Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

Archive for the ‘Educação Superior’ Category

Recuperar, organizar e disponibilizar informação digital na Bibliotecado IST: uma realidade em movimento

terça, outubro 12th, 2021

Educação Superior ● 2021

Isabel Vaz Marcos, Helena Laranjeira de Sousa

https://bist.tecnico.ulisboa.pt/

Implementação da Prática

O desenvolvimento das tecnologias e redes de comunicação tem provocado alterações profundas na sociedade, impulsionando o nascimento de novos paradigmas e modelos de comunicação educacionais. Neste contexto, a disponibilização de informação em formato digital ganha um peso exponencial no sucesso da aprendizagem. O processo de evolução das bibliotecas tem acompanhado o desenvolvimento desta tendência. A passagem da cultura impressa para a cultura digital impôs aos serviços a aquisição de novas competências para a conceção e disponibilização de conteúdos digitais, que a par dos recursos impressos ofereçam aos utilizadores um contato rápido e direto com a informação, sem que esta esteja circunscrita no tempo e lugar. A Biblioteca do IST foi pioneira na aquisição de revistas em formato digital. Há registos da existência de mais de 500 títulos antes do início da B-on (2004) e, mesmo depois, subscreveram-se revistas de editores que não integravam o consórcio. No decorrer do tempo, a B-on foi crescendo com a inclusão de mais periódicos e o IST foi cancelando as assinaturas. A necessidade de reunir num único ponto de acesso toda a informação fez com que a Biblioteca implementasse a prática de agregar e referenciar no catálogo os recursos comuns, permitindo que um utilizador ao realizar uma pesquisa, aceda de forma imediata à informação, deixando de ser relevante a base onde está alojada. Ao longo dos anos, foram delineados outros projetos de biblioteca digital que também estão em curso: disponibilizar na página web da Biblioteca outros catálogos e recursos digitais de acesso livre; criação de um ponto de acesso único para as dissertações defendidas no IST; digitalização de teses e dissertações anteriores a 2007, com vista a sua disponibilização em acesso aberto.Recentemente, em 2016, em articulação com os serviços da Reitoria, foi adquirido o Portal EDS, que permite agregar toda a informação disponível na Biblioteca do IST e nas restantes escolas da Universidade de Lisboa.

Resultados Alcançados

Projeto Gestão de Recursos Digitais

Atualmente existem 21776 títulos de periódicos em formato digital e em acesso integral. Deste total, 21712 são disponibilizados pela B-on e 64 são adquiridos pelo IST. É subscrita também uma base de dados na área da matemática. No que respeita a e-books, existem 20798 recursos, maioritariamente da Springer e do IEEE (Conference proceedings), todos em acesso integral.

Nesta primeira fase do projeto a fusão das bases ocorreu somente nas revistas (1340) e livros (1575) adquiridos pela Biblioteca e também existentes na B-on e outras bases, em que toda a informação foi coletada no catálogo bibliográfico (exemplo: Physical review letters). Tendo obtido autorização da Springer para disponibilizar o acesso integral aos restantes e-books, uma vez que são subscrições perpétuas, está prevista na fase seguinte do projeto a sua disponibilização no catálogo.

Projeto: Biblioteca Digital: outros recursos

A constatação da existência de um conjunto significativo de recursos grátis e com conteúdos informacionais fidedignos, levou a criação na página da Biblioteca de um separador organizado por diversas tipologias de fontes de informação, com a finalidade de orientar os utilizadores na busca de recursos. Partindo das necessidades de informação diagnosticadas, destacámos links para: Revistas de acesso livre; Portais de teses; Repositórios; Bibliotecas nacionais; Bibliotecas estrangeiras; Referências online; Recursos diversos. É uma pagina em manutenção, sendo reavaliada periodicamente.

Projeto: Dissertações de mestrado defendidas no IST

Esta coleção de trabalhos académicos é composta atualmente por 16694 títulos em formato impresso e digital. Até 2006, a documentação existe apenas em papel. Com a implementação do Processo de Bolonha (2006-2007) as dissertações passaram também a estar disponíveis em formato digital e, em 2013, deixaram de existir em suporte impresso. Esta mudança de suporte originou alguma dispersão da informação e o principal objetivo deste projeto é reunir e disponibilizar, a partir de um ponto de acesso único, todos estes conteúdos informacionais.

Projeto de Digitalização de teses e dissertações defendidas no IST

A existência de mais do que um exemplar em formato papel de um numero significativo de teses e dissertações e o desejo de poder disponibilizá-las em acesso aberto, levou a que em 2017 tivesse início um projeto de digitalização destes documentos. Foi montado um processo que passou pelo desmembramento dos exemplares duplicados, digitalização e constituição de um documento em PDF com OCR. Até final de 2019, foram digitalizados 4500 trabalhos académicos. A etapa seguinte do projeto passará por solicitar aos autores autorização para disponibilizar no catálogo da Biblioteca o acesso ao texto integral. Uma vez obtida esta autorização, será criado um registo bibliográfico com a hiperligação ao documento, aumentando desta forma a oferta de conteúdos digitais.

Avaliação e Monitorização

A monotorização e avaliação apresentada está baseada em dados estatísticos de visualização e de utilização.

Projeto Gestão de Recursos Digitais

A contratualização da B-on é feita de forma global, no contexto da ULisboa, não tendo acesso a dados estatísticos específicos da comunidade IST. Os números anuais ultrapassam mais de um milhão de pesquisas e downloads e, considerando a dimensão do IST no contexto das 18 escolas, é expectável que uma percentagem significativa dos acessos provenha dos IPs do IST. Quanto às restantes bases de dados e títulos de revistas subscritas (64), somamos, em 2020, mais de 47471 pesquisas e downloads. Estes dados estatísticos foram solicitados diretamente às editoras. Em termos de monitorização, no final de cada ano civil é necessário contactar as editoras, solicitar os orçamentos, contactar os departamentos e iniciar o processo de contratação. Durante o ano é necessário verificar com alguma regularidade os links, as abrangências temporais dos periódicos e responder a pedidos de ajuda.

Projeto: Biblioteca Digital: outros recursos

A partir do Google Analytics é possível obter um resumo da navegação da página web da biblioteca a partir dos seus vários itens. Desta forma, verificámos que, em 2020, ocorreram cerca de 9000 acessos as estas bases. Durante a pandemia foram disponibilizados recursos gratuitos de editoras como a Taylor Francis, Cambridge, Springer, etc. Contabilizámos cerca de 1000 pesquisas efetuadas a partir da Página da Biblioteca, não tendo sido possível acrescentar os acessos diretos feitos através dos links divulgados no Facebook e Instagram.

Projeto: Dissertações de mestrado defendidas no IST

A manutenção da qualidade deste serviço exige monitorização constante a vários níveis:manter a qualidade dos conteúdos informacionais que constam na Página; assegurar a qualidade e uniformização dos dados bibliográficos dos registos, a fim de facilitar a recuperação da informação; verificar anualmente a oferta formativa de mestrados; articular os mestrados em parceria.

No que respeita à avaliação, constatou-se uma progressiva procura de utilização deste serviço. Em 2019, registaram-se cerca de 7200 acessos e, em 2020, foram contabilizados mais de 9100 acessos.

Projeto de Digitalização de teses e dissertações defendidas no IST

O grande desafio deste projeto é a recuperação de informação de contacto que que permita solicitar aos autores a autorização para disponibilizarem o trabalho académico em acesso aberto.

 

Carácter Inovador e Transferibilidade

No contexto das instituições universitárias, a constituição de uma biblioteca digital deverá satisfazer a sua comunidade ao nível dos conteúdos e do acesso à informação e deverá ser capaz de garantir a preservação dos documentos a longo prazo. Esta realidade já está em curso e constitui um dos objetivos estratégicos de desenvolvimento da Biblioteca do IST.

A constituição da Biblioteca digital está a ser equacionada em três dimensões:

1.Consolidação de um acervo digital com informação atual, adequada às necessidades existentes, pertinente e fiável, fundamental para o sucesso da aprendizagem e para o progresso do conhecimento.

  1. Devido ao elevado custo desta informação junto das editoras, é necessário ter capacidade negocial e estabelecer consórcios de cooperação junto de parceiros internos e externos (compras conjuntas entre instituições)
  2. Organizar e inserir estas coleções digitais em sistemas agregadores que facilitem a pesquisa e o acesso, rentabilizando o tempo do utilizador: catálogo de Biblioteca e o Portal Agregador da ULisboa, Ebsco Discovery Services (EDS)

2.Potenciar a divulgação da produção científica da comunidade IST que não entra nos circuitos comerciais

  1. Teses, dissertações e outros trabalhos académicos
  2. Trabalhar a partir de conteúdos digitais existentes no Fenix e digitalizar informação retrospetiva, só existente em formato papel
  3. Utilizar uma interface que conjugue objetos e meta dados e que permita a navegação, nomeadamente a pesquisa
  4. Utilizar o OCR para permitir a pesquisa de conteúdos
  5. Trabalhar em parceria com a DSI no âmbito do Repositório Institucional-Sotis
  6. Divulgar o património antigo bibliográfico e documental do IST
  7. Definir políticas internas e criar um documento, Best practice guidelines for digital collections, que defina os procedimentos de seleção de coleções, sua digitalização e divulgação
  8. Definir as coleções a digitalizar (valor histórico e patrimonial)
  9. Garantir a qualidade da digitalização e utilizar o OCR
  10. Garantir a preservação
  11. Projetos em curso
  12. Revista Técnica. Projeto em duas fases. A 1ª fase está concluída: digitalização de todos os números e divulgação através do catálogo da Biblioteca e da página web da AEIST. Na 2ª fase recuperar os conteúdos de cada número e individualizar o seu tratamento documental de forma a facilitar a recuperação desta informação
  13. Professores antigos do IST. Recolher, organizar, digitalizar e divulgar trabalhos de alguns dos professores mais importantes.

Supervision of master theses based on Scrum

terça, outubro 12th, 2021

Educação Superior ● 2021

Miguel Mira da Silva

https://link.springer.com/article/10.1007/s10639-021-10433-2

Implementação da Prática

The success rate of a master program on Information Systems and Computer Engineering (MEIC) in a Portuguese university is very unsatisfactory. However, the success rate of a group of students that were supervised based on the Scrum framework was much higher.

In this study we assessed the current situation and identified the benefits of using Scrum to supervise master’s theses. The evidence suggests that this approach increases the number of students successfully completing their theses.

This proposal discusses the issues at stake and summarizes a qualitative study with focus on the actual practices and benefits reported by students in the master program. We found that some techniques in the Scrum framework can address existing problems in the development of master theses with very positive results

Resultados Alcançados

The success rates of students who were supervised based on Scrum was very high compared to the global rates presented in the studies published by NEP. For example, in the 2012/2013 academic year, only 30% of the students enrolled in the Alameda campus and 32% of those enrolled in the Taguspark campus were successful in their master theses. Those numbers improved in the following years, but until 2016/2017 they never exceeded 55% in both campuses. However, the students supervised based on Scrum had 80% to 100% success rates in those academic years.

Our findings are in line with the results obtained by Mariz et al. (2010), showing a

positive correlation of the methods used in the success of a software development

project to the success of an academic thesis project, whenever the Scrum framework is used. With frequent meetings and a high commitment to the tasks discussed in the planning phase, the agile methodology becomes a relevant factor in the successful development of a master thesis.

The most significant benefits of adopting agile methods are knowledge, learning, feedback, and confidence Solinski and Petersen (2016). We can map these benefits to the evidence given by students, specifically during the review phase and the exchange of experiences in group meetings.

The practices we identified are: iteration, planning, meeting, iteration review and retrospective, face-to-face communication, small self-organizing cross-functional teams, frequent planning/reporting, and prioritized list of requirements.

However, in what concerns the practice of small self organizing teams, and considering that a thesis is rather individual, the key stakeholders are the student and the supervisor, and therefore we cannot map this practice to theses.

Concerning the prioritized list of requirements, we also cannot map this practice to

our results, since participants only developed a backlog of tasks they planned to implement in a Sprint, or tasks that had not yet been allocated to a Sprint.

Sprints and meetings between the stakeholders foster communication Rover et al. (2014). The benefits originating from these practices are teamwork, product quality, customer focus and iterative development. Benefits such as teamwork were not referred to by students since the thesis is associated with a student.

Regarding the iterative development, Rover et al. (2014) state that ‘bi-weekly meetings kept students accountable and motivated them to spread work throughout the semester’, which was also reported by the participants in our study as a positive factor towards delivering the master’s thesis within the stipulated time.

Begel and Nagappan (2007) highlight the top benefits of agile methods in order to

form a ranking of common benefits. The top three benefits perceived by participants

were: improved communication, quick releases and fast response to change (flexibility of design).

Avaliação e Monitorização

This study highlighted the value of several Scrum events in the development of academic theses: Sprint Planning meeting, Sprint Review meeting, frequent work deliveries, feedback and collaboration. Moreover, regarding the insufficient knowledge transmission, participants pointed that having group meetings was an opportunity to follow-up on the work of other students, learn with their ideas and developments, and learn from their mistakes.

However, Scrum has specific roles, such as Product Owner, Scrum Master and Team Member, which have specific responsibilities that are not appropriate for an academic context such as thesis development. So, to answer our preliminary question: is the Scrum project management framework applicable to supervising theses?

To a certain extent, yes. In what concerns our main research objective, we found that the adoption of Scrum and many of its methods can positively influence the success of a master thesis development process, thus overcoming the issues previously stated by students who were not satisfied with the supervision. In essence, the adoption of Scrum may be a way to foster communication and organization between students and supervisors, generating positive feedback, and improving the work in progress.

Looking back, considering that we could not find any previous study on the subject of Scrum applied to the supervision of theses, our research had to examine the experiences and use of the Scrum framework by a small group of students in a specific institution, spanning a few years. Based on qualitative data gathered through interviews we were able to find out which practices of Scrum and agile were more appropriate, and which benefits were generated by them. We also compared our results with the work of other researchers in somehow different contexts.

However, a more systematic and in-depth analysis of the implementation of Scrum in the academic context is needed, considering the subjective experiences of participants, but advancing beyond an exploratory research endeavor.

Carácter Inovador e Transferibilidade

We investigated the advantages of using the Scrum framework for supervising master theses. More specifically, we identified which parts of the Scrum framework may benefit the supervision of master theses, based on qualitative data collected in a specific program.

Scrum methods have been used with success in the industrial development of computer software, but not so much in the educational area. However, there is potential for using Scrum to help students to learn more effectively and develop themselves in an enjoyable way. Scrum as a framework is able to specify roles, artefacts and events that give both the student and the teacher the structure which is normally missing within project-based learning.

We think that Scrum may be used as an engaging and self-organizing way to work collaboratively and dynamically, and this may improve mutual collaboration and reflection among students and professors. Experiences of students during project-based learning are described by Dinis Carvalho et al. (2018) which showed that students recognized the advantages of the Scrum methodology and scored above average compared to students using regular teaching approaches.

Since the 2012/2013 academic year, studies and inquiries have been performed by the Statistics and Prospective Unit (NEP) to determine the reasons for the existence of very unsatisfactory completion rates and long (than stipulated) completion times. In the MEIC case, the students who rated their orientation as unsatisfactory pointed out as main reasons: lack of commitment and limited time of the supervision team to monitor the work, insufficient knowledge transmission ability, and lack of support for experimental and field work.

We developed a case study focusing on the perceptions and results related to the Scrum project management method for supervising theses. A group of master students, crossing a few years, was supervised based on the Scrum framework. The main goal was to collect their opinions, experiences and results regarding the application of the methods. We used semi-structured interviews that were analyzed with NVivo to understand which Scrum techniques were more effective, and if these practices were related to the success of each thesis project.

Since Scrum is a generic project management framework and a master thesis is just a type of project, this good practice can be applied to the supervision of any master thesis in Técnico.

Exonline: Utilização da plataforma openedX para a avaliação (testes, exames, fichas)

terça, outubro 12th, 2021

Educação Superior ● 2021

Ana Moura Santos, Alexandra Moutinho, Carlos Santos Silva

exams.elearning.tecnico.ulisboa.pt

Implementação da Prática

A plataforma de avaliação online EXONLINE(https://exams.elearning.tecnico.ulisboa.pt/) tem como base a plataforma Open edX que disponibiliza os cursos MOOC Técnico (https://courses.elearning.tecnico.ulisboa.pt/). A plataforma pode ser utilizada na avaliação de qualquer Unidade Curricular (UC) do Técnico, por qualquer estudante registado através do método de autenticação Técnico ID. Esta plataforma permite a construção de avaliações com diferentes níveis de complexidade, adequados a exames na área STEM (Science, Technology, Engineering e Mathematics), recorrendo a diferentes tipos de perguntas: perguntas de escolha múltipla, perguntas de resposta aberta, perguntas de avaliação numérica, perguntas de avaliação de expressões matemáticas ou ainda perguntas de identificação de pontos em figuras. A plataforma permite ainda a utilização de bancos de perguntas e a geração de parâmetros aleatórios numa pergunta destinada a um dado aluno, o que resulta na geração de exames únicos para cada estudante. Outra funcionalidade do sistema é a submissão de ficheiros com respostas abertas. Finalmente, a plataforma permite a correção automática dos exames com acesso imediato às pautas dos resultados.

Para facilitar a criação de exames foram desenvolvidos um Manual do Docente e vídeos tutoriais e feitas acções de formação para docentes. Para facilitar a inscrição e utilização da plataforma durante o exame, foi desenvolvido um Manual do Aluno.

Para a utilização da plataforma, basta enviar um email para exonline@tecnico.ulisboa.pt. É criada uma instância de avaliação para a UC. O docente parametriza as avaliações, inscreve os alunos e deve criar uma avaliação de exemplo que permite aos alunos verificar se estão registados na plataforma e ganhar experiência na utilização da plataforma.

A plataforma está disponível desde Março de 2020 e foi utilizada em dois semestres na avaliação de 47 UCs com 6853 alunos.

Resultados Alcançados

A plataforma ExonlineX foi utilizada no 2º semestre de 2019-2020 para a realização de testes e exames em 25 UCs dos 1º e 2º ciclos de diferentes cursos, com um total de 4150 alunos, cobrindo diferentes áreas e dimensões:

─ Unidades curriculares transversais como Gestão (1280 alunos) e Cálculo II (672 alunos);

─ Unidades curriculares de massas do 1º ciclo como Mecânica Aplicada II (370 alunos), Tecnologia Mecânica (220 alunos) e Controlo de Sistemas (240 alunos) do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica (MEMec);

─ Unidades curriculares de várias licenciaturas e mestrados, com universos que variaram entre 5 e 150 alunos, onde a plataforma foi utilizada para fichas, testes parciais, exames finais e exames de Época Especial.

No 1º semestre de 2020/2021 a plataforma foi utilizada para a a realização de testes e exames em 22 UCs dos 1º e 2º ciclos de diferentes cursos, com um total de 2693 alunos:

─ Unidades curriculares transversais como Gestão (474 alunos) e Cálculo I-II (395 alunos);

─ Unidades curriculares de massas do1º ciclo como Mecânica Aplicada I (456 alunos) 2º ciclo como Gestão de Energia (224 alunos) do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica (MEMec);

─ Unidades curriculares de várias licenciaturas e mestrados, com universos que variaram entre 30 e 143 alunos, onde a plataforma foi utilizada para fichas, testes parciais, exames finais e exames de Época Especial.

O número de docentes envolvidos no desenvolvimento de avaliações é em média de 2 por UC.

Avaliação e Monitorização

Foi realizado um inquérito de satisfação aos alunos e docentes relativamente ao uso da plataforma.

De acordo com as respostas de 20 docentes a um questionário de satisfação sobre a utilização da plataforma no 2ºS de 2019/2020 :

─ 75% revelaram estar Satisfeitos ou Muito Satisfeitos com a plataforma;

─ 65% consideram utilizar a plataforma para futuras avaliações mesmo em contexto de avaliações presenciais;

─ 50% acharam a sua utilização fácil ou muito fácil;

─ 65% utilizaram as funcionalidades para a geração de exames diferenciados para os alunos;

─ 50% preferiram incluir perguntas de resposta aberta por forma a corrigir manualmente o exame.

As respostas relativas à utilização durante o 1º semestre de 2020/2021 (com 16 respostas) revelou:

– 37% acharam a sua utilização fácil ou muito fácil;

– 56 %utilizaram as funcionalidades para a geração de exames diferenciados para os alunos

– apenas 12.5% não considera utilizar a plataforma novamente

De acordo com as respostas dos alunos inquiridos no contexto da UC Controlo de Sistemas do MEMec em 2019/2020 sobre a utilização da plataforma:

─ 57% demoraram menos de 1 minuto a entrar na plataforma

─ 73% tiveram acesso ao teste em menos de 5 minutos;

─ 51% acharam a leitura do exame na plataforma fácil;

─ 70% acharam que a dificuldade da avaliação era comparável com a avaliação escrita.

Testemunhos

“Poupamos vigilantes externos e marcação de mais de 20 salas e horas de secretariado; poupamos cerca de 10 000 folhas de papel com enunciados e os respetivos custos de impressão; poupamos o custo de conversão e digitalização dos testes em folhas de cálculo por empresa externa. No futuro, o rápido apuramento de notas vai ser ainda mais importante dados os períodos letivos mais curtos após o PERCIST. É também muito útil a parametrização dos exames, diferenciando-os de aluno para aluno” (UC Gestão, João Soares – Departamento de Engenharia e Gestão)

“A possibilidade de gerar fórmulas através de um script em Phyton permitiu-nos usar cálculo simbólico e introduzir parâmetros aleatórios nas perguntas, como coeficientes ou escolhas de funções a partir de listas.  A plataforma funcionou de forma estável, sem atrasos significativos na submissão das respostas.  O apoio da equipa da plataforma permitiu resolver os problemas pontuais que surgiram durante a realização dos testes.”  (UC Cálculo II, Sílvia Anjos, José Natário, Gabriel Pires e Pedro F. dos Santos – Departamento de Matemática)

Carácter Inovador e Transferibilidade

A utilização da plataforma OpenEDX exclusivamente para avaliação é inovadora. Que seja do nosso conhecimento, entre todas as plataformas Open EdX utilizadas por Instituições de Ensino Superior a nível mundial, foi a 1ª vez que uma plataforma deste tipo se adaptou  para se especializar em avaliações online remotas.

Neste momento, a utilização está limitada a utilizadores do Técnico (via autenticação via Técnico ID), mas a plataforma poderia ser utilizada de forma livre por outras instituições (já houve solicitações externas ao Técnico, nomeadamente para a utilização em escolas secundárias). Desta forma, foi possível escalar, planear e tornar mais seguras as avaliações online remotas, quando foi necessário fechar o campus por causa da pandemia. Ou seja, em resposta à situação global de pandemia causada pela COVID-19, foi oferecida a possibilidade aos docentes do Técnico utilizarem a plataforma MOOC Técnico nas avaliações intermédias e exames finais remotos das disciplinas.

As sessões que se preparam para dar suporte aos professores que viriam a optar por usar o Exonline nas suas avaliações deram origem ainda a vários vídeos de apoio ao utilizadores, bem como manuais. Os manuais, que foram sendo atualizados, passaram a estar acessíveis no site SARTre (http://SARTre.tecnico.ulisboa.pt/) criado pelo Conselho Pedagógico para orientação de práticas pedagógicas online.

No 1º semestre de 2020/2021, muitos docentes optaram por fazer as suas avaliações contínuas e até exames nesta plataforma, sendo previsível que esta tendência se mantenha num futuro próximo com a entrada em vigor no próximo ano letivo 2021/2022 do novo Modelo de Ensino e Práticas Pedagógicas.

O projeto foi ainda convidado a estar presente com sessões de formação na 2ª Edição das Jornadas Interinstitucionais de Desenvolvimento Pedagógico (https://www.jornadasidp.pt/2ª-edição/), em novembro de 2020, e no Programa de Desenvolvimento e Formação PDF (http://pdf.tecnico.ulisboa.pt) em fevereiro de 2021.

Um documento viajado é um documento privilegiado: o Empréstimo Interbibliotecas na Biblioteca do Instituto Superior Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior 2020

Isabel Marques Vaz Marcos; Filomena Lopes dos Santos (BIST)

Implementação da Boa Prática

O Serviço de Empréstimo Interbibliotecas (EIB) é uma atividade fundamental das bibliotecas universitárias, porque permite a disponibilização de documentos cujo acesso está circunscrito geograficamente a uma unidade orgânica, não se encontrando acessível à distância de um clique.

Através de redes de cooperação, estabelece-se um serviço, em que cada biblioteca é simultaneamente utilizadora e fornecedora, permitindo o desenvolvimento de boas práticas, cujo beneficiário é o utente que necessita da informação.

O Serviço EIB do IST desenvolve-se em dois eixos, pedidos internos e pedidos externos, tendo como objetivos:

Proporcionar aos utilizadores do IST o acesso a fundos bibliográficos que não existem na Biblioteca, recorrendo a outras bibliotecas nacionais e estrangeiras;

Proporcionar a outras bibliotecas nacionais e estrangeiras o acesso aos fundos bibliográficos existentes na Biblioteca do IST.

É um dos serviços mais antigos que a Biblioteca disponibiliza à Comunidade IST, mas só foi estruturado e regulamentado em 2003. É um tipo de cooperação entre bibliotecas que exige a existência de um regulamento que formalize os procedimentos de empréstimo dos documentos ou cedência em formato digital (se possível), que estruture a forma de envio, os prazos de empréstimo, os modos de pagamento e as penalizações em situações de incumprimento.

Para funcionar é necessário que se estabeleça um conjunto de procedimentos, que vão desde a formulação do pedido (através de dois formulários existentes na página web da Biblioteca) até à entrega da documentação ao utilizador final. No caso de pedidos para outras bibliotecas, o documento é pedido, rececionado, emprestado ao utilizador com indicação dos prazos de devolução e, posteriormente, reenviado à procedência. Nos pedidos externos, o documento é identificado no catálogo, emprestado e enviado por correio (interno ou CTT) à biblioteca que o solicitou. Os artigos de periódicos quando pedidos, são digitalizados e enviados por email.

Resultados Alcançados

Não obstante a maior acessibilidade de recursos em formato digital, que naturalmente fez diminuir ao longo dos anos o número de documentos emprestados por EIB, registaram-se em 2018 e 2019 empréstimos na ordem do meio milhar: 479 (2018) e 485 (2019).

Destes totais, a maioria dos pedidos são internos (utilizadores da Biblioteca do IST): 357 (2018) e 304 (2019). Em 2019, a diminuição de cerca de 12%, poderá explicar-se pelo esforço da Biblioteca em adquirir a bibliografia pedida pelos nossos estudantes.

Quanto às grandes tipologias documentais, constatou-se que mais de 65% são livros impressos e que os restantes 35% são artigos de publicações periódicas.

Os meios utilizados no envio destes documentos emprestados são: o correio interno para as escolas da Universidade de Lisboa; via CTT para outras universidades nacionais e estrangeiras; correio eletrónico para artigos digitalizados.

Perfil dos utilizadores internos

No que respeita ao perfil dos utilizadores internos, verificámos nestes dois anos os seguintes valores percentuais:

Alunos – 44,3% (2018); 54,4% (2019)

Docentes/Investigadores – 29,9% (2018); 18,5% (2019)

Funcionários – 21,2% (2018); 19,8% (2019)

Exposições – 4% (2018); 4,3% (2019)

Bolseiros – 0,6% (2018); 3% (2019)

Constata-se que são os alunos aqueles que solicitam mais documentos por EIB, tendo-se registado em 2019 um aumento de 10%. Quanto aos docentes/investigadores, verificou-se a situação inversa, com uma descida próxima dos 10%. Os valores percentuais dos funcionários mantêm-se estáveis, na ordem dos 20%, e é também significativa a percentagem de documentos que são emprestados para exposições.

Instituições

A maioria das instituições são nacionais e variadas na sua identidade. Em termos de pedidos internos, constata-se o recurso às escolas de arquitetura, de engenharia e a instituições com uma forte componente nas ciências sociais e humanas (solicitações feitas maioritariamente pelo grupo dos funcionários). No que respeita às instituições estrangeiras, a maioria são de países da Europa. Os pedidos externos de instituições estrangeiras são muito residuais.

Custos

Um dos objetivos do serviço EIB é que os seus custos sejam minimizados e que, se possível, possa ser gratuito. Nos últimos anos, a preocupação pela gratuidade fez aparecer um conjunto de protocolos entre as universidades, em que as instituições estabelecem permutas de empréstimos sem custos. Nos pedidos internos, sempre que um documento é solicitado é norma procurar uma instituição que não cobre o valor do empréstimo. Quando tal não é possível, porque o documento só foi localizado numa instituição que cobra, a despesa é suportada pelo utilizador. No caso dos professores e investigadores o valor pode ser suportado pelo Departamento ou por um projeto. Nas instituições estrangeiras o pagamento é feito através de vouchers, procedimento instituído pela International Federation of Library Associations and Institutions-IFLA.

Em 2018 e 2019 o custo do serviço foi de 10 vouchers.

Avaliação e Monitorização

Todo e qualquer serviço prestado pela Biblioteca deve ser avaliado pelos utilizadores para conhecer o grau de satisfação e/ou insatisfação, assim determinar os pontos fortes e fracos e apostar na melhoria contínua.

Considerou-se importante conhecer a satisfação dos utentes internos e externos do serviço em cinco itens: procedimentos, tempo de resposta, prazos de empréstimo, custos e qualidade global.

No que respeita aos pedidos dos utilizadores internos, os principais resultados foram os seguintes:

  • Procedimentos para processamento do pedido de empréstimo – 86,9% com avaliação positiva (53,3% muito satisfeitos e 33% satisfeitos)
  • Tempo de resposta do pedido – 86,7% com avaliação positiva (60% muito satisfeitos e 26,7% satisfeitos)
  • Prazos de empréstimo – 60% satisfeitos. É de realçar que 33,3% estão pouco satisfeitos, porque consideram que os prazos deveriam ser alargados
  • Custos e formas de pagamento do serviço – 60% satisfeitos. Neste item é significativa a percentagem de utentes que não sabe/não responde (33,3%), provavelmente por ignorarem que o serviço poder ter custos (empréstimos feitos ao abrigo de protocolos).
  • Qualidade global do serviço – 86,7% com avaliação positiva (60% muito satisfeitos e 26,7% satisfeitos)

No que respeita aos pedidos externos, as instituições inquiridas responderam o seguinte:

  • Procedimentos para processamento do pedido de empréstimo – 92,9% com avaliação positiva (64,3% muito satisfeitos e 28,6% satisfeitos)
  • Tempo de resposta do pedido – 100% com avaliação positiva (64,3% muito satisfeitos e 35,7%)
  • Prazos de empréstimo – 100% com avaliação positiva (57,1% muito satisfeitos e 42,9% satisfeitos)
  • Custos e formas de pagamento do serviço – 64,3% satisfeitos. Neste item é significativa a percentagem de utentes que não sabe/não responde (35,7%)
  • Qualidade global do serviço – 100% com avaliação positiva (71,4% muito satisfeitos e 28,6% satisfeitos)

Sendo um serviço dinâmico, as propostas de melhoria identificadas são sempre validadas e, posteriormente, introduzidas no serviço.

O Serviço EIB está identificado no Manual de Procedimentos como um processo (Processo 6), estando sujeito a monotorização e revisão periódica. Qualquer reformulação ao funcionamento do serviço é comunicada e introduzida no documento.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O modelo de biblioteca universitária atualmente existente é um modelo híbrido que se move entre o físico e o tecnológico digital. Neste modelo poder-se-á repensar o serviço EIB e questionar a sua permanência como um serviço fundamental para a Biblioteca. Sendo um serviço que utiliza a Internet, mas que está para além dela, é cada vez mais um serviço de referência que apoia a comunidade académica nos processos de ensino, aprendizagem e investigação.

O EIB é um serviço que:

  • Identifica as necessidades de informação dos utilizadores e procura disponibilizar o seu acesso
  • Explora todos os meios para obtenção da informação em formato digital
  • Quando tal não é possível, localiza a sua existência noutras bibliotecas
  • Enceta um conjunto de esforços para disponibilizar esta informação em tempo útil
  • Procura que o serviço tenha o menor impacto económico tanto para a instituição que serve, como para o utilizador final
  • Disponibiliza a informação, contribuindo assim para a criação de novo conhecimento e a sua transferibilidade noutros contextos.

A identificação dos diversos perfis dos utilizadores do serviço e a avaliação que por estes foi feita, permitem-nos considerar este serviço como uma boa prática, com potencialidades de continuar a desenvolver a sua matriz inicial (empréstimo de documentos através de cooperação bibliotecária) e, simultaneamente, crescer em outras vertentes.

Destacamos:

Ao reforçar as redes de comunicação entre as bibliotecas, permite a extensão desta colaboração noutros contextos: realização de Conferências, Encontros, etc.

Apoio a eventos de cariz cultural e estabelecimento de parcerias: exposições, clubes/comunidade de leitores, apoio a museus, etc.

Com a internacionalização da escola, poder apoiar os estudantes cuja língua materna é menos comum (línguas eslavas, japonesa, chinesa, etc.), estabelecendo contactos com as bibliotecas das universidades de origem

No compromisso social com a comunidade local poder estabelecer redes de parceria com escolas secundárias e bibliotecas municipais.

 

Reuniões de Fecho do semestre na LEIC

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior 2020

Nuno Mamede, Vasco Manquinho e Inês Lynce (docentes DEI)

Implementação da Boa Prática

No fim de cada semestre, e antes de se iniciar o próximo semestre, ocorre uma reunião, convocada pelo coordenador da licenciatura, com os responsáveis por todas as unidades curriculares para fazer o balanço do semestre findo.

Os responsáveis e os delegados produzem um relatório sobre cada unidade curricular. Os relatórios dos docentes incluem 5 tópicos:

  • Resultados das avaliações.
  • Trabalhos de programação com avaliação (número de alunos por grupo, tempo de resolução pelos docentes e tempo de resolução previsto para os alunos).
  • Resultados da introdução das experiencias pedagógicas (indicar experiencias pedagógicas que tinham decorrido na cadeira e comentar brevemente).
  • Pontos fortes (pontos fortes desta execução).
  • Pontos a melhoras (problemas ocorridos na disciplina e problemas gerados pela interacção com as outras disciplinas).
  • Propostas de solução para os problemas (soluções para os problemas referidos anteriormente)
  • Comentários e Sugestões gerais (indicar 2 – 3 medidas a implementar na próxima execução da disciplina) (Se a sua uc tem precedência de uma anterior, quais os conhecimentos que estes devem ter adquirido? Preencher apenas se for regente da uc-x e esta uc tiver como precedência a uc-y)

Os relatórios dos delegados incluem 3 tópicos:

  • Pontos fortes (pontos fortes desta execução).
  • Pontos a melhorar (problemas ocorridos nesta execução).
  • Comentários/sugestões gerais (soluções para os problemas referidos anteriormente).

Em cada semestre ocorrem 3 reuniões, uma por cada ano curricular onde se debate o resultado de experiencias pedagógicas, as dificuldades sentidas, e se propõem estratégias para resolver os problemas detetados.

Em cada uma destas reuniões são entregues aos responsáveis pelas unidades curriculares os relatórios produzidos pelos delegados.

Resultados Alcançados

Estas reuniões têm contribuído para a melhoria no desempenho dos estudantes nestas duas licenciaturas, mas não é possível quantificar o seu impacto.

Avaliação e Monitorização

Estas reuniões têm permitido detetar os problemas com muita antecedência, sendo possível aplicar medidas corretivas logo na próxima execução dessas unidades curriculares.

A principal vantagem desta prática é provocar reflexão logo após a execução das unidades curriculares, o que permite um registo nos relatórios dos docentes e dos delegados mais rico de ideia e mais detalhado do que fosse feito um a dois meses mais tarde no âmbito dos QUC.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Esta prática não exige gasto de recursos e pode ser replicado em todas as licenciaturas. Também não exige um aumento das tarefas associadas aos docentes e aos delegados, pois os relatórios elaborados podem, e devem, ser desaproveitados nos QUC.

 

Prémios do Departamento de Engenharia Civil, Arquitetura e Georrecursos: Prémios Professor Alberto Abecasis Manzanares e Professor João Arménio Correia Martins

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior 2020

Maria Manuela Portela, António Pinto da Costa (docentes DECivil)

Implementação da Boa Prática

Departamento de Engenharia Civil, Arquitetura e Georrecursos, DECivil, globalmente, com o objetivo de incentivar os alunos a se distinguirem pelo seu bom desempenho académico e a recordar figuras marcantes na afirmação do departamento no âmbito da Engenharia Civil:

– Prémio Professor Alberto Abecasis Manzanares, cuja primeira edição teve lugar no ano letivo de 2002/2003. Desde então ocorreram dez edições, a última das quais relativa a 2019, referente ao letivo de 2017/2018. O prémio, que se concretiza mediante a atribuição de um diploma nominal complementado, sempre que possível, por um valor monetário simbólico, pretende contribuir para uma mais sólida formação em matérias da área científica de Hidráulica, Ambiente e Recursos Hídricos, sendo atribuído aos três alunos com melhores notas num grupo de disciplinas da licenciatura, desde que superiores a 14 valores.

– Prémio Professor João Arménio Correia Martins, cuja primeira edição teve lugar no ano letivo de 2008/2009, tendo a sexta e última edição ocorrido em 2019. O prémio, que assenta também num diploma nominal, complementado por um valor monetário simbólico, tem por objetivo contribuir para incentivar os alunos a obterem uma sólida formação científica e técnica na área da Mecânica Estrutural e Estruturas, em particular no domínio da Mecânica Computacional, distinguindo a melhor dissertação nesse domínio.

Os regulamentos dos anteriores prémios podem ser consultados no site do DECivil, sendo que em cada nova edição são também publicitados os editais particularizando aspetos da mesma.

Menciona-se que a presente candidatura mereceu a concordância do departamento, o qual se associa à mesma.

Resultados Alcançados

Ao distinguirem os alunos pelo seu desempenho, os Prémios Professor Alberto Abecasis Manzanares e Professor João Arménio Correia Martins incentivam uma aprendizagem de qualidade, objetivo que orientou a sua criação. Uma vez que têm sido muito regularmente atribuídos, constituem já uma referência para os alunos, conferindo a sua atribuição prestígio a quem a recebe.

Desde a sua instituição, ou seja, ao longo das suas já dez edições, o Prémio Professor Alberto Abecasis Manzanares já distinguiu 35 alunos. O número de alunos distinguido pelo Prémio Professor João Arménio Correia Martins, cuja última edição foi a sexta, é menor (7) pelo facto de, não só o Prémio ser mais recente, mas também por, no passado, apenas em duas das suas edições terem havido alunos ex aequo e numa edição não ter havido atribuição por não serem cumpridos os critérios de elegibilidade.

Não sendo a atribuição dos prémios anteriores automática, mas requerendo antes processos de candidatura por parte de candidatos elegíveis (nos termos dos respetivos regulamentos), o número de alunos premiados até à data revela, por si só, o interesse que as iniciativas têm suscitado, sendo que tal número é obviamente inferior ao de candidaturas.

A par com o incentivo à aprendizagem, os anteriores prémios contribuem muito significativamente para preservar a memória do IST, mantendo viva a memória de professores seus que muito contribuíram para o prestígio da Escola e também para as melhores práticas profissionais.

Avaliação e Monitorização

O processo inerente à atribuição de qualquer um dos dois prémios em menção pressupõe uma candidatura, podendo dar-se o acaso de não haver atribuição por (1) não estarem reunidas as condições de elegibilidade ou (2) por falta de qualidade dos candidatos, nos termos dos respetivos regulamentos.

Para cada prémio, a avaliação das candidaturas é feita por um júri para o efeito nomeado pelo DECivil e tem em conta os parâmetros definidos no regulamento, como antes mencionados, e eventualmente particularizados no correspondente edital, estritamente focados na avaliação do desempenho escolar dos candidatos em unidades curriculares pré selecionadas ou decorrentes das respetivas dissertações de mestrado, conforme o prémio.

O júri do prémio elabora uma ata da reunião a qual é publicitada no sítio do DECivil na internet.

O sucesso da iniciativa passa por assegurar a sua continuidade que, assim, constitui a principal medida de monitorização da implementação da mesma. Com exceção do período em que houve necessidade de adequar os regulamentos a alterações curriculares, tal continuidade tem sido assegurada.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A par com os prémios anteriores e embora a sua criação não tenha sido diretamente devida ao DECivil, mencionam-se mais dois prémios cuja atribuição tem sido promovida pelo DECivil e decorrido em simultâneo com dos prémios objeto da presente candidatura: o Prémio Arquiteto Álvaro Machado, o primeiro Professor de Arquitetura no IST, tendo sido instituído pelas suas duas filhas para homenagear a memória de seu Pai, e o Prémio Edgar Cardoso, instituído pela Fundação Edgar Cardoso.

Estes dois prémios distinguem também vultos do DECivil e pretendem contribuir para melhorar o desempenho académico dos seus estudantes. O primeiro prémio distingue o melhor aluno que, em cada ano civil, conclua o Mestrado Integrado em Arquitetura. O segundo prémio distingue contribuições científicas, tecnológicos ou de projeto na área das “pontes e estruturas especiais”. A última atribuição destes dois prémios realizou-se em 2019, conjuntamente com a dos prémios da responsabilidade do DECivil, valorizando, deste modo, tal conjunto de iniciativas e chamando a atenção para a sua relevância.

O conjunto dos prémios atribuídos pelo DECivil, em que se incluem os dois prémios objeto da presente candidatura, constitui uma iniciativa pioneira, pelo seu número (quatro) e pelo seu duplo propósito (valorizar a aprendizagem e preservar a memória do IST). Com efeito e como mencionado, à semelhança de outros departamentos, premeiam a excelência e incentivam os alunos a persegui-la. Importa ainda mencionar que não se tratam de prémios diretamente criados pelo DECivil, tendo antes nascido da iniciativa individual de docentes do departamento, atentos aos pequenos desafios que podem ser lançados aos alunos na procura do seu melhor desempenho académico, mas também como forma de criar proximidade entre os alunos e figuras marcantes da Escola e, assim, preservar a memória do IST. Não obstante este último aspeto, O DECivil rapidamente acolheu os prémios e institucionalizou a sua atribuição.

Os prémios são divulgados pelo departamento que, em cada nova edição, publicita os respetivos regulamentos, editais e formulários de candidatura. A atribuição dos prémios tem decorrido em fora públicos que lhes concedam visibilidade e prestígio, como têm sido as sessões de abertura do ano letivo ou mesmo sessões especificamente agendadas para a sua atribuição, conferindo, deste modo, prestígio aos prémios e suscitando outros alunos a desenvolverem esforços no sentido de alcançarem condições de elegibilidade.

 

EscapulISTe? Escape Rooms com estudantes da LEIC

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior 2020

Luísa Coheur (docente DEI), Ana Moura Santos (docente DM), Sofia Sá (docente DEI), Luís Costa (docente DEI)

Implementação da Boa Prática

Escape Rooms são jogos em que equipas são “fechadas” numa sala e têm tempo limitado para resolver desafios, que lhes fornecem chaves para “escapar”. Embora desenvolvidos para efeitos comerciais, devido às suas características – possibilidade de adaptar os temas, trabalho em equipa e competitividade saudável – têm vindo a ser aplicados no ensino como metodologia ativa.

A prática descrita nesta proposta consistiu na conceção, implementação e validação de dois Escape Rooms para alunos do 1º ano de LEIC-T. Os desafios basearam-se em conteúdos estruturantes do 1º ano da LEIC – Lógica para Programação (LP) e Álgebra Linear (AL).

Para o efeito transformámos uma sala de aula, no campus Taguspark, no quarto da Anita – uma estudante de Informática que adora criar escape games. A narrativa dos Escape Rooms foi diferente – em LP (2ºS, 2018/2019), o objetivo era escapar para chegar a tempo a um exame; em AL (1ºS, 2019/2020) era salvar a Anita, fechada num armário.

Os elementos foram integrados num conjunto coerente para promover uma experiência imersiva. O quarto foi preparado de acordo com a narrativa, com objetos e decorações que criaram um enredo plausível. A escola disponibilizou-nos a sala e móveis (mesas, armário, cadeiras e um computador antigo) e, com o apoio de um patrocinador, incluiu-se uma cama. A Anita era fã de futebol e do Harry Potter – características que foram refletidas em posters, fotos e livros colocados no quarto. Foi também preciso adquirir cadeados e outros materiais extra. No caso de AL, os estudantes inscreveram-se utilizando um software desenvolvido por um bolseiro. A bolsa e as aquisições extra foram financiadas no âmbito de um projeto PIP.

A implementação contemplou as seguintes atividades: criação do cenário, narrativa e desafios; realização de testes; organização das ações a serem rigorosamente seguidas na reorganização da sala após as sessões e criação de formulários para os estudantes – um inicial de confidencialidade e um final de feedback.

Resultados Alcançados

O jogo EscapulISTe? foi primeiro implementado em LP (2º semestre 2018/2019) e, enquanto piloto, teve como principal objetivo testar os procedimentos da implementação de Escape rooms.  Nesta experiência participaram 33 estudantes (7 equipas de 3 a 6 elementos) e, após a realização de uma avaliação informal, a opinião geral dos estudantes foi que representam uma forma engraçada de praticar os diferentes tópicos da UC.

No primeiro semestre de 2019/2020, o EscapulISTe? foi então integrado como uma parte da avaliação de AL. Foram constituídas 16 equipas de 4 a 5 alunos (num total de 79 alunos do 1º ano de LEIC). Também desta vez, e após realização do questionário de avaliação, os resultados mostraram que os estudantes consideram este tipo de experiência muito válida, além de divertida, tendo sugerido a implementação de dinâmicas semelhantes em outros tópicos.

A implementação do Escape room em AL surgiu, também, como fonte de motivação e preparação para o 2º teste escrito (a meio do semestre, altura em que normalmente os estudantes ficam desmotivados). Os resultados da Unidade Curricular demonstraram que os estudantes tiveram um desempenho melhor que nos semestres de anos anteriores.

Com base nas respostas ao questionário final, é possível concluir que os estudantes reconhecem que estas atividades incentivam o trabalho de equipa e a confiança nos seus conhecimentos sobre os conteúdos testados. Os alunos de LEIC de 1º ano matriculados em AL tiveram um ótimo desempenho nas provas escritas do presente semestre: a percentagem de taxa de sucesso académico aumentou 5% quando comparado a primeiros semestres de anos anteriores (com o mesmo par docente e estratégia flipped classroom). Além disso, nas respostas à pergunta de um questionário final sobre a UC: “A atividade EscapulISTe? foi um momento importante na tua aprendizagem?” 84,9% dos inquiridos (num total de 59 respostas) indicaram que essa atividade tinha sido importante para a sua aprendizagem. No formulário existia uma área de comentários que nos proporcionou informação adicional, como é exemplo o seguinte comentário “esse tipo de atividade deve ser repetido com mais frequência, pois estimula o estudo do assunto, promove a cooperação e tudo de uma maneira divertida”.

Pode concluir-se que a implementação de Escape Rooms promoveu aprendizagens ativas dos conteúdos das UC, enquanto proporcionou momentos de diversão. Além disso, os estudantes reconhecem nas suas respostas e feedbacks que este tipo de atividade promove o trabalho em equipa e fortalece o poder da comunicação entre eles, dando igualmente espaço para um ganho de confiança nos seus conhecimentos sobre os tópicos. A equipa está, igualmente, a desenvolver um artigo onde estes resultados serão apresentados com mais detalhe.

Avaliação e Monitorização

No caso de LP, os alunos foram solicitados a fornecer feedback preenchendo um formulário do Google para o qual se obtiveram 24 respostas. Nesta recolha recebemos diversos comentários positivos, como são exemplos os seguintes: “Foi muito engraçado! […] rever a matéria […] bastante criativo!”; “Foi uma experiência muito boa […] forma apelativa de aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas teóricas”; “Foi uma boa experiência. […] revisão a muitos tópicos […] acabou por ser outra forma de estudo, mais divertida e também diferente”; “Brutal !!!!!”; “nunca tinha estado numa sala de fuga e gostei imenso”.

No caso de AL, foi distribuído um questionário via Fenix com o intuito de identificar a relevância do Escape Room como ferramenta de aprendizagem. O instrumento integrou três dimensões: 1) motivação para se inscrever na atividade; 2) perceção sobre o EscapulISTe?; 3) sugestões gerais para atividades semelhantes. Dos 79 alunos que realizaram o EscapulISTe?, foram recolhidas 66 respostas, 63 respostas de alunos que participaram e 3 de alunos que não participaram.  Embora só 26% dos estudantes se tenha identificado como fã de Escape Games, 38% das respostas selecionadas indicaram que uma das motivações para a sua participação foi considerarem que podia ser uma oportunidade divertida para aprender, 37% das respostas indicaram que os estudantes encontraram valor nas interações em grupo, e 43% reconheceram um aumento no nível de confiança nos seus conhecimentos após a experiência. Além disso, após cada sessão, os estudantes deram feedbacks muito positivos e deixaram comentários no questionário final como: “considerei a atividade do escape room interessante, por usar a matéria de forma divertida e interativa. Na minha opinião deveria haver mais atividades deste género”; “adorei a ideia do Escape room :)”; “acho que as ideias “fora da caixa” como o Escape room são bastante aceites pela comunidade estudantil e é o caminho para uma aprendizagem mais atrativa”.

Para finalizar, consideramos que foi uma experiência interessante que gostaríamos de repetir nas nossas UC, alargar em experiências similares com estudantes de outros cursos, ou até estender a experiência a tópicos de 2º ciclo.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Apesar de existirem experiências de Escape Rooms no panorama universitário internacional, tanto quanto sabemos é a primeira implementação numa Universidade Portuguesa. Para além de ser uma metodologia ativa, alinhada com o panorama pedagógico futuro definido pelo IST, os Escape rooms são experiências imersivas, potenciadoras de novas aprendizagens, consolidação de conteúdos e desenvolvimento de competências comunicacionais e de trabalho eficaz em equipa. Transferem a aprendizagem para um espaço exterior à tradicional sala de aula e baseiam-se na autonomia e colaboração dos estudantes representando, assim, atividades inovadoras, adaptadas ao contexto do ensino da engenharia.

A literatura defende a ideia de que a preparação envolvida é complexa, constituindo assim uma desvantagem potencial para a sua implementação. No nosso caso, a experiência foi contrária e discordamos desta afirmação. Os desafios maiores foram a compatibilização da narrativa com os desafios específicos de cada UC e a construção de chaves numéricas. Em cada um dos casos, definimos o fluxo de cinco desafios, determinando, por exemplo, que o primeiro abrisse o armário X (por exemplo, com 3 dígitos) que permitiria aos alunos o acesso ao desafio 2, etc. A integração em áreas não numéricas pode representar um desafio adicional – mesmo em disciplinas STEM, pode ser difícil adaptar o tipo de exercícios que conduzam a resultados numéricos, sendo mais fácil ter outputs que sejam palavras. No entanto, adotando uma abordagem criativa, as palavras podem-se tornar números e existem outras maneiras de desbloquear “cadeados” que podem ser exploradas. Desta forma, a nossa experiência é facilmente transponível à maioria – senão totalidade – das UC do IST.

Além disso, também encontrámos uma maneira fácil de dar instruções aos alunos, que lhes permitiu seguirem autonomamente as pistas durante o tempo em que estavam no quarto da Anita. Em relação ao orçamento, em ambos os casos, tratou-se de quantias não muito elevadas. Se excluirmos a bolsa do sistema de inscrições implementado em AL, a experiência em LP foi organizada com menos de 15 euros. Na nossa opinião, a única desvantagem neste tipo de experiência é a disponibilidade de tempo. A preparação da narrativa, do cenário e a implementação de testes é morosa, sem dúvida.

No entanto, a parte mais exigente é a disponibilidade para estar presente na abertura, reorganização e fecho da sala em cada sessão, sendo um aspeto a ter em conta na escolha da sua implementação.

 

Design e Produção dos cursos MOOC Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior e Internacionalização● 2020

Selecionada “Boa Prática do Ano”

Ana Moura Santos (docente DM), Duarte Fleming, Miguel Garcia Martinho e Patrícia Guerreiro (DASI)

Implementação da Boa Prática

Os 13 cursos online produzidos até o momento são desenvolvidos por meio de uma colaboração multidisciplinar entre os professores do IST (e/ou colaboradores externos) e a equipa MOOC Técnico. Tutores, instructional designer (1) e designers gráficos (2) começam a conceber e projetar o conteúdo STEAM de acordo com o modelo pedagógico do projeto. Este modelo pressupõe cursos MOOC disponíveis para três diferentes níveis de ensino ou públicos diferentes. Cursos bridging sobre ciências e tecnologias básicas para o secundário; cursos de graduação sobre tópicos baseados em UC do 1º e 2º ciclos dirigidos a alunos IST e alunos STEAM internacionais; cursos extracurriculares sobre tópicos transversais para um público mais alargado (nacional e internacional). Os conteúdos vídeo são gravados em português (cursos bridging, 1º ciclo e transversais) ou em inglês (cursos 2º ciclo e transversais), mas incluem transcrições e textos noutros idiomas. Cada curso MOOC Técnico tem uma duração planeada de 4 a 5 semanas, correspondendo a uma carga de trabalho de 5 a 8 horas por semana. As soluções multimédia para os conteúdos, principalmente vídeos educativos de curta e média duração, são elaboradas pela equipa para torná-las claras, visualmente estimulantes e adaptadas ao online, onde serão disponibilizadas. Os cursos do MOOC Técnico permitem diferentes formas de avaliação: testes, revisão por pares e avaliação formativa, que permitem que um participante inscrito obtenha um certificado gratuito ao ter êxito em pelo menos 60% das atividades de avaliação. O processo de criação de um curso do MOOC Técnico começa com uma proposta da equipa de professores/tutores e inicializa-se com várias reuniões de kick off com a equipa. Após a validação científica dos SB pelos tutores, o material criativo é gravado no estúdio do IST e editado pelo técnico audio-vídeo (1). Paralelamente a este trabalho colaborativo, o corpo docente estrutura o conteúdo do curso na plataforma MOOC Técnico.

Resultados Alcançados

Objetivos dos cursos MOOC Técnico:

Como se pode perceber a partir do modelo pedagógico, os cursos MOOC Técnico têm como objetivo servir diferentes públicos: alunos e professores do secundário, alunos do 1º e 2º ciclos, tanto IST como alunos internacionais, e um público alargado, tanto nacional como internacional, que necessita de reciclar conhecimentos na área STEAM. Existe uma forte representatividade da comunidade Alumni nestes cursos. Relativamente aos conteúdos e à sua disponibilização online, os critérios principais são a relevância científica, tecnológica e pedagógica dos tópicos abordados, aliadas a conteúdos multimédia atraentes e apelativos em formato MOOC. Com estes objetivos em vista, estamos a conseguir projetar uma imagem do IST tanto a nível nacional, como internacional. O MOOC Técnico tem atualmente participação ativa em 2 projetos europeus financiados (World Pendulum Alliance 2019, FOSTOW 2019), e constituiu parcerias em mais 3 propostas 2020.

Re-edições melhoradas dos cursos MOOC Técnico:

Os vários cursos produzidos correram já em várias edições, totalizando 37 edições de cursos MOOC Técnico com uma participação de mais de 10000 inscritos. Em geral, uma edição decorre num intervalo de tempo limitado, entre 4 a 10 semanas, mas desde 2019 que se lançaram 2 edições self-paced (o MOOC sobre Matrizes de Markov, e o MOOC sobre Energy Services) que é um modelo de curso sem limite de tempo de inscrição, que poderá trazer ainda mais visibilidade ao projeto. Após cada edição de um curso MOOC faz-se uma reunião de balanço entre tutores e equipa donde sai um plano de melhoramento para a edição seguinte.

Resultados alcançados:

Os principais resultados até ao momento são, além da qualidade dos conteúdos e da sua apresentação (reconhecida em feedbacks expontâneos dos participantes dos cursos), a diversidade dos tópicos dos MOOC (ver lista), o reconhecimento por parte do corpo docente do IST da relevância dos cursos para as suas áreas de expertise (depois de um primeiro MOOC, voltam para fazer um segundo), 12 implementações de flipped-classroom com base nos MOOC, e finalmente a percentagem de 36% de participantes MOOC que são externos ao universo IST (i.e., não são atuais alunos IST, nem Alumni, nem funcionários) e vêm de 89 países. Finalmente, os cursos MOOC Técnico têm uma taxa de retenção superior a 30%, que comparada com a taxa de 7,7% dos cursos MOOC do edX é bastante superior.

Número de cursos MOOC por área:

Física: 3 MOOC produzidos e 3 MOOC em preparação; Matemática: 3 MOOC produzidos e 1 MOOC proposto; Engenharia e Tecnologia: 5 MOOC produzidos e 1 em preparação; Informática e Aplicações: 5 MOOC produzidos ou em produção e 2 em preparação.

Avaliação e Monitorização

O processo de design e produção dos cursos online usa as seguintes ferramentas de validação e monitorização do grau de adequação dos cursos ao público-alvo: formulários de inscrição na plataforma que permitem a identificação do perfil do participante; questionários inicial e final integrados em cada curso que é editado na plataforma MOOC Técnico; num futuro próximo será ainda possível analisar os muitos dados sobre as práticas de visualização dos vídeos, usando o dashboard do Learning Analytics que está associada à plataforma. A taxa de retenção elevada dos cursos online é a melhor prova de que os tópicos são relevantes e os conteúdos multimédia são apelativos.

Tanscrevemos algumas respostas retiradas dos questionários inicial (4 questões fechadas e 1 questão aberta) e final (18 questões fechadas e 4 questões abertas) de cada MOOC. Escolhemos as seguintes questões: 1) Quais são os seus principais objetivos para este curso?; 2) O curso correspondeu às suas expectativas/ aos seus objetivos iniciais? Justifique. Respostas à questão 1: “Novos conhecimentos numa área da engenharia diferente da minha, mas com a qual procuro aperfeiçoar e complementar o meu conhecimento.”, “Mejorar mis conocimientos acerca de la física de los drones”, “Mastery of the content to use it in my research.”, “To get a refresh on general aspects […] and to go a bit deep in a few topics […] ”, “More knowledge about how to build better and more sustainable energy services!”, “[…]uma vez que atualmente me encontro num curso de engenharia física […] procuro saciar a minha busca incessante pelo conhecimento da ciência.”, “Learn more about the topic […] learn how to finish a course online, by planning, having deadlines, and doing self-study”. Respostas à questão 2: “Superou as expetativas em termos do funcionamento […] foi uma experiência (uso do MOOC para flipped classroom) interessante nesse aspeto que até seria desejável ter noutras cadeiras”,“ […] possibilitou a revisão de conceitos que aprendi há 20 anos, mas que por motivos profissionais nao pude mais aprofundar […] ”,“ Sim, estava à espera que o curso ajudasse a ganhar tecnica […] e agora sinto-me mais à vontade depois de o fazer”. Os cursos MOOC estão sempre em constante processo de melhoramento, sendo que em cada nova edição, e como consequência da reunião de balanço, são introduzidas melhorias, não só nos conteúdos multimédia, mas também nos restantes conteúdos de texto, atividades interativas e de avaliação.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Tanto o design pedagógico dos cursos MOOC Técnico, como o processo de produção dos cursos online, têm provado ser eficazes mesmo com uma equipa pequena. Isto deve-se ao trabalho prévio e jornadas de reflexão (sprint design) sobre os procedimentos e organização do trabalho de equipa para criação de conteúdos relevantes e graficamente apelativos. Os relatórios publicados até à altura, que podem ser consultados na página (mooc.tecnico.ulisboa.pt), bem como as apresentações em conferências internacionais, e os artigos científicos publicados no âmbito do projeto têm sempre atraído a curiosidade da comunidade nacional e internacional para os cursos MOOC Técnico.

Os projetos co-financiados pela EU, principalmente o World Pendulum Alliance 2019 (com parceiros do Brasil e outros países da América Latina), e o FOSTOW 2019 (com parceiros de escolas europeias de referência, como UPV, Polimi, KTH), têm estreitado os contactos internacionais, em particular com outras equipas de design e produção de MOOC, como por exemplo a METID da Polimi, e a UPVx da UPV. Recentemente, após a submissão de uma proposta à Conferência Open edX 2020, fomos contactos pelo edX mostrando interesse na divulgação de um dos resultados do projeto FOSTWOM.

Benchmarking: Os cursos MOOC Técnico têm um custo associado e um tempo de produção (cerca de 6 meses), que se situa entre os MOOC produzidos pela a METID da Polimi (custos mais elevados e iguais tempos de produção) e os MOOC produzidos pela UPV (de baixo custo e com uma pós-produção de 2 meses). Será importante referir, que a produção de baixo custo da UPVx tem como resultado cursos online com um assumido pouco tratamento gráfico e com vídeos longos, que na nossa opinião poderão ser considerados pouco didáticos. Atualmente o MOOC Técnico está a trabalhar num modelo de negócio: alguns cursos gratuitos sem certificação, mas sempre abertos para atrair o público internacional, e cursos com certificação paga (verified certificates) para um público com interesses mais específicos.

 

Conservação e Restauro: abordagens, projectos e obras

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior ● 2020

Helena Silva Barranha Gomes e Ana Paula Patrício Teixeira Ferreira Pinto França de Santana (docentes DECivil)

Implementação da Boa Prática

A prática “Conservação e Restauro: abordagens, projectos e obras” é suportada por um conjunto de visitas de estudo e conferências e constitui uma componente fundamental da UC de Teoria da Conservação e Restauro (TCR), que faz parte do plano de estudos do 4.º ano (2.º semestre) do Mestrado Integrado em Arquitectura do IST e da sua avaliação contínua. Embora, em anos lectivos anteriores, se tenham realizado iniciativas relacionadas com visitas e conferências, a partir de 2014-15 o programa e o método de avaliação da unidade curricular foram revistos e actualizados, com o objectivo de reforçar e dinamizar o potencial didáctico desta componente. Desde então, têm sido realizadas, em média, cinco a seis visitas de estudo e conferências. Cada aluno selecciona uma das actividades em que participou e elabora um relatório, que tem um peso de 25% na nota final da disciplina, no qual procede à análise e discussão do tema com a devida fundamentação teórica e bibliográfica.

Para além de viabilizarem uma articulação entre a teoria e a prática, estas actividades proporcionam aos alunos um contacto directo com diferentes profissionais, bem como com obras concluídas e em curso de conservação e/ou reabilitação de edifícios, conjuntos ou sítios com valor patrimonial. Potencia-se, assim, a articulação e a consolidação dos conhecimentos transmitidos nas aulas e, ao mesmo tempo, procura-se sensibilizar os alunos para a complexidade e a interdisciplinaridade dos problemas inerentes a qualquer intervenção, pondo em evidência diversos critérios deontológicos, conceptuais, culturais, materiais e tecnológicos.

Esta prática de ensino tem também permitido o envolvimento e a interacção dos alunos portugueses e estrangeiros com a realidade de várias instituições culturais com responsabilidade na gestão do património cultural português (museus, palácios, DGPC, PSML, entre outras). No tópico seguinte, indicam-se alguns exemplos de visitas de estudo e conferências realizadas até ao momento.

Resultados Alcançados

Nos cinco anos lectivos considerados para efeitos desta candidatura, organizaram-se 10 visitas de estudo e 19 conferências no âmbito unidade curricular de TCR. No seu conjunto, estas actividades mobilizaram cerca de 350 alunos, incluindo muitos estudantes estrangeiros em programas de mobilidade.

 

Ano lectivo Alunos inscritos em TCR Alunos que participaram
2014-15 68 61
2015-16 88 78
2016-17 92 78
2017-18 77 69
2018-19 75 62
Total 400 348

A prática “Conservação e Restauro: abordagens, projectos e obras” tem procurado abranger um leque tão diversificado quanto possível de problemas e perspectivas. Simultaneamente, estas iniciativas pretendem alargar o horizonte da formação académica, criando oportunidades de comunicação com instituições relevantes no domínio do património cultural, assim como gabinetes de arquitectura e empresas de conservação e restauro.

O programa de visitas de estudo incluiu os seguintes imóveis classificados: Castelo de São Jorge, Lisboa (com a colaboração dos Arqs. Victor Mestre e Sofia Aleixo, 2015); Teatro Thalia, Lisboa (visita conduzida pelo Arq. Gonçalo Byrne, 2016); Palácio Nacional de Queluz (2015 e 2016); Castelo dos Mouros, Sintra (2017); Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, Lisboa (2017); Convento Capuchos, Sintra (2018); Sé Catedral, Lisboa (visita conduzida pelo Eng. Bessa Pinto, 2018); Museu de Lisboa – Palácio Pimenta (com a participação da Directora do Museu, Dr.ª Joana Sousa Morais, 2018); Colégio/Antigo Convento do Bom Sucesso (visita conduzida pela Directora do Colégio, Dr.ª Ana Mariz Fernandes e pelo Arq. Manuel Lapão, 2019).

Entre as conferências realizadas destacam-se, todos os anos, as aulas abertas com o Professor António Lamas, actualmente jubilado, que criou a unidade curricular de Conservação e Restauro no DECivil do IST e cujo percurso profissional foi marcado por diversos cargos dirigentes em instituições de referência no panorama cultural português. Nos cinco anos em apreço, as palestras com o Professor António Lamas têm tido um excelente impacto no processo de aprendizagem dos alunos, facilitando também a transferência de conhecimento entre gerações.

As conferências organizadas no âmbito de TCR envolveram não só oradores portugueses mas também convidados estrangeiros, aproveitando a sua estadia em Lisboa para outros eventos como aconteceu, por exemplo, em 2017, com as Professoras Giselle Beiguelman (Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) e Cristina Jover (Universitat Politècnica de Catalunya, Barcelona). Importa ainda mencionar as iniciativas promovidas em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, ao abrigo do protocolo de colaboração anteriormente celebrado entre aquela instituição e o IST. Neste contexto, salientam-se as conferências com Annika Gunnarsson (curadora do Moderna Museet de Estocolmo, 2017) e com o Arq. João Herdade (Direcção-Geral do Património Cultural, 2019).

Avaliação e Monitorização

A monitorização e avaliação da prática “Conservação e Restauro: abordagens, projectos e obras” de TCR decorrem em vários momentos e sob diferentes perspectivas. Em termos do possível impacto destas actividades no sucesso académico dos alunos, os resultados obtidos na avaliação dos relatórios e na percentagem de aprovação constituem indicadores muito positivos e estáveis, como demonstra o resumo nos cinco anos em causa. Muito embora seja exigido aos alunos uma nota mínima de 9,5 valores na avaliação por exame, o valor médio da taxa de aprovação no período em causa foi superior 70%.

 

Teoria da Conservação e do Restauro – 2014 a 2019
Ano lectivo Nota média dos relatórios % Aprovação Nº alunos 1ª inscrição
2014-15 14,1 71 54
2015-16 13,7 86 77
2016-17 13,3 72 83
2017-18 13,9 69 64
2018-19 13,1 68 68

eficácia da prática de ensino adoptada em TCR tem também sido monitorizada através da recurso a questões específicas incluídas nos exames, para as quais a participação nas visitas de estudo e conferências tenham sido importantes para aprofundar e/ou exemplificar conteúdos leccionados em sala de aula.

Paralelamente, constata-se que estas iniciativas têm contribuído decisivamente para o sucesso da unidade curricular, que tem vindo a atrair um número crescente de alunos estrangeiros, como é evidenciado através do número de alunos em primeira inscrição. Esta percepção é também confirmada pelos resultados dos inquéritos aos alunos, no quadro do sistema de Garantia de Qualidade das Unidades Curriculares (QUC). Com efeito, ao longo destes cinco anos, a UC tem obtido óptimas classificações (entre 8 e 9 pontos) nos principais parâmetros e, nos anos lectivos 2016-17 e 2018-19, as docentes foram distinguidas como Docentes Excelentes.

No que respeita a hipóteses de melhoria, equaciona-se actualmente a criação de um grupo de partilha de relatórios num sítio da Internet com o objectivo de aumentar a visibilidade destas iniciativas, permitir um maior envolvimento dos alunos e promover a análise e discussão dos temas e casos abordados nas visitas e conferências. Para além de estimular o debate sobre os temas e projectos em estudo, esta plataforma permitirá identificar, de um modo mais directo e atempado, problemas e intervenções que os alunos considerem importante analisar, no âmbito da UC.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A prática “Conservação e Restauro: abordagens, projectos e obras” adoptada semestralmente e suportada por visitas de estudo e conferências, levado a cabo desde o ano lectivo 2014-15, teve e tem um carácter inovador no IST, ao preconizar uma abordagem transdisciplinar em que se cruzam as ciências, as humanidades e as artes. Através do contributo de vários especialistas convidados, procura-se fomentar uma visão integrada do património cultural e da prática da conservação e do restauro, cruzando a arquitectura, a arquitectura paisagista, a arqueologia, a engenharia civil, a gestão cultural, as ciências do património, a museografia e a história da arte. A liberdade conferida aos alunos de escolherem a visita de estudo ou a conferência sobre a qual pretendem apresentar o relatório, e o facto da sua entrega ocorrer até 15 dias após a realização da visita da actividade, promovem a avaliação contínua, facilitam a gestão individual dos compromissos académicos dos alunos durante o semestre e a sua motivação para aprofundar temas por eles seleccionados. Neste sentido, a prática pedagógica em causa antecipou alguns dos Princípios Orientadores para a Reestruturação dos cursos de 1º e 2º ciclo do IST, que será implementada no IST em 2021-2022.

A prática de ensino adoptada em TCR, na sua componente de visitas de estudo e conferências, tem elevada sustentabilidade e replicabilidade, dado que pode ser concretizada sem a necessidade de recursos adicionais relevantes e pode ser facilmente transposta para outras unidades curriculares mediante o ajustamento do número, dos temas das actividades, das entidades/empresas envolvidas, das áreas científicas, dos especialistas e profissionais envolvidos na sua concretização. O formato de relatório e o respectivo peso na avaliação final dos alunos podem também ser adaptados aos objectivos de cada UC.

A ser replicada esta práctica em outras UCs, recomenda-se que seja efectuado, em sala de aula, o prévio enquadramento e articulação dos conteúdos leccionados com as visitas de estudo e conferências a realizar. A monitorização da implementação desta prática de ensino poderá ser efectuada através: da análise da participação dos alunos nas acções organizadas; do acompanhamento do desenvolvimento dos relatórios, para garantir adequada análise e discussão do tema em causa; da reacção/comentários dos alunos; da classificação obtida pelos alunos; das taxas de aprovação.

 

(an)Dar a Aula

segunda, setembro 28th, 2020

Educação Superior ● 2020

José Gonçalves Pinto (docente DEG)

Implementação da Boa Prática

O lugar do decente está ainda muito ligado à sua presença no “topo” da sala e a informação transmitida começa a chegar com dificuldade aos lugares mais “atrás”. Esta boa prática prende-se com a mobilidade do professor em sala que permite uma visão mais alargada do seu espaço de transmissão de conhecimento e ao mesmo tempo reduz a distância para um conjunto de alunos que se possam sentir mais afastados. Com a adoção de um transmissor wifi ligado ao projector, a utilização de um simples tablet pode conferir ao docente esta mobilidade.

A boa prática é usada nas aulas de Gestão Financeira (LEGI) com o intuito de desenvolver maior proximidade com os estudantes e uma maior liberdade de acção do docente.

A prática pode ser usada em aulas mais teóricas com a passagem dos tradicionais “slides” ou mesmo em aulas mais práticas com o recurso a ferramentas de escrita digital.

Resultados Alcançados

A prática aproxima mais os alunos dos conteúdos transmitidos por reduzir a distância entre o docente e o estudante.

A mobilidade do professor desperta também mais curiosidade e alerta no estudante e criava um ambiente mais dinâmico e ativo no aluno (como o confirmam algum feeback recebido):

Aproveito também para agradecer por ter sido nosso professor, pois as aulas eram bastante interessantes e estimulantes e a energia era bastante positiva, algo um pouco raro no nosso curso” R.

Olá professor,

É com muita alegria que o informo que recebi oferta das duas faculdades a que me candidatei. Estarei o próximo ano em Londres, na London Business School, mas estarei sempre disponível para ajudar no que precisar.” V.

A facilidade com que o professor se desloca possibilita esta maior proximidade.

Um dos grandes resultados é também a proximidade com alunos com maior dificuldade (muitos que acabam por se sentar nos lugares de trás) e de alunos mais barulhentos que com esta presença mais constante do professor acabam por se integrar melhor na aula.

Avaliação e Monitorização

A avaliação que podemos fazer é fundamentalmente de índole qualitativa pois a prática foi apenas aplicada num semestre sem ter seguido uma continuidade anterior. E neste aspeto a prática tornou-se importante pelos pontos já salientados anteriormente da dinâmica das aulas e “activação” dos alunos. Quanto a uma avaliação mais quantitativa o que podemos aferir é que nas classificações finais os estudantes tiveram uma taxa de aprovação de 93% com uma média final de 15,94 valores em 20 valores.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Em termos de práticas encontradas no IST esta apresentada é inovadora pois coloca a sua enfase na mobilidade do docente quando em ambiente de sala de aula. Ao contrário de um simples “apresentador de slides”. Esta prática permite uma maior interacção com os conteúdos da cadeira no espaço da sala.

A prática pode ser usada em aulas teóricas (anfiteatros), com as limitações de em muitos deles haver apenas corredores laterais, e em aulas práticas (de resolução de problemas).

Dificuldades:

Sendo na sua natureza de fácil replicabilidade num outro contexto, o facto é que as salas do IST não estão adaptadas a uma prática deste formato, quer ao nível tecnológico quer ao nível do layout das salas.

Ao nível tecnológico esta prática requer uma ligação wireless ao projector, quando praticamente nenhum projector instalado tem esta capacidade. Este obstáculo pode ser suprido com um adaptador de sinal wireless, no entanto devido a alguns conflitos de protocolos dos equipamentos por vezes a ligação não é estabelecida ou é estabelecida com algumas falhas.

O outro obstáculo prende-se com o layout das salas de aula que por forma a gerir a lotação da mesma não deixa corredores de movimento para o docente pelo que mesmo com a tecnologia do seu lado a sua movimentação física fica muito limitada.