Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

Archive for the ‘Técnico-Pedagógico’ Category

Recuperar, organizar e disponibilizar informação digital na Bibliotecado IST: uma realidade em movimento

terça, outubro 12th, 2021

Educação Superior ● 2021

Isabel Vaz Marcos, Helena Laranjeira de Sousa

https://bist.tecnico.ulisboa.pt/

Implementação da Prática

O desenvolvimento das tecnologias e redes de comunicação tem provocado alterações profundas na sociedade, impulsionando o nascimento de novos paradigmas e modelos de comunicação educacionais. Neste contexto, a disponibilização de informação em formato digital ganha um peso exponencial no sucesso da aprendizagem. O processo de evolução das bibliotecas tem acompanhado o desenvolvimento desta tendência. A passagem da cultura impressa para a cultura digital impôs aos serviços a aquisição de novas competências para a conceção e disponibilização de conteúdos digitais, que a par dos recursos impressos ofereçam aos utilizadores um contato rápido e direto com a informação, sem que esta esteja circunscrita no tempo e lugar. A Biblioteca do IST foi pioneira na aquisição de revistas em formato digital. Há registos da existência de mais de 500 títulos antes do início da B-on (2004) e, mesmo depois, subscreveram-se revistas de editores que não integravam o consórcio. No decorrer do tempo, a B-on foi crescendo com a inclusão de mais periódicos e o IST foi cancelando as assinaturas. A necessidade de reunir num único ponto de acesso toda a informação fez com que a Biblioteca implementasse a prática de agregar e referenciar no catálogo os recursos comuns, permitindo que um utilizador ao realizar uma pesquisa, aceda de forma imediata à informação, deixando de ser relevante a base onde está alojada. Ao longo dos anos, foram delineados outros projetos de biblioteca digital que também estão em curso: disponibilizar na página web da Biblioteca outros catálogos e recursos digitais de acesso livre; criação de um ponto de acesso único para as dissertações defendidas no IST; digitalização de teses e dissertações anteriores a 2007, com vista a sua disponibilização em acesso aberto.Recentemente, em 2016, em articulação com os serviços da Reitoria, foi adquirido o Portal EDS, que permite agregar toda a informação disponível na Biblioteca do IST e nas restantes escolas da Universidade de Lisboa.

Resultados Alcançados

Projeto Gestão de Recursos Digitais

Atualmente existem 21776 títulos de periódicos em formato digital e em acesso integral. Deste total, 21712 são disponibilizados pela B-on e 64 são adquiridos pelo IST. É subscrita também uma base de dados na área da matemática. No que respeita a e-books, existem 20798 recursos, maioritariamente da Springer e do IEEE (Conference proceedings), todos em acesso integral.

Nesta primeira fase do projeto a fusão das bases ocorreu somente nas revistas (1340) e livros (1575) adquiridos pela Biblioteca e também existentes na B-on e outras bases, em que toda a informação foi coletada no catálogo bibliográfico (exemplo: Physical review letters). Tendo obtido autorização da Springer para disponibilizar o acesso integral aos restantes e-books, uma vez que são subscrições perpétuas, está prevista na fase seguinte do projeto a sua disponibilização no catálogo.

Projeto: Biblioteca Digital: outros recursos

A constatação da existência de um conjunto significativo de recursos grátis e com conteúdos informacionais fidedignos, levou a criação na página da Biblioteca de um separador organizado por diversas tipologias de fontes de informação, com a finalidade de orientar os utilizadores na busca de recursos. Partindo das necessidades de informação diagnosticadas, destacámos links para: Revistas de acesso livre; Portais de teses; Repositórios; Bibliotecas nacionais; Bibliotecas estrangeiras; Referências online; Recursos diversos. É uma pagina em manutenção, sendo reavaliada periodicamente.

Projeto: Dissertações de mestrado defendidas no IST

Esta coleção de trabalhos académicos é composta atualmente por 16694 títulos em formato impresso e digital. Até 2006, a documentação existe apenas em papel. Com a implementação do Processo de Bolonha (2006-2007) as dissertações passaram também a estar disponíveis em formato digital e, em 2013, deixaram de existir em suporte impresso. Esta mudança de suporte originou alguma dispersão da informação e o principal objetivo deste projeto é reunir e disponibilizar, a partir de um ponto de acesso único, todos estes conteúdos informacionais.

Projeto de Digitalização de teses e dissertações defendidas no IST

A existência de mais do que um exemplar em formato papel de um numero significativo de teses e dissertações e o desejo de poder disponibilizá-las em acesso aberto, levou a que em 2017 tivesse início um projeto de digitalização destes documentos. Foi montado um processo que passou pelo desmembramento dos exemplares duplicados, digitalização e constituição de um documento em PDF com OCR. Até final de 2019, foram digitalizados 4500 trabalhos académicos. A etapa seguinte do projeto passará por solicitar aos autores autorização para disponibilizar no catálogo da Biblioteca o acesso ao texto integral. Uma vez obtida esta autorização, será criado um registo bibliográfico com a hiperligação ao documento, aumentando desta forma a oferta de conteúdos digitais.

Avaliação e Monitorização

A monotorização e avaliação apresentada está baseada em dados estatísticos de visualização e de utilização.

Projeto Gestão de Recursos Digitais

A contratualização da B-on é feita de forma global, no contexto da ULisboa, não tendo acesso a dados estatísticos específicos da comunidade IST. Os números anuais ultrapassam mais de um milhão de pesquisas e downloads e, considerando a dimensão do IST no contexto das 18 escolas, é expectável que uma percentagem significativa dos acessos provenha dos IPs do IST. Quanto às restantes bases de dados e títulos de revistas subscritas (64), somamos, em 2020, mais de 47471 pesquisas e downloads. Estes dados estatísticos foram solicitados diretamente às editoras. Em termos de monitorização, no final de cada ano civil é necessário contactar as editoras, solicitar os orçamentos, contactar os departamentos e iniciar o processo de contratação. Durante o ano é necessário verificar com alguma regularidade os links, as abrangências temporais dos periódicos e responder a pedidos de ajuda.

Projeto: Biblioteca Digital: outros recursos

A partir do Google Analytics é possível obter um resumo da navegação da página web da biblioteca a partir dos seus vários itens. Desta forma, verificámos que, em 2020, ocorreram cerca de 9000 acessos as estas bases. Durante a pandemia foram disponibilizados recursos gratuitos de editoras como a Taylor Francis, Cambridge, Springer, etc. Contabilizámos cerca de 1000 pesquisas efetuadas a partir da Página da Biblioteca, não tendo sido possível acrescentar os acessos diretos feitos através dos links divulgados no Facebook e Instagram.

Projeto: Dissertações de mestrado defendidas no IST

A manutenção da qualidade deste serviço exige monitorização constante a vários níveis:manter a qualidade dos conteúdos informacionais que constam na Página; assegurar a qualidade e uniformização dos dados bibliográficos dos registos, a fim de facilitar a recuperação da informação; verificar anualmente a oferta formativa de mestrados; articular os mestrados em parceria.

No que respeita à avaliação, constatou-se uma progressiva procura de utilização deste serviço. Em 2019, registaram-se cerca de 7200 acessos e, em 2020, foram contabilizados mais de 9100 acessos.

Projeto de Digitalização de teses e dissertações defendidas no IST

O grande desafio deste projeto é a recuperação de informação de contacto que que permita solicitar aos autores a autorização para disponibilizarem o trabalho académico em acesso aberto.

 

Carácter Inovador e Transferibilidade

No contexto das instituições universitárias, a constituição de uma biblioteca digital deverá satisfazer a sua comunidade ao nível dos conteúdos e do acesso à informação e deverá ser capaz de garantir a preservação dos documentos a longo prazo. Esta realidade já está em curso e constitui um dos objetivos estratégicos de desenvolvimento da Biblioteca do IST.

A constituição da Biblioteca digital está a ser equacionada em três dimensões:

1.Consolidação de um acervo digital com informação atual, adequada às necessidades existentes, pertinente e fiável, fundamental para o sucesso da aprendizagem e para o progresso do conhecimento.

  1. Devido ao elevado custo desta informação junto das editoras, é necessário ter capacidade negocial e estabelecer consórcios de cooperação junto de parceiros internos e externos (compras conjuntas entre instituições)
  2. Organizar e inserir estas coleções digitais em sistemas agregadores que facilitem a pesquisa e o acesso, rentabilizando o tempo do utilizador: catálogo de Biblioteca e o Portal Agregador da ULisboa, Ebsco Discovery Services (EDS)

2.Potenciar a divulgação da produção científica da comunidade IST que não entra nos circuitos comerciais

  1. Teses, dissertações e outros trabalhos académicos
  2. Trabalhar a partir de conteúdos digitais existentes no Fenix e digitalizar informação retrospetiva, só existente em formato papel
  3. Utilizar uma interface que conjugue objetos e meta dados e que permita a navegação, nomeadamente a pesquisa
  4. Utilizar o OCR para permitir a pesquisa de conteúdos
  5. Trabalhar em parceria com a DSI no âmbito do Repositório Institucional-Sotis
  6. Divulgar o património antigo bibliográfico e documental do IST
  7. Definir políticas internas e criar um documento, Best practice guidelines for digital collections, que defina os procedimentos de seleção de coleções, sua digitalização e divulgação
  8. Definir as coleções a digitalizar (valor histórico e patrimonial)
  9. Garantir a qualidade da digitalização e utilizar o OCR
  10. Garantir a preservação
  11. Projetos em curso
  12. Revista Técnica. Projeto em duas fases. A 1ª fase está concluída: digitalização de todos os números e divulgação através do catálogo da Biblioteca e da página web da AEIST. Na 2ª fase recuperar os conteúdos de cada número e individualizar o seu tratamento documental de forma a facilitar a recuperação desta informação
  13. Professores antigos do IST. Recolher, organizar, digitalizar e divulgar trabalhos de alguns dos professores mais importantes.

Faraday News

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

Moisés Piedade, Carlos F. Fernandes, Carlos A.M. Gouveia, Natália Rocha, Henrique Nogueira

https://tt.tecnico.ulisboa.pt/innovators/lab2markettecnico/

Implementação da Prática

. O Museu Faraday (MF) conta com mais de 800 peças já identificadas e catalogadas. Estas peças cobrem as áreas de eletrotecnia, instrumentação, aparelhos de áudio, vídeo, rádio e TV. Aparelhos científicos, documentos, informação variada deixada pelos utentes da Escola ao longo dos anos e proveniente de coleções privadas, para além de serem cruciais para a sua memória coletiva, constituem “objetos” com interesse museológico. A equipa do MF pensou lançar um jornal que versasse sobre os vários tópicos à Museologia, Ciência/Tecnologia e Artes, com referência às diversas atividades desenvolvidas no MF: visitas guiadas, exposições, demonstrações, etc. Assim foi criado o Faraday News (FN), e, no dia 6/2/2020, foi lançado o primeiro exemplar. O FN é uma publicação bilingue, disponível em formato digital. Os artigos cobrem vários domínios (engenharia, humanidades, belas artes, informática e ciências da computação, matemática, física), ligados na área da Museologia. Os textos podem apresentar resultados de pesquisas científicas ou em desenvolvimento, revisões bibliográficas ou teóricas sobre os temas abordados pela revista, resenhas inéditas de livros, teses, dissertações e outras produções, que tenham relevância académica, notas com resultados preliminares e parciais de pesquisas ou ainda em desenvolvimento, entrevistas feitas com profissionais, etc.

A estrutura básica não é rígida, com uma flexibilidade que garanta a dinâmica de uma revista moderna e simultaneamente uma adequação aos tempos que vivemos. Mas em termos gerais a revista apresenta um esqueleto básico composto pelas seguintes rúbricas: Editorial, Um Olhar (de fora ou de dentro), Biografia, Artigo Técnico, Arte/Ciência e Eventos. O corpo editorial tem como diretores os Profs. Moisés Piedade e Carlos Fernandes, sendo o Prof. Carlos Gouveia (docente da FLUL) o responsável pela revisão de textos, a assistente editorial Dr.ª Natália Rocha (SE dos Museus do Técnico) e o Designer Henrique Nogueira na composição gráfica.

Resultados Alcançados

Este jornal é de uma certa forma uma extensão e materialização na escrita do trabalho que é desenvolvido no MF, tal como a Doutora Marta Lourenço descreveu no seu testemunho publicado no primeiro número do FN. Tal como o MF, esta publicação “prolonga a vida dos objetos”, contando as suas histórias passadas na ciência e na tecnologia, e reinventando-os em histórias do presente.

É um jornal periódico que, através da publicação de artigos de cariz teórico/experimental/ensaístico, enquadra múltiplas perspetivas de questões inerentes à Ciência/Tecnologia e Artes de modo a chegar a um público diversificado. Por esse motivo, utiliza uma linguagem acessível, mas sempre com rigor científico e literário.

O FN existe em formato digital e está acessível através de várias vias: em listas de contactos (do Museu Faraday, do International Committee of ICOM for University Museums and Collections (UMAC), no site https://museufaraday.ist.utl.pt/FaradayNews. É publicado nas páginas nas redes sociais Facebook (@servicoeducativomuseustecnico) e Instagram (@museustecnico) do Serviço Educativo dos Museus do Técnico. Também tem sido divulgado nos websites do Instituto Superior Técnico e da Universidade de Lisboa.

Com temas centrados em vários aspetos da Engenharia, Matemática, Física e Informática, o FN procura manter uma transversalidade que possibilite uma ligação estreita com um público que tem interesse específico na atuação do MF, do Instituto Superior Técnico e da Universidade de Lisboa, mantendo presente a memória coletiva de um património gigantesco.

Pretende-se, neste espaço jornalístico, promover um encontro entre o público e a investigação de ponta nas diversas áreas que formam o campo de estudo das Engenharias, particularmente, da Engenharia Eletrónica, aprofundando conhecimentos e motivando caminhadas para aqueles que têm vontade de saber mais. Os artigos seguem estilos e géneros diferentes, permitindo construir pontes entre obras, épocas, modos de ver o mundo e discursos. Os autores buscam o diálogo entre as suas investigações – com frequência fazendo uso de uma extensa bibliografia especializada, dando a possibilidade de ampliar horizontes do nosso público leitor. É interessante perceber que diferentes abordagens podem resultar em resultados e pontos de vista que se complementam. O trabalho desenvolvido pelo FN reforça a dimensão didática e pedagógica do MF e o espírito inquieto e ativo que está patente nas inúmeras exposições realizadas, na conservação de acervo e no apoio aos investigadores e às visitas guiadas. O FN pretende assim criar mais um palco onde os vários caminhos do saber se cruzam periodicamente.

. Carácter Inovador e Transferibilidade

Um ano depois do lançamento desta revista, novas edições começam a ser planeadas com uma frequência que se vai ajustando aos recursos disponíveis. O resultado obtido ao final do primeiro ano de existência é considerado muito positivo e correspondeu às expectativas criadas e aos objetivos iniciais da criação da revista. Por um lado, a revista representa um meio de chamada de atenção para assuntos que constituem naturalmente o domínio do MF e, por outro lado, permite atingir um público mais eclético e vasto, por ser um canal de difusão na forma digital. Esta publicação constitui um espaço ao dispor dos diversos autores que de alguma forma se identificam com o MF e que generosamente contribuem com os seus artigos. O trabalho final fica mais rico e disponível à curiosidade de todas as gerações. É, sem dúvida, uma forma de interação interessante na transmissão de conhecimento, complementando os conteúdos salientados no MF, com a dinâmica resultante da publicação de artigos por autores que se debruçam sobre as mais variadas áreas temáticas.

Além da pertinência destes elementos, a retroação dos leitores também é o parâmetro com mais peso de ponderação nesta avaliação.

O facto de ser bilingue faz com que este periódico seja acessível em todas as partes do globo: Além de permitir um acesso muito mais alargado, a distribuição em formato digital tem como vantagens importantes o ser mais ecológico e sustentável e permitir uma partilha e divulgação mais eficientes com outros sítios/parceiros.

Neste momento a retroação recebida é através do correio eletrónico e dos comentários nas redes sociais. É de fato muito importante que os leitores se apercebam da forma como este novo espaço de comunicação está a ser encarado e que sugiram formas de o melhorar. Por exemplo, criando uma rubrica onde os leitores possam dar a sua opinião, os seus desejos sobre o conteúdo da revista, um comentário sobre um artigo ou sobre o editorial ou eventos realizados. Enfim, um meio que induza a participação de todos. Estamos e continuaremos à procura de novas ideias e sugestões, bem como de comentários e críticas. Nesse sentido, pensamos que em edições futuras da revista surja espaço para artigos informativos e úteis para todos os leitores. De realçar que a existência do FN não seria possível sem todas as contribuições recebidas por todos os que, de forma altruísta, têm colaborado com a escrita de artigos e não só.

Avaliação e Monitorização

O FN é um espaço aberto a todos os profissionais, estudantes e investigadores com interesse em refletir sobre temas relacionados com o mundo da Ciência/Tecnologia e Artes. Neste sentido, a revista privilegia textos que se destaquem pela sua capacidade de teorização, inovação e originalidade. A revista FN, sem perda de rigor, permite que os seus leitores possam usufruir do conhecimento científico que, muitas vezes, não está ao alcance da compreensão de todos, por ser divulgado de um modo demasiado técnico. Outros aspetos relevantes são a sua divulgação ser bilingue e, por ser em formato digital, permitir que, uma vez publicados, os artigos possam ficar permanentemente disponíveis.

Ao dirigir-se a um público alargado de todos os níveis de ensino, o acesso aberto imediato e gratuito ao seu conteúdo, sempre com um rigor superior, proporciona uma maior democratização do conhecimento. A sua leitura estimula não apenas o conhecimento, mas sobretudo uma reflexão, mais do que nunca essencial, sobre os caminhos percorridos ao longo de dois séculos de inovação eletrónica.

A nível da transferibilidade podemos considerá-la um exemplo de boa prática que pode ser replicada pelos outros Museus do Instituto Superior Técnico ou da Universidade de Lisboa.

Explica-me como se tivesse 5 anos – Conversas sobre ciência no Técnico para crianças e adultos curiosos

terça, outubro 12th, 2021

Selecionada “Boa Prática do Ano”, 2021

Comunicação● 2021

Joana Lobo Antunes

https://explicame.tecnico.ulisboa.pt/

Implementação da Prática

“Explica-me como se tivesse 5 anos” é um projeto de comunicação de ciência realizado pelo ComunicaCiência, grupo que reúne os responsáveis de comunicação das 23 unidades de investigação (UI) associadas ao Técnico, do programa CMU e a Área de Transferência de Tecnologia (TT), com coordenação da Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM).

Em maio de 2020 o país entrou em confinamento, as escolas fecharam, o teletrabalho tornou-se obrigatório e as famílias tiveram de reorganizar as suas vidas em casa. Em termos de comunicação de ciência, surgiu uma vasta oferta de atividades online direcionadas para jovens e adultos. Porém, essa oferta não existia para um público infantil, sobretudo pensando nas manhãs de sábado, quando essas crianças se viram de repente privadas das atividades ao ar livre a que estavam habituadas.

Surgiu então a ideia de produzir um programa para estimular o interesse das crianças pela ciência, assente num ciclo de conversas com investigadores de todas as áreas científicas do Técnico, onde se aborda o trabalho científico desenvolvido na instituição, usando uma linguagem simples e acessível a uma criança de cinco anos.

O programa é transmitido em direto e tem duração de 1 hora. Inicia com uma apresentação de cerca de 20 minutos sobre um determinado tema e de seguida são respondidas perguntas feitas pelos espetadores. Foi criado um website do programa (https://explicame-tecnico.ulisboa.pt) e elaborou-se uma checklist para cada episódio, desde a pré-produção à pós-produção, percorrendo a divulgação, ensaios, o direto e recolha de feedback e resultados alcançados. Para cada episódio são realizados geralmente dois a três encontros virtuais com o/a convidado/a, de modo a afinar o tema da conversa, ensaiar a apresentação e fornecer algumas orientações técnicas que melhorem a qualidade e eficiência da comunicação. As conversas são realizadas no Zoom, com transmissão em direto na página Facebook do Técnico, ficando os vídeos depois disponíveis no Facebook e no Youtube.

O programa estreou no dia 23 de maio 2020, inicialmente com frequência quinzenal, passou a mensal no início de 2021. Foram emitidos até à data 16 episódios. A equipa de produção executiva inclui André Gonçalves (IN+), Bárbara Teixeira (ISR), Joana Lobo Antunes (ACIM, coordenação), Pedro Garvão (ACIM), Sílvio Mendes (ACIM) e Susana Muinos (CERENA).

Resultados Alcançados

Foram até à data emitidos 16 programas, estando já agendados os próximos três.

As unidades de investigação já representadas no programa foram:

  • Centro de Análise Funcional, Estruturas Lineares e Aplicações (CEAFEL) – Ana Moura Santos
  • Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos (CAMGSD) – Ricardo Schiappa
  • Centro de Astrofísica e Gravitação (CENTRA) – Ana Mourão
  • Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares (C2TN) – Marta Almeida
  • Centro de Estudos de Gestão do IST (CEG-IST) – Tânia Ramos
  • Centro de Física Teórica das Partículas (CFTP) – Ivo de Medeiros Varzielas
  • Centro de Química Estrutural (CQE) – Zita Martins
  • Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA) – Moisés Pinto
  • Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB) – Vasco Bonifácio
  • Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores: Investigação e Desenvolvimento em Lisboa (INESC-ID) – Arlindo Oliveira
  • INESC Microsistemas e Nanotecnologias (INESC-MN) – Susana Freitas
  • Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) – Gonçalo Figueira
  • Instituto de Sistema e Robótica (ISR) – Isabel Ribeiro
  • Instituto de Telecomunicações (IT) – Yasser Omar
  • Investigação e Inovação em Engenharia Civil para a Sustentabilidade (CERIS) – Mónica Amaral
  • Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP) – Pedro Abreu

Estão já agendadas sessões com

  • Centro de Física e Engenharia de Materiais Avançados (CeFEMA) – Pedro Brogueira
  • Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (IN+) – João Ventura
  • Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC) – Rogério Colaço

Todos os episódios somados atingem um total de mais de 67 mil visualizações, num valor médio de 4200 por programa, sendo o Episódio 1 o mais visto, com 9500 visualizações. Os vídeos geraram Os vídeos geraram um alcance estimado de 181859, mais de 1300 gostos (média: 105), 838 comentários (média de 64) e 312 perguntas enviadas para que os investigadores pudessem responder (média de 22 por programa. O Episódio 7 não foi mantido em “on” a pedido do orador, que prepara um livro sobre esses temas.

Avaliação e Monitorização

Da análise dos comentários publicados nas transmissões em direto, temos feedback muito positivo dos seguidores, salientando a qualidade do programa tanto em conteúdo científico como em clareza de exposição. Da análise aos inquéritos de satisfação das 16 sessões, 85% dos respondentes disseram que a conversa tinha sido muito interessante e 15% interessante, e a mesma proporção considerou que o/a cientista tinha sido clara na sua exposição, sendo que 98% acharam que houve clareza na resposta às perguntas. A maioria ficou a querer saber mais sobre o tema (98%) ou sobre o Técnico (83%) e a querer visitar o campus quando for possível (77%).

Fizemos um inquérito de avaliação endereçado aos investigadores que já fizeram apresentações para recolher também as suas opiniões. Tivemos 11 respostas (em 16 possíveis), o que representa 69% do universo de participantes. Dos inquiridos 91% considerava que o seu trabalho podia ser comunicado de forma simples e acessível, o que demonstra uma grande predisposição para a comunicação do seu trabalho já anterior ao programa. De facto, 64% dos participantes já tinham comunicado para audiências tão jovens. No entanto, 82% consideram que ter participado no “Explica-me” os deixou com mais interesse em participar em atividades de comunicação de ciência no futuro e 80% gostariam de voltar a participar numa edição do programa.

Relativamente às sessões de preparação, trabalho de apoio que é feito com os investigadores para ajudar a enquadrar a presentação final, 64% considerou que conseguiria fazer uma atividade deste tipo, de forma individual, sem as sessões de preparação. Contudo, a grande maioria considera que as sessões de preparação contribuíram para melhorar as suas aptidões de comunicação. Relativamente à qualidade do programa e seu futuro, 100% dos inquiridos considera que “o Explica-me como se tivesse 5 anos é u ma boa forma de divulgação da ciência realizada no Técnico”.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A ideia deste programa surgiu de forma espontânea no meio da pandemia e foi materializada de forma colaborativa e orgânica, com voluntarismo, curiosidade e vontade de comunicar a ciência do Técnico, tirando partido dos recursos disponíveis (Zoom, Drive, Self-Service e a experiência de cada elemento da produção).

Explicar ciência a uma criança é um exercício que requer critério na escolha do vocabulário, explicar conceitos complexos com linguagem simples. Isso precisa de ser ensaiado com os convidados, entre uma a três vezes, de modo a prepará-los para esse público infantil do qual podem sair perguntas inusitadas, ainda que com sentido.

Esses ensaios preparativos têm ainda o acréscimo de estabelecer novos vínculos entre diferentes unidades do Técnico e gerar conhecimento mútuo sobre o seu funcionamento. Ou seja, para além do objetivo de comunicar a ciência do Técnico numa linguagem simples e acessível, este programa promove uma maior auto-conhecimento do universo Técnico e uma aproximação entre os seus atores, e entre os investigadores e a Comunicação do Técnico.

O programa começou a ser construído de forma despretensiosa e como protótipo: a cada episódio faz-se uma análise crítica (a partir das impressões dos intervenientes e do feedback recebido no direto e nos formulários de opinião), aperfeiçoa-se o que pode ser melhorado e enriquece-se um documento colaborativo onde são anotados todos os passos que precisam ser feitos, desde a pré-produção à pós-produção. Esta metodologia permitiu que, por um lado, cada um fosse ocupando o seu próprio espaço e empoderando-se das ferramentas, e por outro, ao deixar tudo documentado, permite que haja alternância entre os colaboradores sem prejuízo do conhecimento sobre o que precisa de ser executado. O facto de o programa prescindir de espaços físicos ou encontros presenciais para ser realizado, permite que seja feito a partir de qualquer lugar e por tempo indeterminado, percorrendo todas as unidades de investigação do Técnico.

Após a emissão em direto, os programas ficam disponíveis no Facebook e no Youtube. Estão a ser equacionadas outras plataformas, como por exemplo o Spotify para difusão das conversas em formato podcast.

O carácter inovador deste projeto é a existência de programa de divulgação da ciência do Instituto Superior Técnico que englobe todas as unidades de investigação, de forma ter uma representatividade de áreas científicas unidas em torno de um objectivo comum.

Da análise das atividades de ligação à sociedade de outras faculdades em Portugal, verificamos que o modelo que concebemos e implementámos, de um programa para crianças regular nas redes sociais, é único e por isso inovador dentro da nossa instituição e no país.

Pretendemos continuar a explorar a ligação à sociedade da investigação que se faz no Técnico não apenas mantendo a regularidade deste formato como alargando a outros projetos sempre com a mecânica de envolvimento de todas as UI.

Projecto Piloto “Mecânica I faz a diferença!”

terça, outubro 12th, 2021

Outra: Desenvolvimento Sustentável● 2021

Silvia Di Salvatore e Inês Ribeiro

ND

Implementação da Prática

O projeto piloto “Mecânica I faz a diferença!” (MFD), iniciativa do projeto Técnico Sustentável da Plataforma IST-Ambiente, com a colaboração dos núcleos de estudantes AmbientalIST e NEEA, decorreu no Pavilhão de Mecânica I do Campus Alameda do IST entre Novembro de 2019 e Março de 2020, teve como principal objetivo a introdução de um procedimento de separação e recolha diferenciada de resíduos sólidos urbanos (RSU) e o desenvolvimento de um modelo, com medidas de gestão operacional e estratégias de comunicação. O pavilhão onde decorreu o projeto é um edifício onde funcionam vários centros de investigação, laboratórios, uma biblioteca, uma sala de estudo e um anfiteatro, com uma população permanente de cerca 100 pessoas e uma população móbil de cerca de 50 pessoas.

O projeto piloto MDF foi desenvolvido em 4 fases:

Fase 1 – Monitorização. Nesta fase (Novembro 2019) foi realizada a monitorização dos resíduos do pavilhão geridos segundo o procedimento vigente no IST, com pesagens e estimativas volumétricas e qualitativas diárias dos resíduos indiferenciados produzidos no pavilhão, onde estavam instalados cerca de 100 caixotes em gabinetes e salas.

Fase 2 – Desenvolvimento do Modelo MFD, com medidas de gestão operacional com base Fase 1: 
- Remoção caixotes gabinetes e salas.
- Colocação de ecoilhas em espaços comuns do edifício (indiferenciado, plástico, papel, vidro e compostavel).
- Instalação de compostor no jardim do pavilhão. 
- Desenvolvimento Plano de Comunicação.

Fase 3 – Implementação:

– Lançamento de um Inquérito sobre Hábitos Sustentáveis em Ambiente de Trabalho junto de docentes, investigadores, funcionários e alunos do pavilhão.

– Desativação dos caixotes, colocação de 16 ecoilhas, e introdução de novo procedimento de recolha diária para os RSU indiferenciados e orgânicos, e semanal para os recicláveis.

Fase 4 – Avaliação.

Resultados Alcançados

Resultados da Fase 1

Os dados obtidos revelaram que no pavilhão (i) são produzidos em média cerca de 76 kg de resíduos indiferenciados por semana, (ii) 30% do total dos resíduos é das instalações sanitárias, e (iii) no total de resíduos indiferenciados, observou-se uma percentagem alta de resíduos plásticos e uma presença constante de resíduos orgânicos.

Resultados da Fase 2

– O Modelo MFD foi desenvolvido a partir de procedimentos já aplicados com sucesso em outras universidades, foi definido com base na fase de monitorização e nas características do espaço em análise, com as seguintes medidas: (i) a desativação de todos os caixotes de lixo indiferenciado dos gabinetes e das salas, (ii) a colocação de ilhas de separação de resíduos, constituídas por um conjunto de caixotes (indiferenciado, plástico, papel e cartão e vidro) em pontos estratégicos dos espaços comuns dos edifícios, tendo-se escolhido caixotes de cartão de 100 l, com características próprias para a recolha de resíduos, (iv) alteração do procedimento de recolha, passando a ser diária para os resíduos indiferenciados e orgânicos, e semanal para os resíduos plásticos e papel, (v) havendo uma considerável presença de orgânico nos resíduos do pavilhão, optou-se pela integração de pequenos baldes em algumas das ilhas, para permitir a separação dos resíduos orgânicos compostáveis e (vi) foi instalado um compostor no jardim do pavilhão, cedido pelo programa “Lisboa a Compostar” da CML. Juntamente com estes aspetos de gestão, desenvolveu-se um Plano de Comunicação constituído pela seguintes medidas integradas:

– Foi desenvolvido um inquérito sobre “Hábitos Sustentáveis em Ambiente de Trabalho” para todos os trabalhadores do pavilhão com o objetivo de caracterizar os hábitos da população do pavilhão e de consciencializar as pessoas sobre assuntos de sustentabilidade ambiental, para maximizar o sucesso do novo procedimento.

– Constituiu-se uma equipa de acompanhamento do projeto, formada pelos coordenadores do projeto, pelo gestor do edifício e a coordenadora das funcionárias de limpeza do pavilhão, com a função de (i) efetuar um levantamento das necessidades com vista a determinação do número de ilhas a implementar no pavilhão, (ii) desenvolver sessões de esclarecimento com os secretariados dos centros existentes no pavilhão, e ações de formação para todos os funcionários de limpeza sobre o novo procedimento (iii) garantir uma presença e acompanhamento constante na implementação do projeto.

– Foi desenvolvido um projeto gráfico com: (i) a elaboração de cartazes informativos de fácil leitura para os caixotes, onde confluíram texto e imagens com as principais regras de separação, (ii) a redação de plantas com a localização das ilhas para facilitar o controlo e a manutenção, (iii) a elaboração de cartazes, por parte dos alunos do núcleo AmbientalIST, para sensibilizar para a redução de gastos de papel e água nas instalações sanitárias.

Avaliação e Monitorização

Na sequência da monitorização do novo procedimento, observaram-se excelentes resultados, com 58% de resíduos recicláveis separados após introdução do modelo.  O inquérito aos utilizadores do pavilhão permitiu conhecer a população alvo de intervenção. Nomeadamente, foi possível concluir que, numa escala de 1 a 5, em média, os respondentes indicam que separam os resíduos (vidro, garrafas de plástico, baterias e resíduos químicos do trabalho) com regularidade (M=3.99; DP=1.31) e têm uma atitude pró-ambiental no trabalho muito positiva (M=4.41; DP=0.67). Os utilizadores deste pavilhão indicam ainda uma forte necessidade de se manterem informados sobre as questões pró-ambientais no seu local de trabalho (M=4.04, DP=0.81), reconhecendo no entanto que as atuais instalações do IST não são suficientes para a separação de resíduos (M=1.84, DP=1.02).

Carácter Inovador e Transferibilidade

O projeto piloto MFD permitiu testar o modelo desenvolvido, perceber as dificuldades e identificar os pontos essenciais para uma implementação de sucesso a larga escala em toda a instituição. A realização de estudos paralelos e integrados no plano de comunicação, nomeadamente o inquérito sobre os hábitos sustentáveis e a monitorização, permitiu não só comunicar eficazmente resultados, mas também efetuar análises ambientais e económicas do projeto, com resultados possíveis de extrapolar para todo o IST.

Este projeto serviu como laboratório de uma experiência colaborativa no campus Alameda, na qual participaram ativamente alunos, investigadores e funcionários docentes e não docentes. Foi também envolvida toda a comunidade do pavilhão através do plano de comunicação seguido, assegurando um sentimento de pertença que foi crucial para atingir estes resultados.

Lab2Market

terça, outubro 12th, 2021

Transferência de Tecnologia● 2021

Área de Transferência de Tecnologia

https://tt.tecnico.ulisboa.pt/innovators/lab2markettecnico/

Implementação da Prática

Implementado em 2015, o Lab2Market@Técnico é um programa de aceleração de inovação no âmbito do qual se atribui 250h de consultadoria e formação, dada por consultores especializados em inovação, com o objetivo de encontrar a melhor forma de valorizar as tecnologias desenvolvidas por professores, investigadores, estudantes de doutoramento e mestrado do IST. As inscrições são feitas através de um formulário onde devem realizar a descrição do projeto, área de tecnologia, links relevantes, nível de TRL e contatos da equipa. Na seleção dos projetos é valorizado: – Habilidade e adequação da equipa*; – Viabilidade e inovação do projeto; – Potencial econômico; – Estado de desenvolvimento de tecnologia e tempo de comercialização. O programa decorre entre Janeiro e Junho, considerando desde a fase de candidaturas até ao Pitch final das equipas. Após a seleção das equipas que irão participar no programa, é realizado um workshop de team building na problemática de abordagem ao mercado, assim como uma primeira reunião individual com cada equipa e o orientador que a irá acompanhar durante todo o programa, no sentido de serem analisadas quais as necessidades de cada equipa e aquilo em que se deverão focar nas 9 semanas em que o programa decorre. Nas primeiras 4 semanas as equipas trabalham na identificação do mercado adequado ao seu projecto e qual a sua vantagem competitiva. As últimas 5 semanas são dedicadas à procura e contacto com potenciais clientes. O Lab2Market tem permitido às equipas identificar o estado da sua tecnologia em relação às necessidades do mercado, bem como desenvolver uma estratégia de Go-To-Market ou entender estratégias B2B/ B2C, bem como a simples hipótese de considerar tirar a ideia do laboratório. Esta prática tem conseguido igualmente apoiar as equipas que pretendam candidatar-se a fundos europeus, melhorando a proposta da sua candidatura.

Resultados Alcançados

O Lab2Market@Técnico conta já com 5 edições, e podemos considerar que existem vários indicadores que fazem do programa um caso de sucesso, entre os quais destacamos:

– O aumento de inscrições (de 21 para 51) nas sessões de apresentação do programa, o que nos indica que o crescente interesse da comunidade IST neste tipo de iniciativas; Esta sessão teve em 2020 e em 2021 uma transmissão live no Facebook, onde obtivemos mais de 1000 visualizações;

– O aumento do número de candidaturas ao programa, tendo na edição de 2021 tido um aumento de cerca de 50% face à edição de 2020 (a evolução do período do programa foi de 5 para 15);

– O aumento da diversidade dos Centros de I&D, nomeadamente a candidatura ao programa de investigadores dos vários centros de investigação existentes no IST;

– Aumento do número de candidaturas de projetos com pedidos de patente em curso, o que consideramos que possa resultar de um passa palavra de participantes em edições anteriores, bem como da comunicação realizada.

Considerando os indicadores acima mencionados como métricas de sucesso, gostaríamos de destacar mais um e que esperamos que no futuro possa ser o mobilizador de crescimento. O sucesso, na óptica de transferência para o mercado, dos projetos de algumas das equipas que participaram no programa. Destes projetos salientamos o projeto Voxel da Prof. Marta Fajardo, que participou no programa em 2015, e posteriormente candidatou-se ao programa Horizonte 2020 e tendo obtido um financiamento de € 3,99 milhões. Outro caso de sucesso foi a FabInventors, projeto do Nuno Frutuoso estudante de Doutoramento, que, entretanto, já se tornou uma spin-off do Técnico e que recentemente conquistou o 3.º lugar no “BoostUP”, uma competição europeia organizada pelo EIT Manufacturing. Ao longo das 5 edições que o programa tem, têm sido implementadas algumas ações de melhoria no sentido de proporcionar às equipas uma melhor experiência e de forma a que consigam tirar o maior proveito da sua participação. Em 2018 restringiu-se as candidaturas a projetos nas áreas de Blockchain, Machine Learning e Smart Cities, no entanto verificou-se que limitar as candidaturas a áreas específicas poderia impedir que outros projetos de elevada relevância se pudessem candidatar. Assim, em 2019 qualquer equipa com um projeto de investigação ou ideia inovadora no universo IST poderia candidatar-se, o que se revelou um aumento de mais de 50% no número de candidaturas. Na edição de 2020, no sentido de ajudar as equipas a melhor perceber quais as suas necessidades e quais os objetivos pretendidos com a participação no programa, bem como ajudar os orientadores, que acompanham as equipas ao longo das semanas de trabalho, a focar nas necessidades mais importantes durante o processo de orientação, foi realizado com as equipas e orientadores um workshop Business Model Canvas. A realização do workshop foi um sucesso tendo obtido um feedback bastante positivo tanto da parte das equipas como dos respetivos orientadores.

Avaliação e Monitorização

De forma a avaliarmos junto dos participantes do programa se o mesmo correspondeu às suas expectativas, bem como identificar melhorias a serem implementadas em futuras edições, foi realizado em 2020 um inquérito aos participantes da respectiva edição. Os resultados obtidos foram bastante satisfatórios sendo que mais de 60% dos inquiridos indicou que o programa tinha ido de encontro às suas expectativas; mais de 70% indicou voltaria a participar no programa e mais de 80% dos inquiridos indicou que recomendaria a participação no programa a outras pessoas do seu departamento.

Após análise do feedback dado pelas equipas verificou-se que, alguns dos participantes sentiam que ficava em falta uma maior aproximação ao mercado e contato com possíveis clientes/ investidores. Apesar de na 2ª fase do programa, o objectivo ser a realização destes contatos e a procura e identificação de possíveis clientes, é também ela uma fase mais morosa que requer aguardar por um feedback ao contato estabelecido.

Nesse sentido, e após análise da possibilidade de aumentar a duração do programa, junto dos orientadores, bem como a análise ao calendário escolar de forma a considerar a implicação que tal teria junto das equipas, foi aprovado que a edição do Lab2Market 2021 teria a duração de 9 semanas, sendo a nova semana acrescida na 2ª fase do programa que assim terá a duração de 5 semanas ao invés das 4 semanas realizadas em edições anteriores.

Uma outra melhoria a ser implementada em 2021 será um acompanhamento mais próximo das equipas que participam e da continuidade dos seus projetos. Os resultados desta melhoria serão mensurados numa próxima edição.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Apesar de identificarmos presentemente outros programas similares como o programa ScienceIN2Business® realizado pela TecLabs da Faculdade de Ciências da ULisboa, ou o Programa Collider realizado com universidades da Catalunha, consideramos o Lab2Market um programa inovador no IST, bem como a nível das universidades nacionais por ter sido um dos pioneiros neste formato de atuação na altura em que foi lançado

O Lab2Market é uma iniciativa única no universo Técnico e conforme já mencionado anteriormente a realização deste programa tem permitido às equipas que participam terem uma maior percepção do mercado em que a sua tecnologia poderá ser aplicada, bem como validar se a mesma se adequa às necessidades existentes no mercado. Poderemos até dizer que para muitas equipas é a primeira abordagem ou contato que a sua tecnologia tem fora do laboratório. Consideramos que esta prática pode (e deve) ser replicada e realizada por outras universidades nacionais e internacionais, principalmente as que estejam ligadas à área da engenharia, no sentido de dar mentoria e alavancar a transferência de tecnologia dos vários projetos de investigação existentes nos laboratórios e com grande potencialidade de saírem do Laboratório.

Grupo ComunicaCiência, para a divulgação e comunicação da ciência do Instituto Superior Técnico interna e externamente

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

Joana Lobo Antunes

 https://acim.tecnico.ulisboa.pt/comunicaciencia/projetos/

Implementação da Prática

. O grupo ComunicaCiência é coordenado pela Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM) e junta todos os responsáveis de comunicação das 23 unidades de investigação associadas ao Instituto Superior Técnico e da Área de Transferência de Tecnologia. Foi criado em Setembro de 2019, com a introdução de novas práticas para a Comunicação de Ciência do Instituto Superior Técnico.

A criação e dinamização deste grupo pretende aproximar a estrutura de comunicação de cada uma das unidades, com as suas diferentes realidades, à estrutura de comunicação central do Técnico, bem como fomentar um espírito de corpo comum. Desta forma, este grupo concretiza-se através de:

  1. encontros mensais com todos os membros do grupo, coordenado pela ACIM.
  2. formações em comunicação de ciência
  3. concepção e desenvolvimento de actividades conjuntas de divulgação e promoção da ciência

 

Os encontros mensais ocorrem regularmente desde Setembro 2019, e começaram por

acontecer rotativamente entre todas as UI de forma a dar a conhecer fisicamente os locais de trabalho de cada um. Com a pandemia, as reuniões passaram a ser online, mas mantevese a cadência e regularidade.

Até agora foram ministradas formações em: criação de conteúdos para redes sociais, gestão de redes sociais, escrita de comunicados de imprensa, ligação aos media, comunicação visual de ciência. Dado que a maioria dos responsáveis de comunicação não têm formação específica na área, estas formações têm permitido a sua capacitação.

As actividades conjuntas de divulgação até agora materilizaram-se no programa “Explica-me como se tivesse 5 anos” e na campanha nas redes sociais de mulheres na ciência.

As unidades representadas no ComunicaCiência são:

Centro de Análise Funcional, Estruturas Lineares e Aplicações (CEAFEL)

  • Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos (CAMGSD)
  • Centro de Astrofísica e Gravitação (CENTRA)
  • Centro de Ciência e Tecnologia do Ambiente e do Mar (MARETEC)
  • Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares (C2TN)
  • Centro de Engenharia e Tecnologia Naval e Oceânica (CENTEC)
  • Centro de Estudos de Gestão do IST (CEG-IST)
  • Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (IN+)
  • Centro de Física e Engenharia de Materiais Avançados (CeFEMA)
  • Centro de Física Teórica das Partículas (CFTP)
  • Centro de Matemática e Aplicações (CEMAT)
  • Centro de Química Estrutural (CQE)
  • Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA)
  • Centro em Território, Urbanismo e Arquitetura (CiTUA)
  • Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB)
  • Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC)
  • Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores: Investigação e Desenvolvimento em Lisboa (INESC-ID)
  • INESC Microsistemas e Nanotecnologias (INESC-MN)
  • Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN)
  • Instituto de Sistema e Robótica (ISR)
  • Instituto de Telecomunicações (IT)
  • Investigação e Inovação em Engenharia Civil para a Sustentabilidade (CERIS)
  • Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP)

Resultados Alcançados

Das três actividades desenvolvidas, desenharam-se os seguintes objectivos:

  1. Promover o networking e o conhecimento de todos os responsáveis de comunicação de UI, de forma a promover uma maior interacção entre as unidades resultando em uso mais eficiente dos recursos. RESULTADOS: a maioria das pessoas deste grupo não conhecia as restantes 22; neste momento todos se conhecem e têm-se criado redes de entreajuda nas mais variadas áreas.
  2. Partilhar boas práticas que possam ser replicadas noutras unidades de investigação.

RESULTADOS: a apresentação de projectos de cada UI permite às restantes adaptar e adoptar para as suas realidades. Promoveu-se a possibilidade de entreajuda e colaboração entre as UI, para a realização de iniciativas e resolução de problemas semelhantes. Destas partilhas resultou um documento comum de boas práticas de criação e gestão de eventos online.

Estamos também a desenvolver documento comum de boas práticas de gestão de redes sociais.

  1. Dotar os responsáveis de competências comunicacionais de base. RESULTADOS: as formações nesta área têm tornado mais ágil a ligação das UI à comunicação do Técnico e promovido uma melhor ligação à sociedade. Algumas UI passaram a usar mais e melhor as redes sociais para a comunicação dos seus resultados e outputs.
  2. Desenvolver projectos com impacto na ligação à sociedade. RESULTADOS: Deste grupo resultaram as iniciativas do programa “Explica-me como se tivesse 5 anos”, e a campanha de Mulheres da Ciência. O primeiro será também objecto de candidatura separada e aí detalhado. O segundo consistiu numa campanha nas redes sociais para celebrar o dia internacional das mulheres na ciência, tendo surgido numa reunião do grupo e tendo sido concretizado com a participação das UI, design do NDM e coordenação ACIM. O projeto deu origem a 49 fotos e histórias de mulheres cientistas do Técnico e espelhou 13 Unidades de Investigação do Técnico (INESC-ID (+ GAIPS); CAMGSD-IST; CERIS; LIP; CERENA; C2TN; CENTEC; CERIS; IT; IN+; ISR; INESC MN; CQE), para além das 9 antigas alunas que estão a trabalhar na Ciência mas noutras instituições, recolhidas pela TT Técnico.
  3. Melhorar a comunicação interna no que respeita à comunidade científica e instrumentos ao seu dispor. RESULTADOS: Aumentou a visibilidade das iniciativas das UI junto da comunidade do Técnico.

Avaliação e Monitorização

A participação da maioria dos membros nos encontros regulares mensais é uma medida do interesse que encontram nas reuniões e nos assunto aí discutidos. As reuniões ocorrem sempre na quarta quinta-feira de cada mês, entre as 10h e as 12h.

O projeto “Mulheres na ciência” teve um alcance total de 45.000 pessoas no Facebook, número muito acima ao valor médio anual das publicações (cerca de 7.000). O conjunto de publicações no Twitter originou 333 likes, 66 partilhas, 1508 “engajamentos” e um total de 48955 impressões, valor que representa quase metade das médias mensais de impressões em 2020: 115755.

No Instagram as galerias de imagens tiveram alcance total de 26530 (média 2020: 4633), uma média de 438 likes cada (média 2020: 307) e originaram uma média de 108 visitas ao perfil por cada post (média 2020: 57).

No Linkedin as 49 publicações geraram um total de 138420 impressões 2683 reações e 4083 cliques.

Somando todas as impressões e alcance destas quatro redes sociais chegamos a um número total de 241150 pessoas alcançadas pela campanha.

Para além disso, foi feito o desafio de partilha da história de outras investigadoras recorrendo à hashtag #MulheresNoTécnico, tendo tido um impacto significativo nas redes, em particular no Twitter, onde se acumularam 42 participações (monitorizadas).

Fizemos um inquérito para avaliação e monitorização da actividade deste grupo aos participantes. Responderam ao inquérito 21 pessoas (41% do total de pessoas que está na mailing list do grupo Comunica Ciência).

A maioria dos inquiridos (96%) avaliam muito positivamente a utilidade do Grupo, com nota acima de 4 em 5; a utilidade das formações foi classificada acima de 4 valores por 95% dos inquiridos. Já a melhoria a relação entre as UI e a Área de Comunicação, Imagem e Marketing do Técnico recolheu nota acima de 4 para 81% dos respondentes.

Relativamente aos efeitos do trabalho que desenvolvem na área da comunicação de ciência.

Desde que integraram o grupo, 90% dos inquiridos sentem-se mais confiantes para criar / dar continuidade a atividades de comunicação de ciência na sua UI e 76% (16) sentem que os investigadores das suas UI passaram a participar mais em atividades de comunicação de ciência. Relativamente aos efeitos do trabalho que desenvolvem na área da comunicação de ciência, a maioria atribui a nota 4 a essa melhoria (48%), ficando a nota 3 (33%) e nota 5 (14%) com as parcelas seguintes mais votadas. 43% (9) classificam com a nota 4 o aumento da presença da sua UI nos media desde que integraram o grupo, enquanto que 7 (33%) lhe atribuem a nota 3. 14% (3) deram a nota máxima a esse aumento.

O trabalho de equipa, a aprendizagem de técnicas de comunicação de ciência e o conhecimento mútuo entre as várias plataformas e UI do Técnico foram os motivos mais apontados pelas respostas à pergunta aberta “O que de mais útil retirou/retira da participação neste grupo?”. Como sugestões para a o futuro do grupo (em pergunta aberta), surgem o envolvimento dos Departamentos do Técnico e o relacionamento com outros grupos de investigação da Universidade de Lisboa como principais sugestões.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O carácter inovador deste projecto é a existência de um grupo que agregue todas as unidades de investigação do Técnico para agilizar a comunicação e promover a criação de novos programas. O grupo funciona com carácter regular há 17 meses, apenas com interrupção em Agosto.

Segundo os participantes, o funcionamento do grupo em regularidade, abordando temáticas de interesse e promovendo a motivação das UI para investirem em comunicação de ciência, tem sido uma inovação no Técnico. A existência deste grupo e a agilidade da sua comunicação interna tem permitido a coordenação de actividades conjuntas em tempo útil, potenciando e ligando com outras unidades Técnico (como a Área de Transferência de Tecnologia e o Núcleo de Design e Multimédia). As formações do grupo têm oferecido um conjunto de ferramentas uteis às UI de forma a poderem aumentar o impacto das suas actividades.

A continuidade das actividades do Comunica Ciência põe as Unidades de Investigação e o Instituto Superior Técnico a encarar a comunicação não apenas como forma de promoção institucional e divulgação de carreiras técnico-científicas mas também como actor na promoção da literacia e cultura científica.

A dinâmica deste grupo pode ser transferida para outras realidades do Técnico, e fora dele, que beneficiem da junção de profissionais com funções semelhantes em núcleos distintos. A ACIM está de momento a montar o mesmo tipo de grupo com os responsáveis de comunicação dos departamentos do Técnico e irá em seguida dinamizar o grupo de todos os núcleos com redes sociais institucionais na Faculdade.

Visita Virtual ao Técnico

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

NAPE – Núcleo de Apoio ao Estudante

https://www.youtube.com/watch?v=EfbnLrJj5OY

Implementação da Prática

. A visita virtual ao Técnico foi concebida para ultrapassar a impossibilidade de acesso aos espaços do Técnico no 2º semestre de 2019/2020, com o consequente cancelamento das habituais visitas dinamizadas pelos Guias do NAPE, devido às restrições da pandemia. Com várias visitas individuais e de grupo escolar agendadas e canceladas, feiras de ensino transpostas para formato online, muitas dúvidas de candidatos ao Técnico a chegar por diferentes canais e a necessidade de preparar o acolhimento dos novos alunos, foi necessário encontrar uma alternativa online para dar a conhecer os campi, as condições, serviços e apoios disponíveis.

Iniciou-se então o planeamento das gravações em Julho de 2020, tendo sido elaborado um Guião com os principais pontos de interesse e informações mais relevantes, que foi revisto pela Área de Comunicação, Imagem e Marketing (ACIM), para validar as informações transmitidas pelos bolseiros do Técnico, que iriam apresentar os dois campi do Técnico. A articulação com o Núcleo de Design e Multimédia (NDM) foi também essencial, envolvendo apoio técnico especializado, vários equipamentos de captura de imagem e som e o respetivo trabalho de edição, que incluiu a legendagem do vídeo na língua inglesa. As gravações foram realizadas nos dias 21, 23 e 27 de julho nos espaços exteriores e interiores selecionados, tendo sido concluída a produção do vídeo a 10 de setembro, atempadamente para apoiar a transição dos novos estudantes para um ano letivo atípico.

Resultados Alcançados

. Os objetivos associados à produção deste vídeo foram alcançados de acordo com a calendarização prevista durante o período desafiante em que foi concebido pela necessidade de transpor todas as atividades do NAPE para a modalidade online, resultando numa resposta alternativa em tempo útil e eficaz para os candidatos e novos estudantes poderem conhecer o campus que pretende frequentar de modo eficiente.

O vídeo foi disponibilizado na Comunidade IST TV do Youtube e publicado no Facebook do Técnico, tendo sido utilizado como recurso inicialmente na Cerimónia de Boas-Vindas aos novos estudantes em 33 sessões Zoom na Semana de Acolhimento dos 2º Ciclos e em 18 sessões do 1º Ciclo, incluindo nas 2 sessões paralelas de receção dos estudantes de mobilidade no 2º e no 2º semestre do ano letivo 2020/2021. Posteriormente, este recurso permitiu otimizar o processo de divulgação no exterior, levando o Técnico a Escolas, feiras virtuais de oferta formativa, como a Inspiring e a Unlimited Future, e ainda permitiu complementar os atendimentos personalizados realizados por videochamada.

Atualmente, o vídeo está publicado na página da Área de Comunicação, Imagem e Marketing (http://acim.tecnico.ulisboa.pt/nucleo-de-apoio-ao-estudante-nape/), potenciando a acessibilidade num contexto de especial elevada procura na web.

Avaliação e Monitorização

A avaliação e monitorização desta iniciativa tem como principal referência o alcance, a variedade de situações em que pode ser utilizada como recurso e o feedback obtido por parte da população à qual se dirige.

Na Cerimónia de boas-vindas aos novos estudantes 2020/2021, o vídeo foi projetado para mais de 2000 alunos regulares, sendo cerca de 90% dos alunos de 1º ciclo (1443 alunos) e mais de 350 alunos de mobilidade e internacionais em 53 sessões Zoom, tendo sido obtido feedback muito positivo neste âmbito também da parte dos docentes envolvidos. Na Feira Virtual da Inspiring Future o vídeo foi visualizado diariamente ao longo do ano letivo 2020/2021, tendo tido um alcance superior a 10 000 visitantes do stand do Técnico. Nos eventos da Unlimited Future o vídeo foi disponibilizado a cerca de 400 visitantes do nosso stand virtual. Já nas redes sociais, nomeadamente na página do facebook do Técnico (https://www.facebook.com/watch/?v=791784401610143), o vídeo conta com cerca de 5,6 mil visualizações.

Uma das mais valias da produção deste vídeo é de facto a grande variedade de aplicações. Pode ser utilizada como recurso em atendimentos personalizados (ISTO É Conversa – [https://nape.tecnico.ulisboa.pt/en/candidatos-ao-tecnico-e-divulgacao/isto-e/isto-e-conversa/]), em resposta a pedidos de informação via RT, em feiras virtuais (e futuramente presenciais) de Ensino e Formação, em feiras realizadas em Escolas, e em cerimónias institucionais, como já aconteceu. Estando disponível em plataformas online como o youtube, o vídeo pode ser acedido de modo facilitado a qualquer momento e de qualquer ponto do mundo, alcançando candidatos e estudantes que por motivos geográficos ou constrangimentos da pandemia não se podem deslocar ao Técnico.

Considerando o público a que se destina, a apresentação dos campi em que funcionam as atividades letivas por parte de alunos, permite uma maior aproximação e identificação dos pares, estabelecendo-se uma relação amigável e demonstrando disponibilidade para receber e apoiar novos alunos.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Esta iniciativa, motivada pela necessidade de ultrapassar constrangimentos das deslocações presenciais aos campi do Técnico, é inovadora e uma demonstração de como se podem gerar oportunidades em períodos de crise. Com este recurso disponível, é possível agora utilizá-lo num grande conjunto de situações e contextos de modo permanente, quer para divulgação do Técnico, quer para apoio aos candidatos, podendo ainda potenciar a procura de esclarecimentos e apoio do NAPE, quer para acolhimento e integração de novos alunos, nacionais e estrangeiros.

A visita está legendada em inglês, sendo possível replicar esta prática e explorar as suas potencialidades de modo diferenciado adaptando-a a outros públicos e contextos. O objetivo desta iniciativa foi, num primeiro momento, apresentar o campus Alameda e o campus Taguspark e poderá ser generalizável para outras finalidades, sendo recomendável a produção de conteúdos semelhantes que permitam apresentar laboratórios, projetos ou departamentos com interesse para os destinatários, em que poderão ser envolvidos professores e alunos, de modo a enriquecer e a estabelecer desde logo um sentido de comunidade no Técnico.

ISTO É _Podcast

terça, outubro 12th, 2021

Comunicação● 2021

NAPE – Núcleo de Apoio ao Estudante

https://nape.tecnico.ulisboa.pt/candidatos-ao-tecnico-e-divulgacao/isto-e/podcast/

Implementação da Prática

. Devido aos constrangimentos que advieram da situação pandémica com o primeiro confinamento em março de 2020, e a necessidade de transpor para modalidades remotas as atividades de divulgação do Técnico, a conceção do Podcast ISTO É teve como objetivo levar o Técnico aos seus potenciais candidatos. Com a suspensão de feiras e visitas presenciais a escolas secundárias, o podcast ISTO É, dá voz aos estudantes para responder a questões habituais dos candidatos, relacionadas sobretudo com oferta formativa e vivências académicas. A qualquer hora e em qualquer lugar, todos os interessados no Técnico podem utilizar o Youtube, Instagram TV ou Spotify para acompanhar os 22 Episódios de 10/15 minutos. Além do episódio sobre os campi, programas de mobilidade, spin-offs e outras oportunidades, oferecidas pelo Técnico; do episódio sobre o NAPE (Programa Mentorado, semana de acolhimento, Workshops); e do episódio dedicado aos núcleos de estudantes, projetos e atividades extracurriculares; foram lançados 18 episódios sobre a Oferta Formativa do 1º Ciclo. De abril a julho, procurando otimizar a resposta durante o período crítico para a tomada de decisão dos candidatos, os episódios foram publicados nas redes sociais do NAPE de modo progressivo, de acordo com o planeamento e calendarização inicial. Previamente, foram criteriosamente definidos também os temas e conteúdos a abordar, bem como os estudantes, projetos e núcleos a convidar. Além dos Guias do NAPE, que planearam o projeto, divulgaram a iniciativa e redigiram os guiões dos episódios, validados pela Área de Comunicação, Imagem e Marketing, foram também envolvidos 53 outros alunos, nomeadamente Mentores e Embaixadores, bem como 40 Docentes do Técnico e ainda 23 núcleos, perfazendo um total de 4 horas e 25 minutos de material resultante.

Resultados Alcançados

Considerando a antecedência com que são planeadas as iniciativas de Divulgação do Técnico, foi notável conseguir conceber e montar este projeto desta dimensão em cerca de duas semanas em março de 2020, e começar o lançamento de episódios em Abril para antecipar o grande volume de contactos e pedidos de candidatos do Ensino Secundário em fase de tomada de decisão.

Em termos de alcance dos Podcasts, contabilizam-se 4200 visualizações na plataforma Apple Podcasts do Spotify (sendo 42% de utilizadores entre os 18 e os 22 anos), mais de 20 mil visualizações no canal Youtube, e quase 16 mil visualizações no Instagram.

O feedback recebido, direta e indiretamente, demonstra que o alcance dos podcast também foi maior do que com as alternativas presenciais, nomeadamente em termos geográficos mesmo com as habituais deslocações a escolas secundárias e feiras em vários pontos do país. O link para os episódios passou também a ser disponibilizado como parte da resposta a alunos interessados no Técnico, que contactaram o NAPE com dúvidas sobre estudar no Técnico.

Avaliação e Monitorização

A avaliação e monitorização desta iniciativa tem como principal referência o alcance obtido – mais de 40 mil visualizações distribuídas pelas suas 3 plataformas, a variedade de situações em que pode ser utilizada como recurso de modo permanente e o feedback obtido por parte da população à qual se dirige, quer direta, através de comentários e “likes”, quer indiretamente em diversos contextos como indicadores da sua utilidade e impacto.

Periodicamente é feita a monitorização do número de visualizações dos episódios lançados para ajustar a divulgação efetuada, nomeadamente em alturas mais críticas para a preparação da transição para o ensino superior, tais como a aproximação do limite do prazo das candidaturas ao Ensino Superior, onde procuramos reforçar através dos nossos canais de divulgação (redes sociais e outras plataformas) a importância dos futuros candidatos tomarem uma decisão o mais informada possível, relembrando todos os materiais produzidos pelo NAPE que têm ao dispôr para que tal aconteça, tais como o nosso podcast e colocando-nos sempre à disposição para nos contactar diretamente caso surjam outras questões que lá não vejam respondidas.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A conceção de um Podcast permitiu adaptar a divulgação do Técnico e da respetiva oferta formativa a um modelo mais digital, atual e familiar para a faixa etária à qual se dirige. Este é um projeto inovador, principalmente considerando a abrangência dos conteúdos e áreas, projetos, núcleos e serviços representados. Outras Instituições de Ensino Superior lançaram pela mesma altura podcasts, tendo este projeto sido diferenciador pela dimensão e agentes envolvidos. A replicação desta iniciativa deverá ser repensada considerando a necessidade de manter atualizadas informações, nomeadamente pela introdução do Novo Modelo de Ensino e pela reestruturação dos Mestrados e Licenciaturas, sendo necessário acautelar os recursos necessários e a uniformização da comunicação com o respeito das normas e estratégia de comunicação do Técnico.

Exonline: Utilização da plataforma openedX para a avaliação (testes, exames, fichas)

terça, outubro 12th, 2021

Educação Superior ● 2021

Ana Moura Santos, Alexandra Moutinho, Carlos Santos Silva

exams.elearning.tecnico.ulisboa.pt

Implementação da Prática

A plataforma de avaliação online EXONLINE(https://exams.elearning.tecnico.ulisboa.pt/) tem como base a plataforma Open edX que disponibiliza os cursos MOOC Técnico (https://courses.elearning.tecnico.ulisboa.pt/). A plataforma pode ser utilizada na avaliação de qualquer Unidade Curricular (UC) do Técnico, por qualquer estudante registado através do método de autenticação Técnico ID. Esta plataforma permite a construção de avaliações com diferentes níveis de complexidade, adequados a exames na área STEM (Science, Technology, Engineering e Mathematics), recorrendo a diferentes tipos de perguntas: perguntas de escolha múltipla, perguntas de resposta aberta, perguntas de avaliação numérica, perguntas de avaliação de expressões matemáticas ou ainda perguntas de identificação de pontos em figuras. A plataforma permite ainda a utilização de bancos de perguntas e a geração de parâmetros aleatórios numa pergunta destinada a um dado aluno, o que resulta na geração de exames únicos para cada estudante. Outra funcionalidade do sistema é a submissão de ficheiros com respostas abertas. Finalmente, a plataforma permite a correção automática dos exames com acesso imediato às pautas dos resultados.

Para facilitar a criação de exames foram desenvolvidos um Manual do Docente e vídeos tutoriais e feitas acções de formação para docentes. Para facilitar a inscrição e utilização da plataforma durante o exame, foi desenvolvido um Manual do Aluno.

Para a utilização da plataforma, basta enviar um email para exonline@tecnico.ulisboa.pt. É criada uma instância de avaliação para a UC. O docente parametriza as avaliações, inscreve os alunos e deve criar uma avaliação de exemplo que permite aos alunos verificar se estão registados na plataforma e ganhar experiência na utilização da plataforma.

A plataforma está disponível desde Março de 2020 e foi utilizada em dois semestres na avaliação de 47 UCs com 6853 alunos.

Resultados Alcançados

A plataforma ExonlineX foi utilizada no 2º semestre de 2019-2020 para a realização de testes e exames em 25 UCs dos 1º e 2º ciclos de diferentes cursos, com um total de 4150 alunos, cobrindo diferentes áreas e dimensões:

─ Unidades curriculares transversais como Gestão (1280 alunos) e Cálculo II (672 alunos);

─ Unidades curriculares de massas do 1º ciclo como Mecânica Aplicada II (370 alunos), Tecnologia Mecânica (220 alunos) e Controlo de Sistemas (240 alunos) do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica (MEMec);

─ Unidades curriculares de várias licenciaturas e mestrados, com universos que variaram entre 5 e 150 alunos, onde a plataforma foi utilizada para fichas, testes parciais, exames finais e exames de Época Especial.

No 1º semestre de 2020/2021 a plataforma foi utilizada para a a realização de testes e exames em 22 UCs dos 1º e 2º ciclos de diferentes cursos, com um total de 2693 alunos:

─ Unidades curriculares transversais como Gestão (474 alunos) e Cálculo I-II (395 alunos);

─ Unidades curriculares de massas do1º ciclo como Mecânica Aplicada I (456 alunos) 2º ciclo como Gestão de Energia (224 alunos) do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica (MEMec);

─ Unidades curriculares de várias licenciaturas e mestrados, com universos que variaram entre 30 e 143 alunos, onde a plataforma foi utilizada para fichas, testes parciais, exames finais e exames de Época Especial.

O número de docentes envolvidos no desenvolvimento de avaliações é em média de 2 por UC.

Avaliação e Monitorização

Foi realizado um inquérito de satisfação aos alunos e docentes relativamente ao uso da plataforma.

De acordo com as respostas de 20 docentes a um questionário de satisfação sobre a utilização da plataforma no 2ºS de 2019/2020 :

─ 75% revelaram estar Satisfeitos ou Muito Satisfeitos com a plataforma;

─ 65% consideram utilizar a plataforma para futuras avaliações mesmo em contexto de avaliações presenciais;

─ 50% acharam a sua utilização fácil ou muito fácil;

─ 65% utilizaram as funcionalidades para a geração de exames diferenciados para os alunos;

─ 50% preferiram incluir perguntas de resposta aberta por forma a corrigir manualmente o exame.

As respostas relativas à utilização durante o 1º semestre de 2020/2021 (com 16 respostas) revelou:

– 37% acharam a sua utilização fácil ou muito fácil;

– 56 %utilizaram as funcionalidades para a geração de exames diferenciados para os alunos

– apenas 12.5% não considera utilizar a plataforma novamente

De acordo com as respostas dos alunos inquiridos no contexto da UC Controlo de Sistemas do MEMec em 2019/2020 sobre a utilização da plataforma:

─ 57% demoraram menos de 1 minuto a entrar na plataforma

─ 73% tiveram acesso ao teste em menos de 5 minutos;

─ 51% acharam a leitura do exame na plataforma fácil;

─ 70% acharam que a dificuldade da avaliação era comparável com a avaliação escrita.

Testemunhos

“Poupamos vigilantes externos e marcação de mais de 20 salas e horas de secretariado; poupamos cerca de 10 000 folhas de papel com enunciados e os respetivos custos de impressão; poupamos o custo de conversão e digitalização dos testes em folhas de cálculo por empresa externa. No futuro, o rápido apuramento de notas vai ser ainda mais importante dados os períodos letivos mais curtos após o PERCIST. É também muito útil a parametrização dos exames, diferenciando-os de aluno para aluno” (UC Gestão, João Soares – Departamento de Engenharia e Gestão)

“A possibilidade de gerar fórmulas através de um script em Phyton permitiu-nos usar cálculo simbólico e introduzir parâmetros aleatórios nas perguntas, como coeficientes ou escolhas de funções a partir de listas.  A plataforma funcionou de forma estável, sem atrasos significativos na submissão das respostas.  O apoio da equipa da plataforma permitiu resolver os problemas pontuais que surgiram durante a realização dos testes.”  (UC Cálculo II, Sílvia Anjos, José Natário, Gabriel Pires e Pedro F. dos Santos – Departamento de Matemática)

Carácter Inovador e Transferibilidade

A utilização da plataforma OpenEDX exclusivamente para avaliação é inovadora. Que seja do nosso conhecimento, entre todas as plataformas Open EdX utilizadas por Instituições de Ensino Superior a nível mundial, foi a 1ª vez que uma plataforma deste tipo se adaptou  para se especializar em avaliações online remotas.

Neste momento, a utilização está limitada a utilizadores do Técnico (via autenticação via Técnico ID), mas a plataforma poderia ser utilizada de forma livre por outras instituições (já houve solicitações externas ao Técnico, nomeadamente para a utilização em escolas secundárias). Desta forma, foi possível escalar, planear e tornar mais seguras as avaliações online remotas, quando foi necessário fechar o campus por causa da pandemia. Ou seja, em resposta à situação global de pandemia causada pela COVID-19, foi oferecida a possibilidade aos docentes do Técnico utilizarem a plataforma MOOC Técnico nas avaliações intermédias e exames finais remotos das disciplinas.

As sessões que se preparam para dar suporte aos professores que viriam a optar por usar o Exonline nas suas avaliações deram origem ainda a vários vídeos de apoio ao utilizadores, bem como manuais. Os manuais, que foram sendo atualizados, passaram a estar acessíveis no site SARTre (http://SARTre.tecnico.ulisboa.pt/) criado pelo Conselho Pedagógico para orientação de práticas pedagógicas online.

No 1º semestre de 2020/2021, muitos docentes optaram por fazer as suas avaliações contínuas e até exames nesta plataforma, sendo previsível que esta tendência se mantenha num futuro próximo com a entrada em vigor no próximo ano letivo 2021/2022 do novo Modelo de Ensino e Práticas Pedagógicas.

O projeto foi ainda convidado a estar presente com sessões de formação na 2ª Edição das Jornadas Interinstitucionais de Desenvolvimento Pedagógico (https://www.jornadasidp.pt/2ª-edição/), em novembro de 2020, e no Programa de Desenvolvimento e Formação PDF (http://pdf.tecnico.ulisboa.pt) em fevereiro de 2021.

Técnico – Campus Sustentável

segunda, setembro 28th, 2020

Infraestruturas 2020

Mário de Matos (Campus Sustentável)

Implementação da Boa Prática

O projeto “Técnico – Campus Sustentável” começou no início do ano de 2012 e tem sido, desde então, promovido pelos órgãos centrais do Instituto Superior Técnico (IST) como polo dinamizador da implementação gradual de uma política de sustentabilidade ao nível universitário.

A gestão do uso dos recursos energéticos e hídricos é acompanhada por uma equipa permanente que propõe cotidianamente, de forma articulada com a gestão operacional do IST, ações concretas de melhoria do desempenho energético e hídrico das instalações, num esforço coletivo de redução dos consumos.

O projeto foi idealizado com o objetivo de melhorar a eficiência energética/hídrica nos campi através da implementação de um regime efetivo de gestão do uso dos recursos, energia e água, com resultados significativos ao nível da redução dos encargos com a fatura do IST. Por outro lado, o projeto pretende desde sempre envolver toda a comunidade de estudantes e investigadores, através da aplicação prática no campus de competências internas e procurando estimular o conhecimento existente sobre matérias relacionadas com a eficiência, e a implementação de um campus sustentável.

As principais ações implementadas foram: primeiro a realização de Auditorias Energéticas e Hídricas, muito aprofundadas, a todos os edifícios dos campi do IST, que incluíram um estudo e avaliação de medidas de conservação de energia e de preservação do consumo da água; depois, a instalação de Sistemas de Monitorização permanente com sub-monitorização sempre que tal se justifique, dos consumos de eletricidade, gás natural e água; e, por último, o estabelecimento de uma política efetiva de gestão da energia e do consumo da água, centrada na análise sistemática dos dados fornecidos pelos sistemas de monitorização que são confrontados com a informação recolhida em auditoria e diagnóstico no terreno. Estas tarefas são executadas por recursos humanos internos com qualificações específicas na área da gestão da energia e auditoria energética.

Resultados Alcançados

As Medidas de Conservação de Energia implementadas desde 2012 no campus da Alameda, o maior dos campi do Instituto Superior Técnico (IST), permitiram alcançar no último ano de 2019 uma poupança de 25% no consumo de energia quando comparado com os valores dos consumos médios anuais de há 10 anos. O campus da Alameda consome agora, para desenvolver as mesmas atividades, menos um quarto (1/4) da energia elétrica que consumia há uma década atrás, apesar do número de alunos matriculados ter subido no mesmo período, e não tendo havido medidas de investimento importante na melhoria de equipamentos energéticos, devido às restrições orçamentais nas universidades. Em relação ao ano de referência de 2011 a redução é de 22%. O ano de 2011 foi assumido como o ano base (baseline) para contabilização dos resultados do projeto, por ser o ano precedente ao arranque do projeto “Técnico – Campus Sustentável” e porque apresentava um consumo inferior a todos os anos do quinquénio anterior.

Apesar de um aumento médio superior 30% nos custos do tarifário entre 2011 e 2019, a fatura da energia elétrica do campus da Alameda foi em 2019 inferior em 230 mil Euros à fatura do ano de 2012 (primeiro ano completo com o IVA na eletricidade a 23%), sem perda de serviço.

Por outro lado, as variações anuais inferiores a 1%, obtidas em anos consecutivos durante o triénio 2016-2018 no campus da Alameda, demonstram inequivocamente que o consumo de energia neste campus está controlado, a poupança é persistente, e os resultados alcançados na melhoria do desempenho energético do campus estão consolidados para o atual nível de investimento nas infraestruturas e equipamentos energéticos.

Desde o início do projeto, contabilizando apenas o campus da Alameda foi evitado o consumo de 15,9GWh em eletricidade, equivalentes a 3.420tep em energia primária, e representando um total de 7.477tCO2eq em emissões de GEE associadas que foram evitadas.

Em relação à melhoria da eficiência hídrica no campus da Alameda, desde o início do projeto “Técnico – Campus Sustentável”, os resultados obtidos com a fatura anual demonstram uma redução progressiva muito acentuada dos consumos de água no IST. Os resultados na fatura revelam que o consumo anual de água em 2019 foi cerca de 61% inferior face ao consumo de referência do ano de 2011.

Em 2019 o consumo total de água no campus da Alameda foi de 53.986m3, contrastando com valores superiores a 130 mil metros cúbicos por ano no início desta década. Assim, para o ano passado a poupança financeira anual associada à redução do consumo foi superior a 315 mil Euros.

Contabilizando desde o início do projeto, e uma vez mais tomando a baseline de 2011, as poupanças de água são de 473.507m3, representando valores financeiros superiores a um milhão e meio de euros nas faturas de abastecimento de água ao campus da Alameda.

Nos últimos 4 anos, tem-se verificado que os consumos de água continuam a decrescer consecutivamente, mas a um ritmo menos pronunciado.

Avaliação e Monitorização

A avaliação dos resultados é atestada por comparação dos valores faturados ao Instituto Superior Técnico (IST) pelas empresas distribuidoras de água e energia. Escolhido o ano de 2011 como o ano base (baseline) para contabilização dos resultados (ano anterior ao início do projeto “”Técnico – Campus Sustentável), as faturas relativas aos consumos anuais ulteriores são confrontadas com os valores dos consumos de baseline. A monitorização é realizada por medição dos consumos através dos Sistemas de Monitorização instalados, com a verificação dos resultados por comparação com as faturas globais.

Para determinação dos custos financeiros evitados com a fatura da eletricidade, aos preços praticados pelo comercializador em cada ano para o custo unitário do consumo de energia (blended cost per kWh) é aplicado o consumo do ano de 2011, determinando-se a diferença para a fatura atual do ano respetivo. Aplica-se o mesmo método para as outras formas de energia. Aos preços de cada ano correspondentes ao custo global por metro cúbico de água consumida é aplicado o consumo do ano de 2011, sendo considerados como custos financeiros evitados os que resultam da diferença para a fatura atual em cada ano do projeto.

Constituem propostas de melhoria com elevado impacto, que já foram identificadas, a otimização e atualização permanente do website do projeto, tal como a realização de novas campanhas de informação e sensibilização da comunidade académica, as quais seriam estabelecidas com uma periodicidade regular, divulgando o compromisso do IST com o aumento da sustentabilidade. Por um lado, para relembrar a todos a atualidade da necessidade de racionalizar o uso da água e da energia, e, por outro, alcançando os utilizadores mais recentes dos campi do IST, iniciando uma consciência coletiva logo desde a entrada dos novos alunos a cada ano académico.

Outra proposta de melhoria relevante já identificada seria a integração plena dos recursos humanos afetos ao projeto, incorporando-os em definitivo na estrutura orgânica do IST enquanto núcleo operacional autónomo, com competências e responsabilidades próprias, desempenhando as suas funções como até aqui. É uma proposta de continuidade efetiva e consolidação dos objetivos do projeto a médio e longo prazo na instituição. Permitiria combinar e harmonizar metas de funcionamento e desenvolvimento dos campi com uma constante otimização da eficiência no uso dos recursos, de uma forma mais eficaz, produzindo melhorias tangíveis evidentes.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Foram colocados contadores em locais onde antes não eram registados consumos, e foi definido um plano de leituras regulares dos consumos de energia e da água por edifício. Esta tarefa permitiu iniciar um processo de avaliação rigoroso dos indicadores energéticos e carbónicos específicos de cada edifício e iniciar uma política de gestão dos consumos baseada numa monitorização permanente.

Medidas de Conservação de Energia associadas a níveis de investimento nulos ou admitidos pela gestão operacional dos campi foram implementadas. Incluíram a divulgação de melhores práticas com orientações sobre economia de energia, tendo envolvido os gestores dos edifícios, técnicos da manutenção e outros funcionários do Instituto Superior Técnico (IST). Recorrendo a uma monitorização contínua em tempo real do consumo de energia, foi conferida uma maior atenção a todos os equipamentos energéticos que funcionavam desnecessariamente e foram estabelecidas rotinas de comando mais rigorosas nos horários de funcionamento dos equipamentos, assim como um controle e a inspeção aos sistemas de AVAC individuais dispersos pelos campi, em coordenação com o Núcleo de Manutenção do IST.

A monitorização permanente dos consumos de água, associada a uma intervenção imediata sempre que necessário, assim como uma cuidada manutenção das redes de distribuição no interior dos campi, permitiram evitar qualquer situação atípica de perdas ou consumos excessivos. Pequenos investimentos cabimentados pelo orçamento de gestão corrente do Núcleo de Obras do IST tornaram possível a realização de pequenas reparações cirúrgicas para suprimir as fugas relevantes na rede de distribuição de água no interior dos campi.

Por último, a inspeção rotineira por parte dos operacionais de segurança do Núcleo de Higiene, Saúde e Segurança do IST no final da atividade diária nos campi, e o subsequente reporte imediato à coordenação centralizada, tem vindo a possibilitar a correção oportuna de situações de desperdício por má utilização ou negligência.

A dedicação integral, e em exclusividade, de uma equipa interna com competências profissionais específicas na área da gestão da energia e auditoria energética, que são as adequadas para o desenvolvimento das atividades do projeto, com o contributo da articulação das intervenções com os núcleos operacionais do IST referidos acima foi o fator determinante para o sucesso dos resultados alcançados até agora com o projeto “Técnico –- Campus Sustentável”.