que são tidos em conta na planificação das atividades da Orientation week seguinte, bem como perceber as suas preferências, os aspetos que correspondem às suas expectativas e aqueles a melhorar.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O carácter inovador reside no facto de integrar os EM nas atividades oficiais de acolhimento e boas-vindas que o Instituto Superior Técnico organiza anualmente, contribuindo assim para um maior sentimento de pertença à comunidade IST e para uma melhor integração no ambiente e na estrutura da Escola, por parte dos estudantes incoming, que todos os anos chegam à Escola no 1º e 2º semestre.

A SA, Welcome Ceremony e Welcome Sessions são um exemplo de práticas que foram transferidas do modelo de acolhimento ao estudante regular, desenvolvido pelo Conselho Pedagógico do IST e pelo NAPE, e adaptadas aos estudantes de mobilidade.

Esta necessidade decorreu não só do significativo aumento de estudantes incoming nos últimos anos, mas sobretudo da vontade que a Escola tem de uniformizar e integrar todos os estudantes, independentemente da sua nacionalidade, tipo de ingresso ou tempo de permanência no IST.

No que diz respeito às atividades incluídas na Oweek e proporcionadas aos estudantes, estas demonstram uma preocupação acrescida com a sua integração e adaptação a uma escola e a uma cidade que, não sendo as suas, o serão durante o semestre que se lhes avizinha.

Existe uma constante procura em inovar e melhorar o programa, de acordo com feedback recebido e a nossa própria experiência, daí que em todas as edições seja feito um levantamento exaustivo de todas as possibilidades, no que diz respeito às atividades, percursos, refeições e experiências que podem ser oferecidas aos estudantes incoming.

Esta prática é uma mais-valia para todos os intervenientes, sendo uma oportunidade de realizar um trabalho de colaboração entre serviços do Técnico, permitindo aos estudantes regulares o envolvimento neste processo e o contacto com novas realidades, o desenvolvimento de soft-skills e a melhoria da sua vivência académica, beneficiando de uma experiência sociocultural única. Para além dos benefícios inerentes ao programa, os estudantes incoming levam consigo o know-how do mesmo, podendo ser replicado nas suas instituições de ensino superior. O facto de recebermos estes estudantes das mais diversas origens, permite-nos também aprender com outros contextos e iniciativas das outras instituições.

Assim, e no que concerne à transferibilidade da prática, o sucesso não poderia ser maior ou melhor atestado pela continuidade da mesma e envolvimento dos diversos atores da comunidade académica: NMCI, NAPE e CM.

Programa de Embaixadores Internacionais do Técnico

quinta, julho 26th, 2018

Internacionalização ● 2018

Sílvia Santos (NMCI)

Implementação da Boa Prática

O Técnico é contactado com regularidade pelos seus parceiros no sentido de incentivar os seus estudantes, que se encontram a realizar um período de mobilidade nessas escolas, a participarem nas suas feiras, aproveitando para fazer a divulgação do Técnico.

Neste sentido, a Área Internacional criou o Programa de Embaixadores Internacionais do Técnico em 2016, operacionalizado pelo NMCI, com vista à criação de uma rede de embaixadores Internacionais que colaborarão na divulgação e na promoção do Instituto Superior Técnico junto dos nossos parceiros, durante o seu período de mobilidade.
Estes embaixadores poderão ser estudantes nacionais que farão a representação do Técnico aquando da sua mobilidade ou, por outro lado, estudantes estrangeiros que se encontram a realizar um período de mobilidade no Técnico, e que demonstrem interesse em se tornarem nossos embaixadores Internacionais, atuando também como interlocutores e promotores privilegiados do Técnico.

Este programa aposta ainda numa ação de sensibilização aos estudantes, capacitando-os para apresentarem institucionalmente o Técnico, divulgar os seus programas de mobilidade e de estudo. A formação em imagem (Powerpoint e Prezzi) e em Comunicação (Como comunicar eficazmente, Assertividade, Do’s e Dont’s) é efetuada por colaboradores do Núcleo de Desenvolvimento Académico. A formação sobre o Técnico (Factos e Números, História do IST, apresentação programas de Mobilidade/regras, etc) é efetuada pelo NMCI.

O trabalho dos Embaixadores Internacionais será apoiado e complementado por suportes físicos e digitais, entre outros: flyers, booklets, apresentações de PowerPoint e vídeos.

São abertos dois períodos de candidaturas, no 1º e 2º semestre de cada ano letivo, respetivamente nos meses de outubro e abril.

Resultados Alcançados

Em 2016/17 foram formados 24 embaixadores internacionais. Destes 24 embaixadores apenas 6 estudantes já submeteram o relatório, sendo uma aluna italiana de Génova e 5 estudantes Portugueses que fizeram mobilidade na Alemanha, na China e na República Checa no 2º semestre de 2016/17. Estão a ser emitidos os respetivos Certificados de Participação.

Aguarda-se o envio dos restantes relatórios.

De acordo com a informação que consta destes relatórios, o interesse e participação dos alunos locais foram bastante significativos.

Em termos práticos ainda é cedo para obter resultados, uma vez que este trabalho de divulgação do Técnico pelos embaixadores foi desenvolvido no 2º semestre de 2016/17, pela primeira vez. Uma grande parte dos embaixadores formados em 2016/17 efetuou a mobilidade apenas durante este ano letivo de 2017/18.

Avaliação e Monitorização

Após a participação nas várias ações de formação, os estudantes têm de efetuar a sua própria apresentação, que será feita em Inglês, com exceção do Brasil, que pode ser em Português. São agendadas várias sessões de apresentação de 15 minutos cada. Estas apresentações são enviadas para o NMCI, que coloca as melhores numa Google drive, à qual têm acesso todos os estudantes envolvidos. É-lhes recomendado que melhorem as suas apresentações, tirando exemplos das melhores apresentações disponibilizadas e sempre que necessário são chamados à atenção quando falham alguma informação importante nas suas apresentações.

É ainda fornecido aos estudantes uma pen com a apresentação do Técnico, com informação sobre cada slide da apresentação e outras informações úteis. Após a realização das apresentações é oferecido aos alunos um pack que contém uma T-shirt, uma Hoodie, um identificador com uma fita do Técnico.

Quando os estudantes estrangeiros regressam às suas universidades de origem, ou os estudantes Portugueses (ou Internacionais regulares) realizam os seus períodos de mobilidade nas universidades de acolhimento, tentam envolver-se nos eventos internacionais organizados nas respetivas universidades (de origem ou de acolhimento). Para isso devem contactar os gabinetes Erasmus ou de Relações Internacionais, solicitando o seu envolvimento nas várias atividades de internacionalização organizadas localmente.

Alguns estudantes tiveram dificuldade em conseguir integrar-se num evento e solicitaram ajuda ao NMCI para contactar diretamente os parceiros. Pontualmente conseguiram-se ultrapassar as dificuldades e a maior parte conseguiu integrar-se num evento local.

O NMCI pode ainda ajudar os embaixadores internacionais contactando antecipadamente os parceiros e informando-os da presença nas suas universidades destes embaixadores, solicitando que os integre nos seus eventos internacionais.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Pela primeira vez no Técnico os estudantes tiveram preparação para ajudar na divulgação do Técnico no estrangeiro, efetuando campanhas de marketing para atrair estudantes internacionais.

O programa teve bastante sucesso entre os alunos regulares do Técnico selecionados para um período de mobilidade e os alunos internacionais em mobilidade no Técnico.

De acordo com os seus testemunhos, todos eles sentiram orgulho em poder representar o Técnico.

ATHENS Programme – Atividades Culturais

quarta, julho 26th, 2017

Internacionalização ● 2017

Duarte Donas Bôto (NAPE)

Implementação da Boa Prática

O programa ATHENS (Advanced Technology Higher Education Network) é um curso de mobilidade com a duração de uma semana, ocorrendo duas vezes por ano (março e novembro). Este programa foi criado em 1996 e nele colaboram 16 universidades europeias.

O objetivo deste programa pretende reforçar a aprendizagem na área abrangida por cada curso disponível nas faculdades parceiras, mas também proporcionar aos participantes a descoberta cultural da cidade e do país. É neste sentido que o NAPE atua, sendo responsável pela organização de atividades de cariz cultural ao longo de toda a semana. Paralelamente, todos os procedimentos académicos dos alunos/cursos são geridos pelo NMCI – Núcleo de Mobilidade e Cooperação Internacional.

Ações: O programa cultural começa sábado com a receção oficial do Técnico e do NAPE, com a presença de Guias do NAPE e do Vice-Presidente para os Assuntos Internacionais. Este primeiro dia é dedicado a descobrir Lisboa: zona de Belém (Mosteiro dos Jerónimos e Padrão dos Descobrimentos) e zona histórica de Lisboa (Sé de Lisboa, Castelo de São Jorge e Terreiro do Paço); ao longo do dia, os participantes têm ainda a oportunidade de provar pastéis de Belém. À noite, temos um jantar de comida tradicional portuguesa. No domingo, visitamos o Cristo Rei, a vila de Sintra (Castelo dos Mouros, centro da vila) e o litoral português (Cabo da Roca, Cascais) e damos a provar os tradicionais travesseiros e as queijadas de Sintra. Durante o resto da semana, no final de cada dia de atividades letivas, o programa é ainda composto por vários eventos de socialização: “Rally Técnico”, International Barbecue, visitas guiadas ao terraço das torres do campus Alameda e ainda um Farewell Dinner.

Recursos:

  • Humanos: no planeamento e organização da atividade estão envolvidos 6 Guias do NAPE, bem como a equipa de coordenação do gabinete.
  • Logísticos: para a realização das atividades, são alugados autocarros durante o fim de semana.

Calendarização: O planeamento das atividades inicia-se 2 meses antes de cada sessão, que se realiza no 2º fim de semana de março/novembro.

Resultados Alcançados

Os objetivos do programa ATHENS definem-se como:

  1. aprendizagem de uma área abordada nos cursos disponíveis;
  2. visita e conhecimento da cidade por parte dos participantes, através de atividades culturais;
  3. Divulgação do Técnico Lisboa.

Método: De forma a avaliar o sucesso deste programa, são realizados questionários de satisfação aos participantes, após conclusão do curso. Este questionário inclui também questões sobre as atividades letivas, que não referiremos nesta secção.

A parte do questionário relativa às atividades culturais tem por base várias áreas: motivação e preparação; organização do curso; responsabilidade e competência do professor; condições gerais; atividades culturais; avaliação global. Todas as perguntas de avaliação são avaliadas numa escola de 1 a 5 (sendo 5 a nota máxima).

Resultados (última sessão – março 2017): Dos 73 participantes nesta edição, obtivemos 80% de respostas (59 pessoas); o prazo de resposta foi de 7 dias. Relativamente à secção das atividades culturais pode ser destacado o facto de todas as questões terem tido uma avaliação média acima de 4,6 (escala de 1 a 5).

[Breve resumo] O índice de satisfação com a comunicação entre os Guias do NAPE e os participantes obteve uma pontuação média de 4,81, enquanto que o desempenho global do NAPE durante todo o fim de semana cultural obteve uma pontuação média de 4,79. Mais especificamente, o Farewell Dinner obteve uma classificação média de 4,64 e, ainda, a apresentação do NAPE sobre o Técnico obteve uma pontuação de 4,66 nos parâmetros de organização e clareza. De um ponto de vista geral de todo o fim de semana cultural, foi obtida uma classificação média de 4,74.

Na verdade, quando questionados acerca do que tinham mais apreciado durante toda a semana do curso em Lisboa, a maioria dos alunos respondeu as atividades culturais e sociais organizadas.

Tendo em conta que a principal responsabilidade do NAPE neste programa é proporcionar aos alunos uma experiência de cariz cultural o mais completa possível, podemos afirmar que os objetivos propostos foram cumpridos com sucesso e os participantes recomendam este programa.

Avaliação e Monitorização

De modo a avaliar o sucesso do programa ATHENS, são utilizados dois principais processos de avaliação, um interno e outro externo.

O processo interno de avaliação consiste na elaboração de um relatório interno, com base nas reuniões de equipa após a realização de todo o programa cultural. São analisadas todas as atividades organizadas (fim de semana, Rally Técnico, International Barbecue, visitas guiadas às torres e Farewell Dinner) e feita uma avaliação dos pontos positivos e negativos de cada uma. Por fim, é ainda realizada uma reunião geral com todos os colaboradores (Guias) do NAPE, com vista à transmissão de informação e conhecimentos a toda a equipa, que são então condensados num relatório de atividade.

O processo externo de avaliação consiste num inquérito de satisfação criado pelo NAPE em colaboração com a AEP – Área de Estudos e Planeamento, que é responsável pelo envio do mesmo a todos os participantes do programa e ainda o respetivo tratamento das respostas. É elaborado um relatório com base nas respostas, que é enviado ao NAPE e ao NMCI para futuros aperfeiçoamentos.

Graças a estes dois processos de avaliação, tem sido possível melhorar a organização do programa ATHENS a cada edição, uma vez que deste modo os pontos a melhorar são identificados e prontamente introduzidos na edição seguinte.

Como propostas de melhorias, no ano passado foi sugerido serem realizadas mais atividades durante a semana para promover uma melhor integração dos participantes. Como tal, nesta última edição, foi organizado o International Barbecue, para o qual foram convidados, não só os participantes do programa ATHENS, mas também os alunos de mobilidade que se encontram a estudar no Técnico.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A combinação de práticas de cariz sociocultural como as que desenvolvemos no âmbito deste programa, juntamente com outras iniciativas já realizadas por diversos organismos internos no Técnico, visam promover uma melhor e mais bem organizada receção de alunos, docentes e outras pessoas na nossa faculdade.

Com base na nossa experiência, ao longo dos últimos 25 anos, a inclusão de atividades de natureza sociocultural no âmbito da realização de atividades académicas é um fator preponderante na integração dos alunos, docentes e não docentes estrangeiros na comunidade académica do Técnico e também na comunidade portuguesa.

Esta atividade pode ser facilmente replicada por diversas entidades internas do Técnico que promovam atividades de intercâmbio para diferentes públicos-alvo, tanto ao abrigo de um programa de estudos (curso Athens, curso de verão, programa de intercâmbio, entre outros) como também no âmbito de atividades científica e tecnológica (conferência, reunião, entre outros).

Workshops (de arquitetura) de intercâmbio internacional

quarta, julho 26th, 2017

Internacionalização ● 2017

Francisco Teixeira Bastos, Daniela Arnaut,  Teresa Heitor (docentes DECivil)

Implementação da Boa Prática

Programa de duas workshops temáticas específicas intensivas na área da arquitectura, que envolvem o IST e outra universidade europeia. Cada uma a ser desenvolvida numa das universidades, na qual os estudantes da outra universidade são integrados. Duracao de cada evento: 1 semana. Calendarizacao: 2 semanas intercalaras no 2 semestre. Envolve os professores de projecto e os alunos de um ou mais anos. No caso do Workshop a desenvolver no IST, Integra-se na actividade do “projecto relâmpago” que tem lugar na 1a semana do 2semestre. Projecto desenvolvido: abordagem de uma situação/problema lançado através de um método que consiste em 4 etapas: conceptualizacao, estratégia, projecto e comunicação. O trabalho é desenvolvido em grupo com elementos das duas universidades. Lançado com apresentações teóricas e temáticas. Termina com apresentação perante júri, dos resultados.

Resultados Alcançados

“Existem dois tipos de resultados nesta acção:

Os relativos ao proprio projecto propriamente dito, que consistem normalmente na capacidade de cada grupo ter formulado um conceito de abordagem, definido uma estratégia e elaborado um porojecto de resposta concreta ao problema. Para alemdisso, ter tido a capacidade de a comunicar graficamente e apresentar oralmente.

Os relativos à experiência pedagógica, sendo considerados os mais interessantes. Em primeiro lugar, entender e respeitar o “”outro”” enquanto elemento igual e colaborante para uma acção, percebendo o que as diferenças culturais influenciam a percepção da realidade e o imaginário para a procura das soluções. Seguidamente, a capacidade de organizar uma equipa baseada na capacidade individual e na complementaridade das acções. Finalmente, a aprendizagem de uma boa gestão do tempo para uma resposta atempada e competente.”

Avaliação e Monitorização

Ambas as experiências são monitoradas e avaliadas pelos professores envolvidos. A experiência de Lisboa é posteriormente objecto de exposição e de produção de um filme de divulgação. Do workshop de Londres 2016 foi elaborado um livro digital, em conjunto com alunos de sistematização de resultados e divulgação. Ambos os conteúdos são passíveis de serem disponibilizadas para análise. Eventualidade de criar futuramente uma pagina web de divulgação.

Carácter Inovador e Transferibilidade

“A inovação da pratica consiste em cruzar duas comunidades de estudantes em estágios de formação idênticos no Mestrado Integrado com culturas de origem e académicas distintas promovendo a intercomunicação e a troca de experiências em regime intenso de trabalho. A observação dos alunos que passaram por esta experiência foi de um salto de maturidade e abertura ao conhecimento evidentes pelo facto de a terem tido. Igualmente é sentida uma maior segurança na prossecução dos seus objectivos nos anos seguintes.

Apesar de ser efectuada na área de arquitectura, este experiência pedagógica é replicáveis a todas as áreas que envolvem desenvolvimento de conhecimento pela pratica.”