Instituto Superior Técnico

Observatório de Boas Práticas do IST

Archive for the ‘Capital Humano’ Category

Social C2TN

segunda, setembro 28th, 2020

Capital Humano 2020

Dulce Belo (Investigadora DECN)

Implementação da Boa Prática

Os encontros “Social C2TN” são uma atividade de “in-reach” criada e promovida pelo Grupo de Outreach (GO) do C2TN. O principal objetivo desta iniciativa é promover o enriquecimento das relações humanas entre os membros do C2TN, através de convívios informais, de aproximadamente 1h, e nos quais se fomenta:

  1. a) uma maior coesão entre os vários membros da instituição;
  2. b) uma melhor integração de novos membros;
  3. c) a divulgação do trabalho realizado pelos membros do C2TN ou realização de atividades relevantes que possibilitem a partilha de conhecimento.

Este aspeto torna-se particularmente relevante numa unidade de investigação multidisciplinar como o C2TN que inclui áreas de investigação complementares, mas diversas, e onde há uma separação física entre os grupos de investigação (resultado da dispersão dos vários laboratórios e instalações pelo campus do CTN).

Todos os encontros são temáticos, podendo ser usados para levar a cabo tanto propósitos solidários como de carácter ambiental. Os encontros realizados em 2019 e 2020 foram os seguintes:

– Social Friday de Reis (janeiro 2019): saudar o novo ano e o regresso ao trabalho;

– Social Friday de Química (fevereiro 2019): Apresentação da tradução do Livro “NOMENCLATURA DE QUÍMICA INORGÂNICA”;

– When Social Friday Becomes Supportive Monday (março 2019): Venda solidária de bolos com o objectivo de contribuir para a organização do Jantar Comunitário Serve the City;

– Warm Up for Holidays (julho 2019): Organização de um Science (Pi)ctionary onde os desafios, em forma de desenho, se relacionavam com as temáticas científicas do C2TN;

– Social Thursday de Reis (janeiro 2020): Organização do jogo “ Sopa dos Elementos”, tendo por base a Tabela de Cromos Magnéticos. Os desafios de construir palavras, relacionadas com as temáticas científicas do C2TN, foi alcançado usando os símbolos dos elementos químicos;

– Social Thursday de Páscoa (abril 2020): Evento realizado, via Zoom, em contexto de teletrabalho devido à COVID-19.

Resultados Alcançados

Com a iniciativa “Social C2TN” o GO espera contribuir para o estreitamento das relações entre membros do C2TN. Neste contexto, de forma a aferir o sucesso desta ação e ainda auscultar as expectativas e opiniões dos participantes, foi-lhes solicitado que respondessem a um breve questionário. No total foram concluídos 42 questionários, número este que está em consonância com a média de participantes por evento. Esta amostra é composta por investigadores, estudantes de Doutoramento, técnicos e colaboradores, correspondendo a ~33% dos membros integrados do C2TN.

De acordo com os resultados obtidos, a avaliação do “ Social C2TN” é muito positiva, sendo que os participantes em pelo menos um dos eventos, manifestaram a intenção de voltar a participar em futuras ações. Como satisfação global, a iniciativa atingiu uma classificação média de 4.4, numa escala de 1 a 5.

Como exemplos concretos de promoção de informação relevante para o estabelecimento de parcerias sinérgicas ou, simplesmente, o merecido reconhecimento de trabalho relevante dos investigadores do C2TN, salientamos:

– A apresentação em fevereiro de 2019 da tradução do Livro “ NOMENCLATURA DE QUÍMICA INORGÂNICA” com a presença dos responsáveis pela tradução Maria Helena Garcia e Joaquim Marçalo, este último investigador do C2TN;

– A realização da atividade “ Sopa dos Elementos” para promoção da Tabela de Cromos Magnéticos criada no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Tabela Periódica (2019). Esta versão da Tabela Periódica tem suscitado o interesse de várias entidades por ser uma das únicas versões disponíveis da tabela periódica totalmente em português. A Tabela de Cromos Magnéticos foi uma iniciativa do GO e foi idealizada por um dos investigadores do C2TN, também ele membro do Grupo de Outreach.

– Porque a obrigatoriedade de distanciamento social não significa estarmos longe, o GO com o intuito de quebrar a rotina e de reunir os membros do C2TN promoveu, via Zoom, uma “ Social Thursday” durante o período de confinamento. Auxiliando-se da plataforma Kahoot, foi possível realizar um QUIZZ temático intitulado “Achas que conheces o C2TN?”, que funcionou como elemento aglutinador. Esta iniciativa permitiu estender a participação a outros membros do agregado familiar dos Investigadores, nomeadamente aos mais novos, o que acrescentou um elemento extra de boa disposição e partilha.

Adicionalmente, o evento “ When social Friday becomes caring Monday” contribuiu com 95€ para o Jantar Comunitário de 8 de Maio de 2019, promovido pela instituição ‘Serve the City’ e anualmente comparticipado pelos funcionários do Técnico, evidenciando o lado solidário que este tipo de iniciativas também podem associar.

Avaliação e Monitorização

O sucesso da iniciativa “ Social C2TN” foi avaliada através da análise dos resultados de um questionário construído especificamente para o efeito. Desta forma foi possível aferir o grau de satisfação dos participantes, identificar qual ou quais os formatos preferenciais e recolher sugestões para futuros eventos. Os resultados revelam um elevando grau de satisfação por parte dos participantes, dado que, quando questionados nesse sentido, afirmam pretender continuar a participar nestas iniciativas. De forma quantitativa, avaliam de forma global as atividades desenvolvidas com uma pontuação média de 4.4 (numa escala de 1 a 5). Futuramente este tipo de questionário será realizado com uma periodicidade semestral, de forma a recolher um feedback atualizado e ajustar as temáticas das atividades realizadas de acordo com os interesses dos participantes. Este questionário validou a perceção, ainda que subjetiva, recolhida pelo GO ao longo do tempo de quais os encontros melhor conseguidos ao gerarem maior participação, entusiasmo e comentários por parte dos membros do C2TN.

De forma a melhorar a iniciativa esta foi, recentemente, alargada a todos os que partilham o Campus Tecnológico e Nuclear (CTN) com os membros do C2TN, incluindo por exemplo pessoal administrativo e membros de outras unidades de investigação. Desta forma, o “ Social C2TN” contribuirá não só para promover a interação entre os membros do C2TN, mas também a interação com membros de outras unidades de investigação no CTN, permitindo que para além da partilha do espaço físico haja também uma partilha interpessoal.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Na perceção do GO do C2TN, esta é uma iniciativa única no universo Técnico. Apesar de haver reuniões periódicas a nível dos vários departamentos/unidades de investigação, estas têm um carácter mais profissional focado essencialmente na discussão/partilha científica. Há ainda algumas iniciativas pontualmente focadas no aspeto social mas sem o carácter regular dos encontros promovidos no “Social C2TN“. A iniciativa aqui apresentada pretende constituir um conjunto de eventos focados primeiramente no enriquecimento do capital humano prevendo, apenas em segundo plano, servir de partilha de conhecimento científico.

Por serem encontros de curta duração, é fácil aos participantes disponibilizarem uma hora do seu tempo. Quantos aos recursos investidos estes são baixos tendo em conta o potencial retorno.

Esta iniciativa pode ser facilmente implementada em todo o universo Técnico, quer seja ao nível das unidades de investigação ou dos seus departamentos. No caso de unidades/departamentos dispersos por diferentes campi do Técnico ou em edifícios diferentes no mesmo campus, este tipo de iniciativa é especialmente pertinente na medida que promove o convívio entre os vários membros da equipa, proporcionando adicionalmente a partilha dos respetivos trabalhos científicos. O “ Social C2TN” pode assim funcionar não só como um veículo de melhores relações interpessoais mas também de mais colaborações profissionais.

Gender Balance@Técnico

segunda, setembro 28th, 2020

Capital Humano 2020

Helena Geirinhas Ramos (Coordenadora do Grupo de Trabalho Gender Balance@Técnico)  / Marta Pile (AEPQ)

Implementação da Boa Prática

A igualdade de género é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU). É um debate atual e importante para a construção da sociedade em geral e com impacto significativo na comunidade do Técnico em particular, onde existe ainda uma polarização significativa de género na população estudantil.

Esta polarização, embora com motivos diversos, resulta em grande parte de uma visão cultural tradicional, mas que não reflete a realidade atual e a verdadeira abrangência da Engenharia.

Nest sentido, o Técnico criou em 2016 um Grupo de Trabalho “Gender Balance@Técnico” que tem como missão a promoção e valorização da diversidade no IST, através de um conjunto de ações de reforço da inclusão em geral e da igualdade de género em particular.

Este grupo tem como visão ser reconhecido pelo seu contributo para a diversidade no IST, traduzida numa melhoria dos indicadores de inclusão e igualdade de género, através de atividades que promovam a igualdade de oportunidades e o respeito pela diferença.

Estas atividades têm duas dimensões fundamentais:

– externamente, no desenvolvimento de ações que contribuam para a promoção de um recrutamento com maior equilíbrio de género junto dos candidatos ao Ensino Superior;

– internamente, no sentido de minimizar os entraves associados à promoção das mulheres nas carreiras docentes, de investigação ou administrativas.

Resultados Alcançados

Criado com o apoio do Presidente do IST, o grupo tem um Plano de Ação anual, com atividades enquadradas em várias dimensões.

Em 2019, foram desenvolvidas 15 das 16 atividades inicialmente programadas, de acordo com as várias DIMENSÕES de atuação.

DIMENSÃO: Recrutamento e seleção de pessoal

OBJETIVOS: Promover a representação equilibrada de mulheres e homens nas equipas de trabalho:  de docência, de investigação, de suporte técnico-administrativo, e de gestão do IST

ATIVIDADES: Recomendações sobre “Gender Balance”

DIMENSÃO: Remuneração e gestão da carreira

OBJETIVOS: Promover a representação equilibrada das mulheres e dos homens na esfera da tomada de decisão e na progressão profissional dos colaboradores da carreira docente, de investigação e técnica-administrativa do IST

ATIVIDADES: “Shaping the Future “; Formação de Mentores; Estudo estatístico “Progressão na Carreira”

DIMENSÃO: Informação, comunicação e imagem

OBJETIVOS: Sensibilizar a comunidade do Técnico para as questões da igualdade de género na sociedade (principais conceitos, estereótipos, comunicação inclusiva, …)

ATIVIDADES: Prémio Maria de Lurdes Pintasilgo; Role Models do Técnico; Alumni Talks; WISE – Women in Science and Engineering; Engenheiras por um dia; Página web: Diversidade e Igualdade; Projetos (INGDIVS, FostWom); Fórum iGen/Coordenação GT4 Publicações; Recomendações sobre linguagem inclusiva.

DIMENSÃO: Proteção na parentalidade e assistência à família

OBJETIVOS: Perspetivar e divulgar formas de apoio à conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional dos colaboradores da carreira docente, de investigação e técnica-administrativa do IST, que permitam garantir igualdade de oportunidades

ATIVIDADES: Divulgação das medidas de incentivo à conciliação entre vida pessoal e profissional; Dispensa de serviço docente pós-licença de parentalidade.

Avaliação e Monitorização

O Plano de Ação é monitorizado anualmente, através de um mapa excel com identificação das atividades em termos de: dimensão, objetivos estratégicos, objetivos operacionais, universo abrangido, calendarização, indicador de resultados, resultados (2016, 2017, 2018), metas, e e-mail de contacto da pessoa responsável por essa informação.

Também a página da internet “Diversidade e Igualdade” (https://tecnico.ulisboa.pt/pt/viver/dia-a-dia/diversidade-e-igualdade-de-genero/) é utilizada para divulgação dos resultados atingidos, tendo o papel da comunicação uma importância vital no sucesso das atividades de promoção da igualdade de género.

Da reflexão feita ao longo dos anos, e sendo este um trabalho que implica a desconstrução de estereótipos de género e de promoção de mudança de mentalidades, a aposta em iniciativas no âmbito da “Informação, Comunicação e Imagem” é crítica, justificando a quantidade de iniciativas (10) desenvolvidas no âmbito desta dimensão.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Consideramos que esta prática pode ser replicada em outras escolas, através da criação de um Grupo de Trabalho ou outro tipo de estrutura que contribua com programas e iniciativas para promover a inclusão em geral, e a cultura da igualdade de género em particular. Conhecemos vários exemplos, sobretudo de escolas estrangeiras, tendo sido o IST a primeira instituição de ensino a integrar o iGen – Fórum Organizações para a Igualdade.

O iGen é composto por 68 organizações, nacionais e multinacionais, dos setores público, privado e da economia social, que operam em Portugal e representam, no seu conjunto, cerca de 2% do PIB português, tendo os seus membros assumido o compromisso de reforçar e evidenciar a sua cultura organizacional de responsabilidade social incorporando, nas suas estratégias e nos seus modelos de gestão, os princípios da igualdade entre mulheres e homens no trabalho e no emprego.

GENEE – Grupo para os Estudantes com Necessidades Educativas Especiais do Técnico Lisboa

segunda, setembro 28th, 2020

Capital Humano 2020

NAPE-TP-Núcleo de Apoio ao Estudante Tagus Park

Implementação da Boa Prática

O Grupo para os Estudantes com Necessidades Educativas Especiais do Técnico Lisboa – GENEE foi criado e implementado pela responsável pelo Núcleo de Apoio ao Estudante do Taguspark) em 2017/18. O GENEE tem como objetivos principais a promoção e desenvolvimento de apoio aos Estudantes Necessidades Educativas Especiais (ENEE). Este grupo tem como missão contribuir para um Técnico universal de todos e para todos e é regido pelos valores: igualdade de direitos e oportunidades. O GENEE tem como objetivos principais: 1) regulamentação, 2) acessibilidade física e tecnológica, 3) integração e acolhimento, 4) projetos de investigação, e 5) empregabilidade. O grupo reúne-se mensalmente, de forma alternada entre os campi Alameda e Taguspark, com realização de atas e partilha documentos numa drive – ver https://drive.google.com/drive/folders/1LHXSmGHddzLUSlbef13g0gtfYonqatOV?usp=sharing

Até à data realizaram-se as seguintes ações que suportam os objetivos gerais do GENEE:

Orçamento participativo – 2017 (Aquisição de Portas elétricas para o campus do Taguspark).

Inquérito Técnico Inclusivo – Identificação do conhecimento, das práticas e das necessidades dos docentes do Técnico Lisboa em relação às Necessidades Educativas Especiais no Ensino Superior – 2018 (ver anexo 1)

OpenEya/Fotos aulas – Implementação do programa para captação fotográfica e de vídeo para estudantes NEE, no anfiteatro A5 do campus Taguspark – 2018

Uniformização de procedimentos – entre os serviços dos campi Alameda e Taguspark, tais como: questionário para estudantes NEE (bilingue PT/EN), lançamento dos apoios dos ENEE no Fénix, tabela conjunta dos ENEE existentes no IST, abertura de processos e documentos solicitados, estatuto de doença crónica e/ou permanente ser atribuído uma única vez, lançamento dos apoios já existentes antes do inicio do semestre – 2019

Poster e Panfletos informativos bilingues (Mobilidade/Inclusão/Apoios) – 2019 (ver anexo 2)

Alteração do Regulamento para ENEE (DR nº 170/2019) – 2019 (ver anexo 3)

Acordo com o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI – Almada) – para formação de assistentes pessoais para apoio a estudantes do IST (em particular Taguspark) – 2019 Acordo com Câmara Municipal de Oeiras – para transporte adaptado do campus do Taguspark para centros de reabilitação – 2020

Os recursos usados são a título de exemplo: salas de reunião, shuttle, drive e o software OpenEya. Recursos Humanos (por ordem de chegada ao Grupo): Carla Boura – NAPE-TP, Hugo Nicolau – DEI, Ana Moura Santos – CP, Carolina Ferreira – NAPE-AL, Cristina David – AG, Lídia Silva – AG, Rita Whal – NDA, Isabel Gonçalves – NDA, Henrique Vinagre – LEIC-TP, Patrícia Simões – NDA, Ana Marques – NAPE, Alano Silva – Mestrado Aeroespacial.

Resultados Alcançados

Desde o início da constituição do GENEE que se desenvolveram várias ações que permitiram cumprir os objetivos propostos, sendo alguns deles objetivos de curto (Alteração do Regulamento para ENEE, panfletos informativos bilingues, uniformização de procedimentos) e outros de médio/longo prazo (Estudo Técnico Inclusivo). Outras ações importantes, como implementação do software OpenEya, acordo transporte adaptado e CAVI, trazem também contributos para objetivos a médio prazo.  Estão a decorrer, para cumprimento de objetivos a médio/longo prazo as seguintes ações: Diários Aumentados Digitalmente (tese de mestrado que visa a monitorização da qualidade de vida alguns estudantes que usufruem de apoio/acompanhamento através dos serviços – teremos os resultados em Junho); Ensinar a Ensinar (projeto que visa a construção de pequenos vídeos informativos e tutoriais sobre as várias necessidades – estão neste momento em construção 3 vídeos sobre Asperger, Distrofia Muscular e Hiperatividade, estando prevista a sua primeira apresentação a 17 de novembro de 2020, num evento na área da Informação da Rede NEE da Ulisboa), Bibliotecas Acessíveis: reunião de arranque do projeto no dia 13/03 com a presença da Luísa Coheur (CG-TP), Isabel Marcos (Biblioteca Complexo Interdisciplinar) e Silvia Di Salvatore (Técnico Sustentável).

O trabalho realizado até ao momento tem contribuído para o desenvolvimento da perceção da importância de ações na área NEE no Instituto Superior Técnico, contribuindo para o desenvolvimento de projetos que têm como objetivo incentivar e unificar esforços da comunidade Técnico (alunos, funcionários não docentes e docentes) que visem a melhoria das condições de vida no IST e que promovam a igualdade de direitos e oportunidades.

Avaliação e Monitorização

Desde a sua implementação o GENEE tem sido avaliado e monitorizado de forma sistemática através de relatório anual de atividades (de cariz interno e inserido no *relatório anual do NAPE-TP, desde 2018. Este ano irá realizar-se o 1º relatório anual do GENEE como grupo) onde se enumeram as ações e projetos desenvolvidos e/ou em desenvolvimento. Para além destes relatórios, desenvolveu-se o Inquérito Técnico Inclusivo que teve como público alvo todos os docentes do Técnico e do qual se obtiveram 101 respostas, resultando num documento constituído por apresentação de resultados, análise de dados e conclusões. Este documento teve como objetivo o desenvolvimento de um estudo mais aprofundado nesta área, tentando delinear as próximas ações e um possível caminho futuro; e um questionário de satisfação anual distribuído a todos os estudantes ENEE do qual se obtiveram 29 respostas de um universo de 99 alunos com estatuto NEE. Este questionário foi divido em duas partes, uma primeira parte com a caracterização geral da população e dos apoios existentes no IST e uma segunda parte com a mesma caracterização por campus (Alameda e Taguspark). O Focus Group (a metodologia consiste em reunir um grupo de pessoas aleatório e colocá-las a debater os objetivos, sendo esta sessão assistida e gravada em de vídeo) será realizado anualmente e terá inicio no final de 2020. Como consequência destas ações de monitorização resultaram os projetos Diários Aumentados Digitalmente, Ensinar a Ensinar e Bibliotecas Acessíveis.

GENEE

Avaliação/Monitorização Ano Nº Participantes
Inquérito Técnico Inclusivo 2018 101
Questionário Estudantes NEE 2019 29
Relatório Anual 2020 *
Focus Group 2020

Carácter Inovador e Transferibilidade

Foi o primeiro Grupo deste cariz no Técnico Lisboa. Foi inspirado na Rede NEE da Universidade de Lisboa e juntou vários serviços, colegas discentes,

docentes e alunos para o desenvolvimento da qualidade de vida dos ENEE nos campi. A motivação do grupo está assente na sua missão e valores tendo todo o trabalho realizado até agora sido um extra aos objetivos específicos de cada uma das pessoas aqui representada. Iniciando-se uma cultura de sensibilização da comunidade académica e serviços académicos em relação a esta área.

Com a integração de ENEE na constituição do GENEE abriu-se a porta para os principais atores do projeto terem uma participação ativa nas mudanças necessárias, bem como a uniformização dos procedimentos nos campi Alameda e Taguspark. Com uma constituição ainda de funcionários docentes e discentes, o GENEE permite atuar sobre diferentes serviços e vertentes numa área que promove a qualidade do ensino e bem-estar dos ENEE na Instituição, bem como a criação de oportunidades para outros alunos, docentes e funcionários. Futuramente o GENEE espera poder estender a sua ação a funcionários e atuar ao nível de toda a comunidade IST.

Ao nível da sustentabilidade, neste momento o GENEE está a analisar procedimentos que permitam a sua formalização no contexto da Instituição.

Transferibilidade – Este grupo, bem como as boas práticas que promove, através do Ensinar e Ensinar, já está integrado na rede ENEE da ULisboa. O trabalho desenvolvido e a desenvolver pode ser replicado em qualquer universidade, empresa e/ou associação e em qualquer país – sendo o seu modelo extremamente abrangente. Dando como exemplo o Inquérito Técnico Inclusivo realizado aos Docentes, que foi enviado para a Rede NEE e na sequência do qual houve uma declaração de intenção de todas as Universidades adotarem o mesmo formato de questionário (o ISEG foi uma das Instituições que adotou este formato de questionário, no âmbito do seu observatório pedagógico).

Num exercício de Benchmarking a ter em conta a importância da divulgação do GENEE através da rede de comunicação institucional, a criação de um espaço de debate e partilha de experiências idênticas entre várias entidades (de modo a criarem-se novas soluções e/ou métodos), através de congressos, seminários e workshops nesta área. A realização de parcerias com Associações e empresas que tenham projetos nesta área. A abertura por parte das universidades e/ou empresas para o desenvolvimento de projetos inovadores (principalmente na área da tecnologia) em prol das Necessidades Educativas Especiais.

DECivil PhD Welcome

segunda, setembro 28th, 2020

Capital Humano 2020

Alexandre Pinheiro, Ana Fernandes, André Biscaya, Dídia Covas, Joana Baltazar, João Delgado, Luís Vieira, Maria Ana Bonito, Paula Marques e Vera Durão (DECivil)

Implementação da Boa Prática

Um grupo de alunos de doutoramento do Departamento de Engenharia Civil, Arquitetura e Georrecursos (DECivil) organiza voluntariamente, mas sob a coordenação do DECivil, um evento de receção e apoio aos novos alunos de doutoramento – o DECivil PhD Welcome. Esta iniciativa realiza-se no início de cada semestre, tendo a primeira edição ocorrido em fevereiro de 2019.

O DECivil PhD Welcome incluiu a disponibilização de um guia – o PhD Quick-Start Guide, com informação útil sobre o departamento, como por exemplo a sua estrutura organizacional e contactos importantes, e sobre o percurso de um aluno de doutoramento, que inclui uma checklist das primeiras etapas a realizar, contactos de mentores (outros alunos de doutoramento) e alguns aspetos para facilitar a integração no Instituto Superior Técnico (IST). O PhD Quick-Start Guide é atualizado e disponibilizado semestralmente no site do departamento. Para além deste guia, é organizada uma visita guiada – a PhD Welcome Tour, pelas várias dependências do departamento e a alguns pontos de maior interesse do IST, com o intuito de dar a conhecer a localização de serviços, das instalações laboratoriais e aspetos relevantes para a vivência académica.

Este evento é especialmente direcionado para novos alunos de doutoramento do departamento, contudo alunos numa fase mais avançada do seu doutoramento e bolseiros associados aos centros de investigação do DECivil (CERIS, CERENA e CiTUA) também podem usufruir da visita e do guia.

Resultados Alcançados

O PhD Quick-Start Guide foi preparado e divulgado a qualquer aluno de doutoramento do DECivil. O PhD Welcome Tour tinha como objetivo inicial o de alcançar apenas novos alunos de doutoramento do DECivil. Contudo, alunos que tinham começado o seu doutoramento há mais tempo também mostraram necessidade e interesse em participar nesta iniciativa. Na primeira edição, apenas 8% do total de alunos inscritos pela primeira vez nesse semestre em doutoramento no DECivil foram à visita guiada. Dos alunos que participaram na visita, 25% dos alunos tinham iniciado o seu doutoramento nesse semestre, enquanto 75% tinham iniciado os seus estudos há mais tempo. Na segunda e terceira edições a percentagem de alunos que participaram na visita tendo em conta o número total de alunos inscritos pela primeira vez nesse semestre em doutoramento aumentou para 36%. Na segunda edição, 100% dos alunos que participaram na visita tinha começado o seu curso nesse semestre. Na terceira edição, 62% dos alunos que foram à visita tinham iniciado o seu doutoramento nesse semestre, enquanto 38% tinha iniciado os seus estudos há mais tempo.

Os coordenadores dos vários cursos de doutoramento do departamento e dos centros de investigação associados ao mesmo foram convidados a participar na visita numa tentativa de fomentar o contacto entre alunos e os professores. Na primeira edição dois dos coordenadores de doutoramento estiveram presentes. Quanto aos centros de investigação, na segunda e terceira edições, a representação de apenas um dos centros foi feita.

Na terceira edição, além dos alunos de doutoramento também bolseiros de investigação que iniciaram o seu trabalho no início de 2020 foram convidados a participar na visita. Mas constatou-se que a maioria dos bolseiros eram alunos de doutoramento, por isso já incluídos no convite inicial.

Com esta iniciativa, divulgou-se informação importante que, por estar dispersa, os alunos têm muitas vezes dificuldade em encontrar ou não sabem que existe. O evento permitiu dar a conhecer espaços do departamento importantes para o percurso dos alunos, especialmente onde e a quem se dirigirem quando têm dúvidas ou problemas. Além disso, os alunos conheceram os alunos que organizaram esta iniciativa e que se apresentam como Mentores e a quem se podem dirigir futuramente.

Avaliação e Monitorização

Após a visita guiada é enviado aos alunos um questionário de satisfação que nos permite avaliar a mesma. Tendo em conta as três edições da visita, a relevância da mesma foi considerada pelos alunos elevada para seu o trabalho e muito elevada para conhecer novos colegas. A duração do evento foi considerada adequada pelos alunos e a sua organização como boa. O evento teve uma avaliação geral de bom. Os alunos solicitaram ainda para futuras visitas mais informações sobre, por exemplo, as disciplinas a frequentar, o fluxo de trabalho de um aluno de doutoramento ou certos procedimentos administrativos a cumprir.

Após cada edição a equipa organizadora efetua uma avaliação da mesma. O conteúdo do guia é revisto, sendo atualizado com nova informação, incluindo informações pedidas pelos alunos e o percurso da visita é também revisto tendo em conta os interesses demonstrados pelos alunos durante a visita.

O processo de planeamento e preparação do evento foi estruturado num documento Stepby-step em que as várias tarefas a realizar são apresentadas e calendarizadas, de forma a facilitar a futura continuação desta prática.

Carácter Inovador e Transferibilidade

Esta iniciativa, de um modo geral, pretende disponibilizar um conjunto de informações relevantes, nem sempre fáceis de encontrar, e apoio a todos os novos alunos de doutoramento do DECivil do IST, contribuindo para uma melhor integração no ambiente e estrutura do departamento. A iniciativa surge através de alunos de doutoramento que sentiram a necessidade de ajudar os novos alunos nas primeiras fases do seu percurso académico, disponibilizando um guia estruturado, que é complementado por uma visita guiada ao departamento e locais relevantes no IST. No que concerne à transferibilidade, esta iniciativa pode ser adaptada a qualquer departamento que careça de um apoio especialmente dirigido a novos doutorandos.

DEI às 4as

sábado, julho 27th, 2019

Capital Humano 2019

Maria Inês Camarate de Campos Lynce de Faria (Docente DEI)

 

Prática de Acesso Exclusivo da Comunidade IST.

Mais informações contacte:

Ines.lynce@tecnico.ulisboa.pt

Prospeção de novos docentes (“Scouting”)

sábado, julho 27th, 2019

Capital Humano 2019

Rodrigo Seromenho Miragaia Rodrigues (docente DEI)

 

Prática de Acesso Exclusivo da Comunidade IST.

Mais informações contacte:

rodrigo.miragaia.rodrigues@tecnico.ulisboa.pt

 

NAPE Skills Factory

sábado, julho 27th, 2019

Capital Humano 2019

Núcleo de Apoio ao Estudante (NAPE)

Implementação da Boa Prática

O NAPE Skills Factory consiste num ciclo semestral de workshops promovido pelo Núcleo de Apoio ao Estudante, que procura desenvolver as competências e complementar os conhecimentos adquiridos pelos alunos do Técnico ao longo do curso, enriquecendo o seu percurso académico. Este ciclo de workshops decorre habitualmente nos meses de outubro e março de cada ano letivo, incluindo temas diversificados que vão de encontro aos interesses da comunidade académica, nomeadamente dirigidos ao desenvolvimento de soft skills, mas também hard skills.

Os workshops são destinados a toda a comunidade académica do Técnico, incluindo bolseiros, docentes e não docentes, estando também abertos à restante comunidade da ULisboa, consoante disponibilidade de vagas. A participação é gratuita, havendo uma caução associada ao processo de inscrição para aumentar a responsabilização. No final de cada workshop é atribuído um certificado de participação.

Os formadores destes workshops são especialistas convidados pelo NAPE em função dos temas dos Workshops, contando até à data com a participação de alunos, professores, investigadores e empresas exteriores ao Técnico nas mais diversas áreas.

As salas de cada Workshop são adaptadas às necessidades do mesmo, sendo o NAPE o responsável por fazer este levantamento e posterior contacto com o Gabinete de Organização Pedagógica para marcação das salas.

Resultados Alcançados

O NAPE Skills Factory realizou a sua primeira edição em março de 2015 e a sua mais recente (9ª edição) em março de 2019, totalizando 9 ciclos de workshops e mais de 120 formações dadas ao longo destes últimos 5 anos.

O número de participantes tem crescido ao longo dos últimos anos, sendo que temos atingido uma marca consistente de 250 participações desde o ano letivo 2016/2017. Este número de participações traduz-se também numa rápida taxa de resposta à nossa divulgação, uma vez que preenchemos grande parte das vagas nos primeiros três dias de divulgação.

Outro aspeto relevante a referir está relacionado com a visibilidade que o NAPE Skills Factory tem vindo a ganhar dentro e fora do Técnico, uma vez que a maioria destes Workshops são oferecidos por grandes empresas e organizações, reforçando ainda mais a qualidade e o interesse no nosso público alvo.

Em termos de taxa de sucesso, os resultados são bastante satisfatórios, uma vez que mais de 80% das nossas formações foram avaliadas entre o 4 e o 5 (numa escala de 1 a 5).

Na última edição envolvemos a Área de Transferência e Tecnologia do Técnico, articulando o contacto com a Rede de Parceiros do Técnico. Consideramos que esta foi uma contribuição muito positiva, já que foram dois dos nossos Workshops com avaliações muito elevadas.

Avaliação e Monitorização

Apesar de existir uma linha condutora do projeto, cada edição do NAPE Skills Factory é independente. Como tal, temos a liberdade de edição após edição, olhar para as antecedentes e planear a próxima com um maior detalhe e rigor.

Isto só é possível devido aos inúmeros canais de comunicação a que o NAPE recorre para obtenção de feedback sobre cada edição. Estes incluem a percentagem de vagas preenchidas, os inquéritos de feedback preenchidos pelos participantes sobre cada sessão, a monitorização de cada workshop, em tempo real, por parte de um ou mais Guias do NAPE e, pontualmente, o feedback dado pelos próprios Formadores.

Tudo isto contribui para que possamos obter uma melhoria constante. Com efeito, no final de cada edição, avaliamos se cada um dos workshops poderá ou não repetir-se na seguinte, de acordo com o feedback obtido. Por seu lado, no início de cada edição estas considerações são avaliadas em conjunto com outras propostas, normalmente sugeridas por participantes, para elaborar a lista de temáticas pretendidas. Para além disto, o feedback dos participantes e dos Guias do NAPE sobre cada workshop é sempre avaliado e transmitido à entidade que o organizou, de forma a que, caso a colaboração se repita, possa ser igualmente positiva ou melhorar.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O NAPE Skills Factory veio responder aos interesses comuns dos estudantes do Técnico, que frequentam cursos nas mais diferentes áreas científicas, contribuindo para o desenvolvimento de competências em áreas complementares à sua formação académica.

Face à oferta existente no Técnico, o NAPE Skills Factory diferencia-se por ser um ciclo de Workshops que oferece simultaneamente formações técnicas (hard skills), formações no âmbito do desenvolvimento pessoal (soft skills) e formações distintas e exclusivas (out-of-the-box-skills).

A capacitação e o caráter inclusivo da participação nos nossos Workshops são dos fatores de principal destaque, uma vez que levamos a toda a comunidade um conjunto de formações do mais elevado nível sem quaisquer custos associados para os participantes, quer de alunos dentro e fora do Técnico, quer dos restantes membros da Escola (funcionários, professores e bolseiros).

O sucesso desta prática resulta do enquadramento, planeamento e estratégia da equipa de Guias do NAPE, que selecionam cuidadosamente cada organização na construção de cada edição, promovendo ativamente a ligação à sociedade.

 

 

 

 

 

 

Prémio Maria de Lourdes Pintasilgo (PMLP)

sábado, julho 27th, 2019

Capital Humano 2019

Grupo de Trabalho Gender Balance@Técnico (Helena Geirinhas Ramos, Coordenadora)

Implementação da Boa Prática

O Técnico instituiu em 2016 o Prémio Maria de Lourdes Pintasilgo (PMLP) como forma de promover a relevância da igualdade de género no Técnico, e reconhecer o papel crucial que as mulheres desempenham em todas as áreas da Engenharia. Maria de Lourdes Pintasilgo foi uma Engenheira e distinta aluna do Técnico, que teve um impacto relevante na sociedade e política portuguesa em diferentes fases da sua vida, tendo, em particular, sido a primeira mulher que alcançou o cargo de Primeira-Ministra de Portugal. O PMLP destina-se a galardoar anualmente duas mulheres, formadas pelo Técnico:

  • uma antiga aluna que tenha completado o seu ciclo de estudos no Técnico há mais de 15 anos, contabilizados no dia 31 de dezembro do ano anterior àquele em que o prémio é atribuído, e que se tenha destacado pelas suas contribuições profissionais e/ou sociais;
  • uma recém-graduada do Técnico, com menos de 27 anos contabilizados no dia 31 de dezembro do ano anterior àquele em que o prémio é atribuído, e que se tenha destacado pela qualidade científica da dissertação de Mestrado e pelo percurso académico no Técnico.

As nomeações para a antiga aluna podem ser apresentadas por qualquer membro da comunidade IST, incluindo alumni, e a nomeação terá que ser acompanhada por um curriculum vitae de não mais que uma página A4. As candidaturas relativas à atribuição do PMLP à recém-graduada incluem, entre outra documentação, cópia da tese de mestrado e respetiva classificação.

O Júri é composto pelo Presidente do IST, pelo Presidente do Conselho Científico e pelo Presidente do Conselho Pedagógico, e por até mais 8 vogais nomeados anualmente pelo Presidente do IST. A atribuição do PMLP é anual, e formalizada durante a cerimónia pública de comemoração do aniversário do Técnico (maio). No caso da recém graduada, para além do reconhecimento público, é ainda atribuído um prémio monetário no valor de 5000 euros.

O PMLP é anunciado anualmente nos media e divulgado entre todos os alunos finalistas, sendo igualmente divulgados os nomes das instituições que se queiram associar a este prémio.

Resultados Alcançados

Os objetivos desta iniciativa, e de outras na área da comunicação, é sensibilizar a comunidade do Técnico para as questões da igualdade de género na sociedade. Pretende-se com estes exemplos, desconstruir preconceitos e estereótipos sobre profissões tecnológicas, combatendo e prevenindo a intensificação da segregação das ocupações profissionais em razão do género. Na primeira edição, lançada a 6 de dezembro de 2016, foram submetidas à apreciação do júri 26 candidaturas tendo sido selecionadas as seguintes:

– Antiga aluna: Maria da Graça Carvalho

– Recém graduada: Inês Godet

Na segunda edição, lançada a 12 de dezembro de 2017, foram submetidas 24 candidaturas tendo sido selecionadas pelo júri as seguintes:

– Antiga aluna: Isabel Aníbal Vaz

– Recém graduada: Bárbara Fernandes Simões

Na terceira edição, lançada a 16 de dezembro de 2018, foram submetidas 22 candidaturas tendo sido selecionadas pelo júri as seguintes:

– Antiga aluna: Manuela Veloso

– Recém graduada: Mariana Araújo

Para avaliar o sucesso da iniciativa destaca-se a elevada qualidade das nomeações e candidaturas apresentadas, que têm garantido o excecional mérito das vencedoras.

Os números das candidaturas e de notícias que a divulgação do PMLP na imprensa originou, mostram a adesão, o interesse da iniciativa. Para isso tem contribuído a cerimónia da entrega de prémios, que tem permitido o convite de individualidades que ajudam na divulgação das ações do IST na promoção da igualdade de género, tema de uma atualidade crescente. É exemplo dessa visibilidade o aumento das visitas à página da internet “Diversidade e Igualdade de Género no IST” (https://tecnico.ulisboa.pt/pt/viver/dia-a-dia/diversidade-e-igualdade-de-genero/).

Haverá muitos fatores a contribuírem para o aumento das mulheres nos cursos de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) do IST, entre os quais a cada vez maior apetência desta comunidade para os cursos mais concorridos, mas acredita-se que os esforços do Grupo de Trabalho GB@Técnico, em particular as ações que têm sido desenvolvidas no sentido de promover mulheres da comunidade do técnico com sucesso, ajudaram a atingir uma percentagem de 32% de novas alunas ingressadas em 2018/2019 face aos 29% registados em 2017/2018. edições, sugerindo que a iniciativa tem sustentabilidade ao nível do interesse da comunidade.

A quantidade de notícias nos media tem, de uma forma semelhante, evoluído muito positivamente. Deste modo, é intenção do Técnico prosseguir com esta iniciativa, ou assegurando integralmente a sua componente financeira, ou promovendo novas formas de financiamento. Inicialmente cofinanciada (edições de 2016 e 2017) pela empresa Baía do Tejo, em 2018, o financiamento desta iniciativa foi da total responsabilidade do IST.

Avaliação e Monitorização

Apesar de ser uma prática relativamente recente, considera-se bastante boa a quantidade de nomeações e candidaturas apresentadas nas três primeiras edições, sugerindo que a iniciativa tem sustentabilidade ao nível do interesse da comunidade.

A quantidade de notícias nos media tem, de uma forma semelhante, evoluído muito positivamente. Deste modo, é intenção do Técnico prosseguir com esta iniciativa, ou assegurando integralmente a sua componente financeira, ou promovendo novas formas de financiamento. Inicialmente cofinanciada (edições de 2016 e 2017) pela empresa Baía do Tejo, em 2018, o financiamento desta iniciativa foi da total responsabilidade do IST.

Carácter Inovador e Transferibilidade

A igualdade de género é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fixados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), integrando a nova agenda de ação até 2030. A igualdade de género é, pois, um debate atual e importante para a construção da sociedade em geral e com impacto significativo na comunidade do Técnico em particular, onde existe ainda uma polarização significativa de género na população estudantil.

Várias são as escolas que desenvolvem iniciativas nesta área, mas poucas as que têm uma estrutura de coordenação destas iniciativas, como o Grupo de Trabalho GB@Técnico do IST, criado em 2016 e com um plano de ação monitorizado em reuniões mensais.

Considera-se relevante o trabalho do Técnico na promoção das áreas de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) junto da comunidade feminina, acompanhando também as preocupações sociais e recomendações da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação (2018-2030). Foram definidas ações prioritárias com dois objetivos: aumentar o numero de alunas que estudam no Técnico e minimizar os entraves associados à promoção das mulheres nas carreiras docentes, de investigação ou administrativas. O PMLP adequa-se a ambos os objetivos, pois é uma medida que divulga mulheres de sucesso e promove mulheres do Técnico.

Com a divulgação de role models, de casos de sucesso de mulheres empreendedoras, nomeadamente de antigas alunas com carreiras como a da Engª Maria de Lourdes Pintasilgo, o Técnico em muito contribui para o empoderamento das atuais e futuras alunas da escola.

 

 

 

Programa Mentorado do Técnico

quinta, julho 26th, 2018

Capital Humano ● 2018

Margarida Barros, Ana Isabel Ferreira, Filipe Amaral, Ana Luísa Carvalho, Samuel Ramos, Filipa Guimarães, Mafalda Magro, Samuel Franco, Pedro Prata, Francisco Sá, Joana Fonseca, Alina Dahmen, Luís Alves, Mágui Lage, Pedro Galvão Pereira, Sara Correia (NAPE); Ana Moura Santos (docente DM); Ana Marcelino, Carla Boura (NAGT)

Implementação da Boa Prática

Um dos principais objetivos do Núcleo de Apoio ao Estudante (NAPE) consiste na promoção do sucesso escolar através do apoio próximo aos alunos.

O Programa Mentorado do Técnico visa o acolhimento e a integração de todos os novos alunos na nossa Escola, funcionando este como um acompanhamento personalizado, onde cada aluno do IST de anos avançados (Mentor) compreende muito bem as especificidades dos obstáculos que vão surgindo no caminho dos novos alunos (Mentorandos). O apoio do Mentor é bastante diversificado, abrangendo questões académicas, pessoais e, também, profissionais. A experiência do Mentor é, sem dúvida, uma ferramenta muito útil para o esclarecimento de dúvidas, o relacionamento com colegas e professores, entre outras questões.

O Programa Mentorado encontra-se em funcionamento tanto no campus Alameda como no campus Taguspark, ao cargo do Núcleo de Apoio Geral do Taguspark (NAGT), apresentando algumas diferenças devido às diferentes realidades apresentadas em cada um dos campi. No entanto, estes mantêm os mesmos moldes e objetivos.

No campus Alameda, os Mentores são alunos que se voluntariam, sendo os principais requisitos a sua prestação como Mentores em anos anteriores e a disponibilidade para frequentarem um conjunto de formações iniciais, de carácter obrigatório e absolutamente necessárias, onde são fornecidas todas as informações sobre o programa, seus objetivos, bem como estratégias de resolução de problemas que possam surgir no decorrer do mesmo. Relativamente ao campus Taguspark, existem alunos que são convidados a participar, tendo em conta o seu curriculum e sucesso académico, nomeadamente a sua aprovação às unidades curriculares de Álgebra Linear e Cálculo Diferencial I. A indicação de professores, como por exemplo a Prof.ª Ana Moura Santos, também é contabilizada, já que se conseguem identificar alunos com apetências para o apoio escolar.

Resultados Alcançados

De ano para ano, o número de alunos que participam neste Programa tem aumentado significativamente, tendo atualmente um total de 560 Mentores, número que superou as estimativas iniciais. Em termos de aproveitamento curricular por parte dos novos alunos, este tem também aumentado. Relativamente aos dados recolhidos no campus Taguspark, esta melhoria verificou-se em todos os cursos aí lecionados ao longo dos últimos sete anos, sendo em alguns casos a redução do insucesso escolar em mais 50%.

Uma das diferenças entre os campi na implementação deste Programa prende-se com o tipo de acompanhamento e monitorização efetuado ao longo do ano letivo. No campus Taguspark, é da função dos Mentores reportarem as notas dos testes e projetos dos seus Mentorandos aos responsáveis do Programa nesse campus (Drª Carla Boura). Se os Mentorandos apresentarem uma ou duas unidades curriculares por concluir, o Mentor é alertado para um apoio mais incisivo. Se o Mentorando apresenta três ou mais unidades curriculares não concluídas, este é chamado para uma entrevista com a Drª Carla Boura, onde se despista o problema e, consoante o resultado, se realiza um plano de estudo ou uma reunião com tutor e coordenador, de modo a encontrar uma solução e/ou encaminhamento para outro serviço.

Já no campus Alameda, o Programa é coordenado pela equipa de Guias do NAPE e implementado pelos Mentores, sendo que cabe a estes a monitorização do aproveitamento escolar dos seus Mentorandos, bem como a sinalização de situações mais graves aos Guias, que farão um acompanhamento mais personalizado do Mentor e Mentorando, propondo estratégias e aconselhando o aluno acerca do que fazer, indicando, se necessário, outros gabinetes da estrutura organizacional do IST.

Este Programa possui um conjunto de atividades ao longo do ano letivo que têm como objetivo o estreitamento de relações entre Mentor e Mentorando, bem como dotar os Mentores de mais conhecimentos que lhes permita serem cada vez melhores no exercício das suas funções.

Avaliação e Monitorização

Ao longo do ano letivo realizam-se diversas atividades que promovem, não só o contacto entre Mentores e Mentorandos, mas também nos permitem assegurar a boa implementação do Programa Mentorado. Como incentivo à participação ativa no Programa, foi implementado um sistema de pontos que permite ao Mentor ter acesso ao Certificado de Participação ou ao Suplemento ao Diploma. São apresentados exemplos de atividades desenvolvidas:

  • As Formações Iniciais consistem em sessões de preparação dos Mentores para a Semana das Matrículas, abrangendo o funcionamento da mesma, os possíveis cenários envolvendo os Mentorandos e as boas práticas que se devem manter ao longo do ano.
  • As Formações Complementares são workshops planeados em parceria com diversas empresas e organizações que permitem o enriquecimento pessoal e curricular do Mentor dentro da temática das soft skills – Liderança, Negociação, Coaching, Personal Branding, Comunicação, Entrevista de Emprego, entre outros.
  • As Sharing Sessions são breves encontros semestrais entre os Mentores e Guias do NAPE com o intuito de fazer o ponto de situação geral, identificar as principais dificuldades que possam surgir e fomentar a partilha de situações e opiniões sobre o Programa.
  • De modo a se obter feedback da parte dos Mentores, são também realizados três Relatórios ao longo do ano letivo.
  • O Mentorado Outdoor Challenge é um evento “out of the box”, que tem como principais objectivos a prática de atividades desportivas e o enriquecimento dos laços entre o Mentor e os Mentorados. São exemplos deste tipo de atividade a ida ao Bounce, a aula de Surf, a aula de bodyboard, a Canoagem e a Atividade de Arborismo.
  • O Rally Mentorado é uma atividade com vários desafios, que conta com a participação de Mentores e Mentorandos e que visa dar a conhecer a cidade de Lisboa e o campus aos novos alunos.
  • As Atividades Extra consistem, por exemplo, nas atividades que envolvem alunos de mobilidade – visita aos Departamentos, City Rally, entre outras.
  • Atividades que fomentem o espírito de Voluntariado Social.

Para que o Mentor obtenha o Certificado de Participação deverá assistir às Formações Iniciais, participar na Semana das Matrículas e responder aos três Relatórios ao longo do ano. Para se obter o Suplemento ao Diploma, o Mentor deverá estar apto a receber o Certificado e fazer um determinado número de pontos, conjugando as atividades referidas da maneira que desejar.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O Programa Mentorado do Técnico Lisboa é uma referência a nível nacional dentro desta temática.

O facto de existirem alunos de anos mais avançados a receber e acolher os novos alunos não só veio facilitar a transição entre o Ensino Secundário e o Ensino Superior, mas também melhorar o aproveitamento escolar e diminuir da taxa de desistências curriculares. Atualmente, já várias universidades seguem o exemplo do Programa Mentorado do IST, sendo este um verdadeiro sucesso.

A aplicabilidade deste programa é transversal a vários contextos, quer intra IST, entre departamentos, núcleos e gabinetes, como até em empresas e organizações externas.

 

Programa de Acompanhamento dos Novos Docentes e Investigadores do IST (Shaping the Future)

quarta, julho 26th, 2017

Capital Humano ● 2017

Isabel Cristina Gonçalves (NDA) 

Implementação da Boa Prática

O programa PAX – IST Shaping the Future foi desenvolvido pelo Conselho Científico do IST com o objetivo de promover a adaptação dos professores auxiliares e investigadores em início de carreira à cultura do IST, bem como de os apoiar na construção da sua identidade profissional e na construção de um plano de desenvolvimento. Pretende-se possibilitar aos professores a liderança de equipas e projetos de investigação relevantes a nível nacional e internacional, bem como a promoção de processos de ensino – aprendizagem produtivos.

Este programa envolve as seguintes vertentes: formação fundamental , formação complementar (selecionada de entre a fornecida pelo Núcleo de Desenvolvimento Académico aos docentes do IST), observação de aulas e um programa de mentoring pela parte de docentes sénior do IST (validados pelos Presidentes de Departamento).

A primeira edição da formação fundamental realizou-se a 9, 10, 11 setembro 2015, no Centro de Caparide do Ministério da Educação, com o seguinte programa:

DIA 1 – COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA E GESTÃO DE EQUIPAS

  • Inteligência emocional: uma introdução
  • Saber dar feedback e comunicar assertivamente
  • Empatia e motivação de equipas
  • Liderança académica

DIA 2 – GESTÃO DE CARREIRA E COMPETÊNCIAS CIENTIFICAS

  • Gestão de tempo e de projetos
  • Financiamento competitivo
  • Ética na ciência
  • Desenvolvimento de carreira

DIA 3 – COMPETÊNCIAS PEDAGÓGICAS

  • Inteligência emocional em sala de aula
  • Auto – regulação e aprendizagem
  • Envolver os alunos: alinhamento construtivo
  • Avaliar aprendizagens e educar para o empreendedorismo

A segunda edição realizou-se também em Caparide, nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 2016 e a terceira edição realizar-se-á, previsivelmente nos dias 6, 7 e 8 de setembro de 2017. Todo o programa de formação complementar, observação de aulas e programa de mentoring têm sido executados de acordo com o previsto no Fluxograma criado para a monitorização e acompanhamento deste Programa. Vídeo com a mensagem de Boas Vindas do Presidente do IST aos mentores participantes na primeira edição.

Resultados Alcançados

Não é possível descrever ainda os resultados obtidos em relação aos objetivos globais previstos, estando embora já disponíveis os dados da avaliação da 1ª edição da formação fundamental,   bem   como   da   2ª edição da mesma. A 1ª edição da Formação dos Mentores esteve a cargo de uma empresa externa -Sofia Calheiros e Associados, e realizou-se a 12 de setembro de 2015, em Caparide e foi avaliada (satisfação global) pelos 14 participantes como muito boa, atingindo um valor de 91,5%. Os aspectos mais positivos considerados foram os seguintes: Relacionamento com colegas que não conhecia; Atividade  prática; Conhecimentos  de  ciências  sociais/métodos; Dinâmica  da  formação, clareza e pureza da formação; Conhecer o GROW; Partilha entre mentores; Conhecer colegas mentores;  Autoavaliação; Dia  escolhido,  local,  organização,  temática,  colegas  presentes  e formadores.

Os  aspectos  a  melhorar  incluíam: Mais  próximo,  com  melhores  transportes, marcado durante asemana com 6 meses de antecedência; Conhecer de antemão os objetivos traçados para os mentees; Aumentar a duração da ação; Aumentar a duração da ação, para mais   um   dia.   Existem   também   dados   relativos   às   primeiras   observações   de   aulas.

Avaliação e Monitorização

O Programa “Shaping the Future“, que entra agora na sua terceira edição, não dispõe ainda de uma  avaliação  de  impacto  nas  dimensões  inicialmente  identificadas  (liderança  de  equipas  e projetos de investigação relevantes a nível nacional e internacional, bem como a promoção de processos de ensino –aprendizagem produtivos), nem os dados estariam facilmente acessíveis ao fim de um período de tempo tão breve. Os dados de avaliação relativos às 1ª e 2ª edições da Formação Fundamental, bem como os dados relativos às Observações de Aulas e Formação de Mentores  são,  contudo,  muito  positivos,  e  corroboram  a  informação  qualitativa  recolhida  junto dos  participantes  (através  do coaching por  parte  da  equipa  do  Núcleo  de  Desenvolvimento Académico e de encontros entre os novos docentes e investigadores com elementos dos órgãos de gestão do IST, incluindo o Presidente, Prof. Arlindo Oliveira  e os Presidentes do Conselho Científico (CC) e Pedagógico (CP). A monitorização das atividades do Programa conduziu, ao longo destes três primeiros anos, à introdução de algumas melhorias ao nível dos procedimentos, nomeadamente:

  • Construção e   produção   de   fluxogramas   e mapas   de   procedimentos específicos,  a disponibilizar  aos  docentes  envolvidos  no Programa  e  aos  Presidentes  de Departamento, que facilitem a execução prática de todos os aspetos considerados na legislação interna relativa   a   este   Programa;
  • Identificação mais  sistemática  e  atempada dos  novos  docentes  e  investigadores  do  IST, que reúnem para uma sessão de boas vindas em março de cada ano, sendo o Programa apresentado nessa altura em todas as dimensões relevantes (incluindo a formação fundamental obrigatória de setembro);
  • Desenvolvimento e Publicação de uma Página do Programa, com acessos para a comunidade  IST  e  acessos  específicos  para  os  participantes  em  cada  uma  das  edições  da formação  fundamental,  onde  se  disponibilizam também  os  materiais  de  apoio;
  • Identificação atempada dos mentores, que são também os Presidentes das Comissões de Acompanhamento dos PAX  (Professores Auxiliares  em  Período  Experimental),  por sugestão  do  CC  e  do  CP; -Sinalização, para  os  Presidentes  de Departamento,  dos timmings e  procedimentos  relativos  a este Programa, nomeadamente a constituição da Comissão de Acompanhamento, as datas de entrega  dos  Relatórios  Intercalares  e  o tipo  de  feedback  a  dar  aos  PAX; Agilização  dos procedimentos  internos  para atribuição  dos startup funds e  concretização dos  períodos  de sabática fora do país previstos nos regulamentos internos.

Carácter Inovador e Transferibilidade

O Programa PAX IST Shaping the Future é enquadrado pelos seguintes documentos: Programa de  Acompanhamento  dos  Professores  e  Investigadores  Auxiliares  em  Período  Experimental, pelo Programa de Formação Adicional dos Professores e Investigadores Auxiliares em Período Experimental do Instituto Superior Técnico, pelo programa de startup funds e pelo Regulamento Relativo  ao  Regime  de   Vinculação   e   Avaliação   da   Atividade  Desenvolvida  no   Período Experimental  pelos  Professores  do  Instituto  Superior  Técnico  (documentos  publicados  e  que descrevem o Programa aprovado pelos órgãos de gestão da escola). Este programa inspira-se nas boas práticas de Escolas de referência para o IST, nomeadamente Standford e o MIT.

É um Programa inovador no Espaço de Ensino Superior Português e passível de ser replicado, tendo gerado  interesse  junto  de  outras  Escolas  da  Universidade  de  Lisboa  e  outras  Universidades

portuguesas.  Existem,  contudo,  alguns  constrangimentos  à transferibilidade deste  Programa para outras Instituições de Ensino Superior (IES): o envolvimento dos órgãos de gestão das IES é  fundamental,  bem  como  a  existência  de  uma  cultura  académica  que  sustente  este  tipo  de práticas; a existência de recursos financeiros e humanos que permitam operacionalizar as várias dimensões deste Programa é também crucial para o seu bom funcionamento.